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Cultura

Edmilson Maciel abre Estação da Arte 2019 e fala sobre sua trajetória

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Edmilson Maciel abre Estação da Arte 2019 e fala sobre sua trajetória

O programa ‘Estação da Arte’, veiculado na rádio web do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, está de volta. O convidado para abrir a temporada 2019 foi o músico, arranjador e ator profissional Edmilson Maciel, 55 anos, que falou sobre sua trajetória artística desde os primeiros passos no grupo de teatro Andanças ainda na infância, em Tangará da Serra (239 km a médio-norte de Cuiabá), passando pelos 40 anos de Banda Terra, até o seu mais recente espetáculo: “Mato Grosso em Cena”.

O artista concedeu entrevista à jornalista Eli Cristina Azevedo, nesta quarta-feira (16), ao vivo, na Estação TJ, e aproveitou para elogiar o espaço dado pelo Poder Judiciário dedicado a divulgação de arte e cultura. “Quanto mais espaço a cultura mato-grossense tem para divulgar suas atividades, mais fortalecida fica sua história. Reconhecemos o esforço que o Tribunal faz para ser esta ponte cultural para os cidadãos”, declarou Edmilson.

Edmilson Maciel nasceu em Nortelândia, mas logo se mudou com a família para Tangará, local em que mantém laços estreitos até hoje. Lá participou do grupo de teatro ‘Andanças’, do diretor Amaury Tangará desde os 8 anos. Por influencia de Amaury na juventude morou no Rio de Janeiro por 3 anos, mas decidiu retornar a Mato Grosso e fortalecer a cena artística daqui. “Tenho eterna gratidão pelo Amaury. Com o Grupo Andanças fiz minha primeira viagem pelo Brasil. Percorremos 9 Estados do nordeste com peças”, lembra.

Formado em técnico agrícola no Ensino Médio e gestão pública, no Ensino Superior, viu a paixão pela música se transformar no seu sustento. De uma família de seis irmãos e todos com alguma ligação com a música, formou o Grupo Natureza, que mais tarde se transformou em Tangará Som 7, Banda Som da Terra e por fim, Banda Terra. Hoje apenas Edmilson e Etevaldo Maciel, baterista que mora na Itália há 15 anos, vivem da música.

Na década de 90, apresentou o quadro Sexta Sertaneja, do programa Revista da Manhã, da antiga TV Gazeta (hoje TV Record). Ficou a frente do quadro por 14 anos e abriu espaço para vários artistas regionais. “Sofri muito no início da Banda Terra com o bairrismo existente em Cuiabá. No programa e TV fiz exatamente o oposto. Queria dar oportunidade para o máximo de artistas”, revela.

A Banda Terra tem dois CDs gravados, mas o carro chefe são os bailes de festas. Para diversificar os negócios, Edmilson montou o estúdio Terra de gravações, um dos primeiros de Mato Grosso. “Os artistas de Mato Grosso não tinham onde gravar suas músicas e o estúdio acabou beneficiando e viabilizando a gravação fonográfica de muitos artistas locais como Henrique, Claudinho e Pescuma, banda Estrela D’Alva, Chico Gil, Estilo Som, Pop Som entre outros”, cita.

Além do estúdio e da Banda Terra, Edmilson atua na peça de teatro “Mato Grosso em Cena”, escrita em parceria com o poeta Aurélio Augusto. A peça musical de 30 minutos conta a história do estado e atende empresas, governo e eventos diversos. “O espetáculo percorreu mais de 30 cidades e com cerca de 200 apresentações, tanto em Mato Grosso como em outros estados. Já me apresentei para 16 pessoas em um apartamento e para 4 mil pessoas na UFMT”

Incansável, Edmilson ainda participa há mais de 10 anos no Grupo Folclórico “Flor Ribeirinha”, que busca a divulgação e a preservação da cultura Cuiabana. Ele trabalha como arranjador e diretor musical e já participou de mais de 250 apresentações dentro e fora do Brasil. Em 2017, o grupo se consagrou campeão do festival Internacional de Arte e Cultura em Istambul, na Turquia.

Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Cultura

Em Cuiabá, grupo de missionários vivem de doações e renunciam bens materiais em vista da Evangelização dos jovens da capital

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Em tempos de pandemia, muitas incertezas rondam a mente das pessoas sobre o rumo que suas vidas estão tomando, surgindo vários questionamentos sobre seu local de pertença no mundo. Vindos de diferentes partes do Brasil, um grupo de missionários sentiu a mesma inquietação em suas vidas e, atualmente, encontram-se reunidos em Cuiabá para anunciar o Evangelho, motivados por um chamado maior a levar o Ressuscitado que passou pela Cruz a humanidade que sofre nas incertezas do mundo atual, abdicaram de seus planos, família e ambições de carreira para viver uma vida pautada no abandono na providência de Deus e na evangelização, em especial dos jovens. Membros da Comunidade Católica Shalom, os nove missionários, em breve 14, entre jovens e adultos, solteiros e casados, vivem uma rotina com manhãs de oração, sem o uso de celular e completo silêncio, e tardes e noites dedicadas ao serviço no Centro de Evangelização, onde acontecem a maioria dos eventos e os grupos de oração.

O núcleo da Comunidade de Vida presente na capital são convidados a viverem a pobreza de acordo com os seus Estatutos, colocando suas vidas nas mãos de Deus e tendo suas necessidades básicas atendidas por meio de doações e do dízimo, chamado de Comunhão de Bens, realizado por membros da Comunidade de Aliança e da Obra. “Não recebemos remuneração pelo nosso trabalho, mas tudo o que nós temos recebemos da vinha do Senhor.   Vivemos a pobreza não possuindo nenhum bem material, nem o celular que nós administramos é nosso, colocamos tudo em comum, desde o perfume até a nossa alimentação, nada como meu, mas sim tudo como nosso” explica Lana Gabriela, missionária e natural de Natal, Rio Grande do Norte, que está a mais de um ano em Cuiabá, sendo a responsável pelo financeiro da missão.

“Deus nos prometeu um tempo novo e para vivermos esse tempo, precisamos crer e abraçar, para isso é preciso deixar algo, que são as nossas seguranças” adiciona Lana ao comentar sobre  deixar-se ser sustentada pela Providência de Deus em sua vida missionária.

Inaugurada em 2017, a missão da Comunidade Shalom em Cuiabá tem conquistado muito corações para a vivência de seu carisma, como é o caso de Pamella e Daniel Barros, casados e com dois filhos, missionários da Comunidade de Aliança – seguimento que convida os membros a evangelizarem em seu cotidiano familiar e profissional, permanecendo em sua cidade –  também abraçando os pilares da espiritualidade do carisma: contemplação, unidade e evangelização. “Conhecemos a Comunidade em uma viagem a Fortaleza e ao sair da missa, na qual o nosso fundador Moysés estava comentando, estávamos enxergando tudo aquilo como loucura, mas gerou em nosso coração uma inquietação. O Senhor não desistiu de nós e, de uma forma muito misericordiosa, nós conseguimos dar início à nossa caminhada no Shalom por meio do grupo de oração para casais. Desde então, nosso coração encontrou a paz e a nossa missão de ir em busca daqueles que desconhecem Cristo Ressuscitado” explica Pamella, que divide sua rotina com o trabalho na Defensoria Pública e os compromissos comunitários.

A Comunidade Católica Shalom, a qual nasceu entre e para os jovens, possui uma expressão marcante da juventude em sua missão cuiabana, proporcionando uma experiência transformadora com o amor de Deus para aqueles que sentirem o desejo de uma vida com sentido. Mais de cem jovens já participaram dos conhecidos Seminários de Vida no Espírito Santo promovidos pela Comunidade, dentre eles está Thaynara Anjos, que parte em missão como comunidade de vida para Guarulhos, São Paulo, na próxima semana, deixando sua família para ser missionária e viver da providência.

A fim de ajudar as pessoas a encontrarem sua vocação, a Comunidade promove, todos os anos, o encontro Vocacional Aberto, que é um momento de apresentação das formas de vida – Vida e Aliança – e do caminho de escuta da voz de Deus para descobrir sua pertença ao Carisma Shalom, sendo a chance para o começo de uma transformação na vida de muitos.  Em 2021, o encontro será feito de forma híbrida no próximo domingo, 31, tanto presencial no Centro de Evangelização no bairro Dom Aquino, respeitando as normas de distanciamento social, quanto online, pela plataforma Google Meet. Mais informações no Instagram da missão: @shalomcuiaba.

 

” Tornai fecundo, ó Senhor nosso trabalho, 
fazei dar frutos o labor de nossas mãos
Geovanna A. Torquato 
Secretária Jovem  

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