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Curso inédito de Operadora de Tratores Agrícola empodera mulheres no campo

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Mais do que brilho no olhar pela oportunidade de aprender um novo ofício, o sentimento mais visível ali era o de empoderamento. Sensação especial de conquista das mulheres participantes do primeiro Curso de Operadora de Tratores Agrícolas. Um treinamento inédito em Mato Grosso, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e Mato Grosso (SENAR-MT), em parceria com o Sindicato Rural de Campo Verde.

O curso foi uma demanda de uma propriedade rural do município, que tem o projeto de até 2019 possuir 50% de mulheres em seu quadro de colaboradores. Com cinco dias de duração, o treinamento forma novas operadoras de trator e abre caminhos para que o público feminino consolide seu espaço no campo.

Irene Guimarães, 40 anos, foi uma da selecionadas para o curso. Desempregada e com longa experiência como auxiliar de cozinha, ela encontrou no treinamento uma oportunidade de realizar um sonho antigo. “Desde que mudei para Campo Verde e via as máquinas no campo, sempre me perguntei: por que só homens? Aquilo foi gerando um sonho dentro de mim. O SENAR-MT deu a oportunidade de realizar esse sonho. Nós mulheres temos capacidade e vontade de trabalhar neste ramo. E logo estaremos no campo, trabalhando lado a lado com os homens”, disse.

Mais de 60 mulheres participaram de uma seleção para as 15 vagas ofertadas para o treinamento. Entre as selecionadas, mulheres de 19 a 40 anos, com os mais variados perfis: vindas de escritórios, cozinhas, trabalhos burocráticos, filha de operador de trator, gente já perto ou muito longe do campo. Todas com a vontade comum de quebrar paradigmas e aumentar a participação feminina na atividade.

Hívini Laís Ferreira, 19 anos, tinha muita vontade de trabalhar em fazenda. “Achei muito boa essa oportunidade do curso, são novos conhecimentos. Quando soube, fui logo fazer a inscrição”. Preparando-se para construir uma carreira profissional, ela vê um futuro promissor na operação de tratores e outras máquinas agrícolas.

O instrutor do treinamento, Hélio Queiroz, parabenizou as participantes. “Elas estão muito entusiasmadas. A operação de tratores agrícolas é uma atividade perfeitamente possível para as mulheres. Elas são muito atenciosas e zelosas, têm um grande potencial de trabalhar na área. Só precisam de oportunidades. As empresas que abrem espaços para elas só têm a ganhar”, observou o instrutor.

Além de toda parte teórica e prática do curso, o conteúdo também trouxe noções de mecânica dos tratores, o que despertou em algumas participantes o desejo de especializar na área de manutenção, como Mailde Gomes de Oliveira, 30 anos, que mal vê a hora de aprofundar o conhecimento na área.

Adilene Garcia, 22 anos, mora em outro município da região, ficou sabendo do treinamento por uma amiga e veio até Campo Verde participar da seletiva. “Sempre achei bonito lidar com essas máquinas grandes. Por que poucas mulheres? Nós temos capacidade e devemos acreditar em nossos sonhos. Sempre me interessei por isso e quando temos vontade, não há obstáculos. Serei operadora de trator em breve”, anunciou.

Júnior Vieira, Coordenador de RH da Fazenda Marabá, a 30 km de Campo Verde – propriedade que sediou o treinamento – conta que há alguns meses o presidente da empresa, Márcio Félix, questionou qual era a porcentagem de mulheres no quadro de colaboradores. “Contávamos com 13%. Ele nos deu a meta de chegar a 50% em um ano. Estamos nesse projeto maravilhoso, de incluir mulheres nas mais diversas áreas. Ter o público feminino no campo é muito importante para o agronegócio”, pontuou Júnior, anunciando que irão contratar, de imediato, pelo menos cinco participantes do treinamento.

 

Fonte: Assessoria/Sindicato Campo Verde/Thalita Araújo

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Cartórios de Protesto recuperam mais de 60% das dívidas em até três dias úteis para o Agronegócio

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O protesto de títulos como notas promissórias, duplicatas, contratos de aluguel, cheques, encargos condominiais, entre outros, tem se tornado uma alternativa rápida de recuperação de crédito para o Agronegócio brasileiro, evitando assim a judicialização de cobranças. Dados levantados pelos Cartórios de Protesto mostram que 60% dos débitos em aberto são solucionados em até três dias úteis, permitindo que pequenas, médias e grandes empresas recebam seus créditos e mantenham seus negócios em funcionamento. Somente neste ano, até outubro, foram recuperados 128.458 mil títulos pelos Cartórios de Protesto, contabilizando mais de R$ 318 milhões em dívidas ressarcidas por meio do protesto extrajudicial.

O principal ato praticado em favor do agronegócio é a recuperação do crédito contidos nos títulos de crédito e documentos de dívida emitidos por todos os envolvidos na cadeia produtiva do setor. Entre eles, estão as cédulas de crédito em geral; duplicatas mercantis e ou de prestação de serviços; certificado de depósito agropecuários, entre outros. As empresas vendedoras de insumos, por exemplo, utilizam o serviço do tabelionato de protesto para encaminhar suas duplicatas e recuperar seus créditos.

Segundo o presidente da Associação de Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg/MT), José de Arimatéia Barbosa, os atos praticados pelos tabelionatos de protesto contribuem de forma positiva para o setor do agronegócio. “Os Cartórios possibilitam que as pessoas físicas e jurídicas tenham seus créditos e seus fluxos de caixas fortalecidos ao utilizarem o protesto, sem necessidade de recorrer ao Poder Judiciário”.

Nesse sentido, os Tabelionatos de Protesto são um grande aliado para combater a morosidade do Poder Judiciário e fortalecer um caminho jurídico legítimo, rápido, seguro e eficaz para o resgate de créditos, com a redução das ações judiciais e, consequentemente, desafogo do setor.

Um importante fator a se considerar é que, em nível nacional, os Cartórios de Protesto passaram por uma grande transformação que trouxe uma nova realidade. A partir dos Provimentos 86 e 87 do CNJ, o protesto tornou-se a primeira atividade extrajudicial 100% digital do Brasil. Hoje, os usuários já podem enviar títulos aos Cartórios, solicitar certidões, realizar a emissão de anuências digitalmente, fazer o cancelamento de protesto eletronicamente, visualizar e verificar a autenticidade do instrumento de protesto pela Central Nacional de Protestos – CENPROT .

Em Mato Grosso, os produtores rurais ainda contam com a Central Eletrônica de Integração e Informações dos Serviços Notariais e Registrais do Estado – CEI/MT, gerida pela Anoreg/MT, que oferece celeridade aos atos requeridos nas serventias extrajudiciais, já que dispõe, em seu acervo, atualmente eletrônico, todos os documentos e certidões de todos os segmentos dos cartórios.
Da Redação

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