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Dependência digital um mal que já impacta sua vida

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Com o desenvolvimento da Tecnologia de comunicação, aparentemente “sem custo”, milhões de pessoas estão compartilhando seus dados e interesses, e estabelecendo vínculos diários com plataformas como o WhatsApp, que é o lider do ranking de aplicativos mais usados do mundo em celulares. No Brasil, de acordo com o relatório mais recente da empresa de análise de mercado App Annie, estima que o WhatsApp tem cerca de 200 milhões de usuários mensais.
Em pesquisa realizada pela GlobalWebIndex, com sede em Londres, que analisou dados de 45 dos maiores mercados de internet do mundo, concluiu-se que o brasileiro fica conectado a internet, em média, por nove horas e vinte nove minutos todos os dias. Já em relação ao tempo diário dedicado a sites ou aplicativos de mídia social foi de 225 minutos. O que coloca o Brasil no segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas das Filipinas.

A tendência é de mais crescimento, e isso nos leva a indagar, qual seria o impacto de uma interrupção brusca de acesso a um indivíduo, a uma empresa, ou mesmo a uma instituição pública? Já que é comum o uso das redes sociais para aproximar as pessoas, os clientes das empresas, e os contribuintes do governo?

A estratégia do WhatsApp, é simples: oferecer gratuidade, estimular o uso, gerar dependência e no momento devido estabelecer cobrança. No site www.whatsapp.com empresas são convidadas a usarem o Whatsapp business com apelos de download gratuito, promessas de interação fácil com clientes, usando ferramentas para automatizar, organizar e responder rapidamente a mensagens, estabelecendo uma comunicação eficiente com clientes ao redor do mundo através deste aplicativo, sempre de maneira simples, segura e confiável.

Nós já experimentamos, no Brasil, a interrupção de serviços do WhatsApp por decisão judicial, que impactou todos os usuários por algumas horas, e sabemos o caos que essa interrupção ocasionou.

Recentemente muitas empresas tiveram os seus números da conta do WhatsApp Business banidos da rede, sem explicações, sem direito a defesa, ou até justificativas de cobrança. Isto gerou prejuízos incalculáveis, tanto às empresas, quanto aos clientes, que do nada, perderam sua conexão com a empresa, para adquirir aquilo que necessitavam. Um exemplo deste problema ocorreu com a Farmácia Biológica, em Cuiabá, que com mais de 31 anos de fundação, foi uma das empresas prejudicadas com essa ação arbitrária do WhatsApp. O número principal do estabelecimento, que era divulgado a médicos e clientes, para atender encomendas de fórmulas manipuladas, no último dia 03 de outubro, foi banido do aplicativo. Desde então, o empresário tem buscado junto ao sistema entender o que houve, sem respostas.

Buscando solução, nesta quarta-feira (09.10), o empresário entrou com uma medida judicial, junto com centenas de outras Farmácias no país, representadas pela Anfarmag, visando restituir o serviço, que está concentrado nas mãos de uma única empresa, que ainda tem no grupo, gigantes da mesma proporção, como Instagram e Facebook, sendo que em países da Europa e da Ásia, governos estabeleceram regras rígidas para a atuação destas empresas, mas no Brasil, atuam livre e impunemente até o momento. Será que os parlamentares e o judiciário também se tornaram reféns dessa dependência?.

Uma ferramenta de comunicação, não pode ferir a relação de confiança existente entre amigos que trocam mensagens e confidências, ou entre a empresa e seus clientes, que realizam negócios. É essencial uma reflexão sobre essa dependência digital, e suas inevitáveis consequências.

Célio Fernandes
Farmacêutico e Empresário

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Estamos em guerra contra o mesmo inimigo

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Em março deste ano Cuiabá começou uma guerra contra um inimigo invisível: o coronavírus, causador desta doença terrível que é a COVID-19. O que muita gente não sabe, é que a Prefeitura começou a se armar para este combate em janeiro, quando ainda não tínhamos nenhum caso no Brasil. Nossa valorosa equipe técnica da Saúde enxergou que teríamos dias difíceis e começamos a nos organizar em fevereiro, fazendo a aquisição de insumos, EPIs e equipamentos para nossos hospitais. Também montamos um comitê com os mais diversos especialistas, que desde então vêm fazendo estudos e norteando as ações tomadas pela gestão frente à pandemia.

Todos nós da Secretaria Municipal de Saúde, juntamente com o prefeito Emanuel Pinheiro estamos trabalhando muito, até bem tarde, sem direito a sábados, domingos e feriados. Se administrar uma secretaria de saúde já é um desafio imenso, com milhares de problemas, imagine o que é conduzir uma secretaria de saúde durante uma pandemia? É algo inimaginável! Os problemas, que já eram muitos, não param de se multiplicar e é preciso resolver cada um deles para a engrenagem continuar a funcionar.

Neste momento todos nós, sem exceção, temos apenas um inimigo: o coronavírus. As medidas de contenção que tomamos ainda em março foram para diminuir a velocidade de transmissão do vírus para dar tempo de organizarmos nossos hospitais, pois sabíamos que teríamos muitas pessoas doentes. E conseguimos nos organizar.

Mas, como aconteceu no resto do mundo, além da população ficar doente, nossos profissionais de saúde começaram a ficar doentes também. Esse vírus é altamente contagioso, e, mesmo com todo o cuidado, muitos profissionais da saúde adoeceram. Para esses, que estão na linha de frente, cuidando da população, salvando vidas, eu só tenho a agradecer. Vocês são verdadeiros heróis, que honram as profissões que escolheram. É preciso gostar de gente para cuidar de gente, e vocês, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, entre vários outros profissionais que atuam na linha de frente merecem o agradecimento e a admiração de toda a população.

Quando eu falo dos profissionais que se acovardaram, em momento algum me refiro a estes que estão lutando para salvar vidas. Também não me refiro aos que estão afastados por serem do grupo de risco, seja por idade ou por comorbidade. Me refiro aos que entraram com pedido de afastamento usando atestados sem terem motivos reais para isso. Tivemos pedidos de afastamento de mais de 1500 profissionais da saúde desde que a pandemia começou e cada pedido destes foi periciado. Muitos destes pedidos foram indeferidos pelo médico que fez a perícia, pois ele constatou que não havia motivos para estes profissionais não trabalharem. São esses profissionais que eu disse que se acovardaram, pois ao invés de se juntarem às equipes que estão combatendo a pandemia, decidiram se esconder atrás de um atestado fajuto.

Peço desculpas aos profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia e que se sentiram ofendidos pela colocação que eu fiz. Tenham certeza de que a minha fala não foi direcionada a vocês. Como filho de médico que sou, tenho um grande respeito por quem trabalha nesta área, de maneira séria e comprometida.

Neste momento venho a público pedir que todos nós nos unamos para ganharmos essa luta contra o coronavírus. Estamos fazendo todo o possível para continuar salvando vidas. Estamos correndo contra o tempo para abrir mais 40 leitos de UTI na próxima semana, para que mais pacientes tenham chance de sobreviver. Agora não é hora de brigas políticas, de boicotes, de acusações… Agora é hora de união contra este inimigo que já ceifou mais de 60 mil vidas no país e quase 200 só aqui em Cuiabá. Precisamos do apoio da União, do Governo, dos Conselhos de Classe, sindicatos, dos políticos, da imprensa e de toda a população para vencermos este vírus. Nós, gestores e os profissionais da saúde não somos o inimigo! Nós estamos trabalhando arduamente para salvarmos vidas! Precisamos de toda a ajuda possível para ganharmos esta guerra e voltarmos ao normal. E só vamos ganhar se estivermos unidos!

 

Luiz Antonio Pôssas de Carvalho – Secretário Municipal de Saúde

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