conecte-se conosco



Cultura

Curta metragem ‘Diga ao meu pai que estou bem’ é exibido durante II Encontro sobre Dislexia

Publicado

em

Mais de 200 professores das salas multifuncionais e de apoio, da rede pública municipal de Educação participaram nesta quarta-feira (10), no Hotel Fazenda Mato grosso, do II Encontro da Rede Municipal de Educação de Cuiabá sobre a Dislexia. O evento, realizado em parceria com a Associação Mato-grossense de Dislexia, teve como objetivo, promover uma reflexão sobre o transtorno de aprendizagem, de forma articulada à prática docente na sala de aula e ao cotidiano escolar.

A exibição do curta metragem ‘Diga a meu pai que estou bem’, da roteirista e produtora Bruna Fracascio, marcou o evento. O filme conta a história de uma menina de 9 anos, disléxica, que deixa sua casa por acreditar que seja um peso na vida do pai. Após a exibição do filme, a produtora falou sobre sua experiência e disse que muito do que o filme mostra, retrata suas próprias dificuldades. “Hoje entendo meu pai”, disse ela emocionando os participantes.

“A ideia de fazer o curta surgiu da vontade de representar e me sentir representada como ser humano, num ambiente que muitas vezes é hostil. O filme trata sobre os sintomas da dislexia, as dificuldades dessa criança e de seus pais, sempre com muita leveza, para que as pessoas possam entender o que se passa na cabeça dessas crianças e de seus pais e para que as outras crianças possam entender e ter empatia pelos colegas nas escolas”, explicou Bruna Fracascio.

O curta metragem está atualmente em exibição nos circuitos de festivais no Brasil e também no exterior, como em Portugal, e já recebeu várias indicações a prêmios. A intenção de Bruna é levá-lo para as escolas e outros espaços, a fim de expandir a discussão em torno do tema.

Mesa redonda

O encontro abordou também a disgrafia e o discauculismo, numa mesa redonda que reuniu a psicóloga, psicopedagoga e neuropsicóloga, membro da equipe multidisciplinar da Associação Brasileira de Dislexia, Áurea Maria Vale Gonçalves e a fonoaudióloga, especialista em Motricidade Orofacial e Aprimoramento em Linguagem pelo Instituto de Estudos Avançados da Audição Momensohn Santos, mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela UNESP – Marília, Priscila Biaggi Alves de Alencar.

A disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores. Por definição, é o transtorno da escrita, de origem funcional, que surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afetivo, quando não existem problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou história de ensino deficiente do grafismo da escrita.

Já a discauculia é definida como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números.

Investimento na formação

A diretora de Educação da Secretaria Municipal de Educação, Zileide Lucinda dos Santos, acompanhou a abertura do evento e disse que no primeiro encontro, realizado em agosto, a ideia foi abordar o tema de forma mais teórica. “Neste segundo encontro, o foco foi o fortalecimento da prática pedagógica e a orientação aos profissionais no sentido de como fazer, como atuar na unidade, como receber essa criança e acompanhá-la, visando o seu desenvolvimento integral”, disse ela.

Para Gabriele Andrade, uma das diretoras da Associação Mato-grossense de Dislexia, uma das fases mais importantes na formação das crianças com dificuldade de aprendizagem é a alfabetização. “Se essa criança apresenta sinais que demonstram suas dificuldades deve ser considerada uma criança de risco. Uma vez identificada tem que ser acompanhada de forma pedagógica, por meio de trabalhos específicos. Se isso acontecer, essa criança conseguirá se desenvolver e acompanhar o resto da turma. Daí a importância da formação dos profissionais para que possam estar capacitados para identificar essas situações”, destacou ela.

A Associação Mato-grossense de Dislexia reúne 85 pais e mães associados. Segundo a associação brasileira, a dislexia é uma condição humana e existe uma prevalência de 10% em relação à população, ou seja, em Mato Grosso esse número pode chegar a 300 mil pessoas. Em relação à população escolar da rede pública municipal de Educação de Cuiabá, 10% das crianças podem ser disléxicas. “O professor é a porta de entrada para identificarmos essas dificuldades e agirmos para que elas possam se tornar adultos plenos, nos campos pessoal e profissional”, salientou Gabriele Andrade.

O diretor geral de gestão Educacional da SME, Luiz Batista Jorge lembrou que o encontro é mais uma etapa na proposta da gestão, para a formação continuada dos profissionais da rede municipal de Ensino. “Existe uma necessidade de promovermos constantemente essas iniciativas, com o objetivo de trazermos novas propostas, e qualificarmos os nossos profissionais. A gestão Emanuel Pinheiro se propôs a fazer uma administração inclusiva e humanizada. Na área da Educação é necessário que estejamos sempre conversando e qualificando nossos profissionais, principalmente em temas específicos para que possamos ter um ensino de qualidade nas unidades educacionais”, disse ele.

O secretário de Educação de Cuiabá Alex Vieira Passos destacou a importância e o papel das parcerias na formação continuada dos profissionais, tornando-os cada vez mais preparados para atender os alunos matriculadas na rede, em sua integralidade. “A gestão tem investido na formação continuada dos profissionais da Educação, sempre na perspectiva da melhoria dos serviços ofertados nas unidades de ensino. Nosso trabalho tem como objetivo garantir a melhor formação possível aos nossos alunos e um dos instrumentos para isso é investir nos profissionais da rede por meio de programas e projetos como o da Inteligência Emocional e outros que estão em execução. A gestão Emanuel Pinheiro reafirma assim a prioridade da sua gestão: a Educação”, destacou.

Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Cultura

Projetos contemplados em edital de Literatura oferecem ações de fomento à leitura

Publicado

em

Projetos contemplados no edital de Literatura Estevão de Mendonça já começaram a ser executados, ajudando a fomentar a leitura e a democratizar conhecimentos. Ações de contação de histórias, formação de mediadores, mediação de leitura e de oficina literária têm proporcionado o acesso a capacitações e conteúdos que divulgam livros e a cultura popular mato-grossenses.

Realizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a seleção pública premiou 13 projetos de fomento à leitura e mais 17 obras de literatura com valores de R$ 10 mil e R$ 20 mil. Após o recebimento do recurso financeiro, que foi pago em parcela única a partir de setembro, os autores e proponentes premiados têm até 90 dias para executar as ações.

Confira os projetos já executados ou em andamento.

Mediador da literatura indígena

Denilson Baniwa

Naine Terena – Foto por: Denilson Baniwa

De 16 e 26 de novembro, a oficina Mediação de Leitura e a Lei 11.645/08 oferece aprendizado  sobre a história da literatura indígena no Brasil, incluindo escritores e algumas obras, a profissionais de diferentes áreas de atuação. O projeto premiado na categoria ‘Mediador de Leitura’ pretende ainda envolver os educadores para o cumprimento da Lei 11.645/08, que articula a presença da história e cultura indígena nas escolas do país.

De acordo com a realizadora da oficina, a doutora em Educação Naine Terena de Jesus, a repercussão da iniciativa foi tão grande que as vagas se esgotaram logo no início da divulgação sendo necessária a abertura de uma segunda turma.

“Foram abertas 40 vagas e tivemos cerca de 120 inscritos. Diante da grande procura, conseguimos abrir uma segunda turma e ampliar a prática da mediação das autorias indígenas. A ideia é aproximar o público dessa literatura, e dessa forma, incentivar e auxiliar na compreensão e leitura pública das obras”, explica Naine.

Oficina de dramaturgia pessoal

Divulgação

Nesta segunda (23.11), tiveram início as aulas da segunda turma da oficina de dramaturgia pessoal com a atriz e diretora teatral Juliana Capilé. Direcionada a maiores de 60 anos, a capacitação técnica de escrita incentiva a utilização de elementos da própria experiência de vida para o desenvolvimento de dramaturgia textual de teatro ou roteiro de cinema.

O projeto foi contemplado na categoria ‘Oficina Literária’ e ofertou vagas para duas turmas, ambas online. A primeira edição ocorreu de 16 a 20 de novembro e a segunda segue até a próxima sexta-feira (27.11).

“É uma oficina de escrita dramatúrgica para quem tem o que contar. Voltada exclusivamente para participantes acima dos 60 anos, a oficina investe em uma fase da vida na qual muitas histórias já se acumularam, alegres e tristes, que precisam ser registradas e transformadas em teatro ou cinema”, destaca Juliana.

Mitos e lendas do Rio Cuiabá ao Pantanal

Divulgação

Em outubro, a atriz Alicce Oliveira realizou quatro apresentações do espetáculo de contação de histórias ‘Mitos e Lendas do Rio Cuiabá ao Pantanal’ em suas redes sociais. O projeto foi contemplado na categoria contação de histórias.

As apresentações contaram com canções inspiradas nas manifestações folclóricas regionais, dentre outros artifícios que levarão o público a reconhecer as belezas desta região.

“Há muito tempo ouve-se falar nas histórias, mitos e lendas que povoam a memória dos povos ribeirinhos e de várias comunidades de Cuiabá em Mato Grosso. A presença de monstro em forma de serpente, seres fantásticos e história de pescador são condutores das narrativas apresentadas ao público através deste projeto” expõe Alicce.

Montagem de acervo e disponibilização da literatura de Ricardo Dicke

O projeto integra as edições do evento ‘Literatura e Cultura em Mato Grosso’ que acontece pela internet como curso a alunos do ensino médio de escolas públicas. Contemplado na categoria de formação de mediadores, a ação teve como proponente a professora doutora Madalena Machado, da Unemat de Pontes e Lacerda.

Continue lendo

Artigos

Polícia

Política MT

Várzea Grande

Cuiabá

Mais Lidas da Semana