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Do rosa ao azul,e agora?

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Chegamos ao mês de dezembro e com ele vamos completar uma serie de campanhas sobre a saúde, com destaques para os meses Outubro Rosa e Novembro Azul. Estas campanhas tem desempenhado um papel fantástico em termos de conscientização das pessoas para procurarem os médicos e poderem assim diagnosticar o mais precocemente possível seus problemas de saúde, o que facilita, e muito, o tratamento.

Mas o nosso problema é maior que isso, principalmente nas camadas mais humildes, onde muitas vezes a doença é diagnosticada, mas o tratamento termina por ser demorado, diminuindo a eficiência das campanhas. Isso tem feito o objetivo do diagnóstico precoce ser menos eficaz do que deveria ser, além de dolorido para as pessoas que sabem do problema e não iniciam o tratamento adequadamente.

No primeiro semestre temos em janeiro saúde mental; em fevereiro a conscientização sobre Lúpus, Fibromialgia, Mal de Alzheimer e sobre a Leucemia; março traz o debate sobre a prevenção ao Câncer de Colo Retal; em abril a conscientização sobre a importância da Segurança no Trabalho e sobre o Autismo; em maio Prevenção de Acidentes de Trânsito e Prevenção a Hepatite; junho é o mês da Doação de Sangue e Conscientização sobre a Anemia e Leucemia.

No segundo semestre vem em julho é dado destaque as Hepatites Virais e também sobre o Câncer Ósseo; em agosto o Aleitamento Materno; em setembro para a Conscientização sobre a Doação de Órgãos e Prevenção ao Câncer de Intestino, além da Prevenção ao Suicídio e as Doenças Cardiovasculares; em outubro Câncer de Mama; em novembro o Câncer de Próstata e ao Diabetes, além do Câncer Infanto-juvenil; e em dezembro Prevenção contra a AIDS e o Câncer de Pele.

Sabemos que boa parte das doenças estão relacionadas ao modo de vida das pessoas, principalmente daquelas que vivem em áreas urbanas. Estresse, hábitos alimentares ruins, inatividade física, postura corporal, alcoolismo, tabagismo, solidão, tristezas e outras mais, são as maiores causadoras das demais patologias.

Sem parar e nem desmerecer as campanhas citadas, até porque tem lá sua eficiência, mas não ficaria mais barato evitar o inicio delas, ao invés de somente diagnosticar quando já existe? Sim, isso é possível! E o Poder Público deveria pensar com planejamento, zelo e carinho, pois o resultado lá na ponta, no diagnóstico e no tratamento, diminuiria e ficaria imensamente mais barato.

No meu caso, que sou médico ortopedista, a prevenção seria de enorme economia para o Poder Público, pois o trânsito, a ausência de exercícios regulares e corretos, somados aos acidentes de trabalho e domésticos, respondem por quase a totalidade dos atendimentos diários.

Como corrigir isso? Somente o Estado tem o poder de interferir positivamente neste contexto que, de uma forma ou de outra, também está correlacionada às demais patologias. Um trânsito mais humano e menos predador traria menos gasto e mais vida saudável a milhares de pessoas todos os meses.

Um programa de saúde da família, usando os parques e praças, que contassem com assistente social, professores de educação física, fisioterapeuta, médicos, pessoas para aferir pressão e glicose é um exemplo que baratearia o custo da saúde aos estados e municípios e melhoraria a qualidade de vida das pessoas.

Um único professor de educação física e um fisioterapeuta atendem seis bairros por dia e uma única equipe multidisciplinar conseguiria atender até quatro bairros por dia. Portando, custo irrisório para tamanho beneficio.

Precisa somente de interesse, estudo, planejamento e vontade para executar. Saúde com qualidade de vida diminui em pelo menos dois terços os gastos com o sistema de saúde pública no Brasil.

Dr. Luiz Fernando Amorim é médico ortopedista e traumatologista em Cuiabá

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Há 78 anos era inaugurada a primeira ponte de concreto sobre o rio Cuiabá

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Não há como negar que a construção da primeira ponte de concreto sobre o rio Cuiabá veio trazer mudança radical no sistema de comunicação e desenvolvimento da Capital Mato-grossense e a região norte, que estava emperrada em todos os sentidos.
A cidade de Várzea Grande foi a mais beneficiada, crescendo rapidamente depois da inauguração, ganhando iluminação elétrica três anos depois.
20 de janeiro de 1942, uma ponte em concreto armado com 224m de extensão, 6,0m de pista para dois veículos e passeio público, além de 40m de vão para a navegação, foi inaugurada pelo então interventor Bel. Júlio Strubing Muller. Um detalhe era bastante chamativo: os arcos decorativos alinhados junto ao parapeito do passeio público com vigas que atravessavam a ponte de um arco a outro. O estilo arquitetônico era o Art déco (estilo decorativo de artes aplicadas, desenho industrial e arquitetura caracterizado pelo uso de materiais novos e por uma acentuada geometria de formas aerodinâmicas, retilíneas, simétricas e ziguezagueantes), teve o seu apogeu nos anos de 1930, o mesmo das outras “Obras Oficiais” construídas pelo então Estado Novo. A obra de construção como ocorreu com as “Obras Oficiais” de modernização de Cuiabá, foram tocadas pela firma Coimbra Bueno sob a supervisão do engenheiro Cássio Veiga de Sá.
Da autorização para a construção da ponte até sua conclusão foram dois anos e quatro dias. O primeiro traço de concreto foi inaugurado no dia 26 de agosto de 1940, contando com um pequeno evento inaugural presidido pelo interventor Júlio Müller, acompanhado de sua esposa a Sra. Maria de Arruda Müller, e animado pela Banda da Polícia Militar de Mato Grosso.
A um ano da inauguração, alunos da Escola Nacional de Engenharia (antiga Escola Politécnica do Rio de Janeiro, e, atualmente, parte da Universidade Federal do Rio de Janeiro), chefiados pelo professor catedrático Alírio de Matos, visitaram as “Obras Oficiais”. A visita se daria em resposta a um convite do governo de Mato Grosso ao ilustre engenheiro conterrâneo que galgou degraus no campo acadêmico, na Capital Federal.
Em setembro de 1941, o último pilar foi concretado. Para comemorar o fato, o engenheiro Cássio Veiga de Sá, responsável pela obra, ofereceu um brinde de champanhe no Grande Hotel, sendo convidadas algumas autoridades e a imprensa.
A inauguração movimentou a cidade. Tratava-se da primeira ponte ligando dois importantes distritos da capital: São Gonçalo de Pedro II, Segundo Distrito ou Distrito do Porto (atual bairro do Porto), e o Distrito da Várzea Grande ou Terceiro Distrito (atual Alameda, Várzea Grande).
O prefeito de Cuiabá Manoel Miraglia decretou feriado municipal para que a população participasse da festa.
A fita foi cortada pelo interventor após a bênção do padre salesiano Luís Sutera. Diversas autoridades discursaram durante a solenidade: o interventor Júlio Müller, o prefeito Manuel Miraglia, o diretor Geral da Instrução Pública professor Francisco Ferreira Mendes, a professora primária no distrito da Várzea Grande dona Adalgisa de Barros, o ex-prefeito cel. José Antônio de Souza Albuquerque e o presidente do Sindicato dos Chauffeurs José Antônio de Andrade. Todos exaltaram as realizações da interventoria de Júlio Müller e aproximadamente dez mil pessoas compareceram ao ato inaugural.
A nova ponte serviu como via de integração não só local, ligando o distrito do Porto ao da Várzea Grande; mas regional: as cidades de Cáceres, Poconé, Livramento, Vila Bela da Santíssima Trindade, além do distante noroeste mato-grossense (atual Rondônia) passariam a ter ligação rodoviária direta com a capital mato-grossense e com o Centro-Sul do Brasil. Antes, a ligação entre o Segundo e o Terceiro distritos era feita, desde 1874, pela barca-pêndulo (uma balsa feita de ferro e guiada por cabos que fazia a travessia de uma margem a outra do Rio Cuiabá).

 

Ponte Nova
Em 1964, no governo do doutor Fernando Corrêa da Costa, a referida ponte foi inaugurada.
A inauguração contou com a presença do presidente da República, Humberto de Alencar Castelo Branco, que visitava Mato Grosso e levou nome de Maria Elisa Bocaiúva.

 

Ponte Juscelino Kubitscheck
Em 1985, no governo do varzeagrandense, o engenheiro Júlio José de Campos, mais duas pontes foram construídas sobre o rio Cuiabá: a duplicação da Júlio Muller (primeira) e a Juscelino Kubitschek na comunidade de Poço Grande, próximo de Bonsucesso.

 

Ponte Mário Andreazza
Nos anos 90 mais uma importante Ponte foi construída sobre o Rio Cuiabá ligando a capital à Várzea Grande. É a Ponte Mário Andreazza inaugurada pelo então governador também varzeagrandense, Jaime Veríssimo de Campos.

 

Ponte Sérgio Mota
No governo de Dante Oliveira foi construída a ponte Sérgio Motta. Para sua inauguração em 27 de março de 2002 contou com a presença do presidente da República Fernando Henrique Cardoso, governadores, ministros, prefeitos e muitas autoridades federais. Ponte Sérgio Motta, é uma homenagem ao ex-ministro das Comunicações falecido em 1998.
Tem o design ponte Estaiada (é um tipo de ponte suspensa por cabos constituída de um ou mais mastros, de onde partem cabos de sustentação para os tabuleiros da ponte).

Ponte do VLT
Mais uma ponte está sendo construída sobre o rio Cuiabá, junto a Ponte Júlio Muller. A referida ponte no lado direito da atual, sentido Cuiabá – Várzea Grande possui grande parte da estrutura pré-moldada. A estrutura tem cerca de 350 metros e quando estiver pronta (?) será usada para o tráfego de veículos.
A ponte central servirá para passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e terá sua estrutura ajustada para implantação da via permanente. A ponte utilizada para o trânsito no sentido Cuiabá – Várzea Grande continuará com o mesmo sentido e também receberá reforço.
Desde a inauguração da primeira ponte há 76 anos por Bel. Júlio Muller e outras pontes construídas pelos governadores João Ponce de Arruda, Júlio José de Campos, Jaime Veríssimo de Campos, Dante Martins de Oliveira, Silval Barbosa entre outros, têm resolvido os problemas de trânsito entre as duas cidades mais populosas de Mato Grosso e intensificado o desenvolvimento do norte do Brasil.

Wilson Pires de Andrade é jornalista profissional em Mato Grosso

 

 

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