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Cultura

“Cuiabá 300 Cores” abre exposição na Casa Cuiabana com siriri e cururu

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A partir desta quinta-feira (14), a Casa Cuiabana recebe a exposição coletiva “Cuiabá 300 Cores”. Pensado para aumentar a visibilidade e o debate da arte regional, o projeto, que foi aprovado em edital FUNDO/2019 da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, expõe obras em diferentes linguagens artísticas, como artesanato, pintura em tela, música e audiovisual. A abertura acontece a partir das 19h30, com entrada gratuita e conta com apresentações de siriri e cururu de escolas e instituições parceiras.

Incorporadas ao projeto estão oficinas de artes plásticas com artistas convidados como Meire Pinheiro, Régis Gomes e Victor Hugo. Algumas delas já foram realizadas no Complexo Pomeri e na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

Idealizadora do projeto, Grasiela Pereira Pinheiro, mais conhecida como Bia Pinheiro é “pau-rodada” e apaixonada pela arte e cultura cuiabana. A ideia do projeto surgiu do desejo de disseminar essa paixão por Cuiabá fomentando os artistas locais nos mais diversos cenários da Capital. Além disso, a exposição leva as cores da chita, do siriri, do cururu, da vida na beira do rio e também da cidade cosmopolita que Cuiabá vem se tornando para todos os cantos da cidade.

“É um presente para a cidade e seus 300 anos. Um dos grandes objetivos do projeto é a democratização da arte e da cultura por meio da inclusão social. É uma explosão de cores que exalta, apresenta e incentiva as nossas manifestações culturais, além de retratar a nossa fauna, flora, danças, religiosidade, etnias, sons e folclores, estampadas de maneira latente pelos nossos artistas”, explica Bia Pinheiro.

As oficinas serão ofertadas até o próximo dia 15 de dezembro e qualquer pessoa e/ou instituição pode participar. Os interessados podem entrar em contato com a idealizadora do projeto Bia Pinheiro pelo telefone (65) 99643-3001.

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Cultura

Imortal pela Academia Mato-grossense de Letras, Ivens Scaff é homenageado com adaptação de sua obra para o cinema

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O verde da mata, o azul do céu, o som dos animais. A paisagem natural do cerrado mato-grossense se cruza com as histórias de Ivens Scaff, contadas enquanto um de seus personagens desce, absorto, um rio de pensamentos. “A Partir… Podemos…”, mais novo filme do diretor cuiabano Luiz Marchetti, é, além de uma homenagem ao escritor regional, uma contemplação da riqueza natural e valorização do cinema Cuiabano.

 

“Como cineasta há 30 anos, sinto a necessidade de valorizar um cinema mais autoral e inclusivo, que dialogue com suas fronteiras, principalmente a literatura local”, aponta Luiz Marchetti, diretor do filme e responsável pelo ajustamento do conto homônimo para a dramaturgia audiovisual. “Trabalhamos para que a adaptação para o cinema preserve toda a magia, subjetividade e força imaginária da obra. ‘A Partir… Podemos…’ é a idealização de um entrelace de criações e parcerias poéticas”.

 

‘Tchapa e crux’ até no nome, Ivens Cuiabano Scaff é médico, escritor, poeta regional e membro da Academia Mato-grossense de Letras. Na rodovia para o município de Chapada dos Guimarães, no quilômetro 20, está localizado seu sítio. O local de inspiração para suas criações agora é a locação principal para as filmagens de sua primeira obra adaptada para o audiovisual.

 

“Eu percorri os mesmos caminhos que o personagem hoje faz, da casa do sítio para o rio, e agora para o cinema. Foi ali onde minha inspiração floriu para o conto. É emocionante poder vivenciar esse momento único em minha trajetória. Essa é minha primeira obra adaptada para o cinema. Estou muito feliz e ansioso para o resultado que está por vir”. Para Ivens, transportar a obra de uma linguagem para a outra requer sensibilidade e, ao mesmo tempo, doses de coragem, características marcantes nos trabalhos do diretor. “Marchetti foi de uma delicadeza e atenção aos detalhes, para que nada se perdesse ou não chegasse à tela. Inclusive, toda a equipe de produção está de parabéns pelo trabalho”.

 

Responsável pela condução da história, o personagem principal ficou por conta da consistente interpretação de Romeu Benedicto, ator cuiabano com mais de 30 anos de carreira. “Foi uma honra poder estar à frente de um poema de Ivens Scaff que, além de amigo, é uma personalidade importante para a cultura cuiabana. É com grande carinho, respeito e cuidado que assumi esse papel de levar a poesia para o cinema”.

 

Romeu interpreta um homem trabalhador e esforçado, que cuida de sua família e goza de estabilidade, mas que ao longo do tempo, começa a sentir um afastamento, um distanciamento. E então encontra no Rio Coxipó a vontade de deixar ser levado. “O filme fala de uma ausência que o homem sente ao longo da vida. Não é sobre dor, mas sobre a constatação da sequência da vida. Este é um filme-arte, uma abstração. É deixar-se levar, se soltar”, aponta o ator.

 

Roteiro envolvente emoldurado por imagens sob a direção de fotografia de Keydson Barcelos, da Quadro a Quadro Filmes. O verdejante Coxipó assina seus próprios filtros, segundo o profissional, que tem mais de 25 anos dedicados ao audiovisual. “Os recursos tecnológicos são um importante instrumental, mas é o olhar para essa grandiosidade natural que temos aqui que engrandece a fotografia do filme. Usar da luz natural no melhor horário para a captação vem de se observar, contemplar. Procuramos passar isso ao espectador. Sinto que estamos fazendo algo belo e genuíno. Estou muito feliz e honrado em poder acompanhar Marchetti e Romeu, amigos de longa data, neste trabalho”, pontua Keydson.

 

Equipe e natureza em cena – Para Márcio Borges, coadjuvante na trama e amigo de longa data de Ivens Scaff, além de se sentir honrado em poder participar da produção, enaltece a convivência com todos os profissionais durante os dias de gravação. “Tivemos uma relação harmoniosa. Todos muito profissionais, uma direção exata, sabendo aonde quer chegar, além do elenco marcante. Todo mundo muito focado é fundamental para que a gente desenvolva um trabalho profissional mais apurado”.

 

Além do enredo em si, outro ponto que chama a atenção é a valorização do ecossistema que circula o Rio Coxipó, presente na história e cultura de muitos cuiabanos. Para Ivens, “além de enaltecer o fazer artístico cuiabano, acredito que a obra também é uma forma de defesa ao patrimônio natural e cultural que é o Rio Coxipó e o que ele representa. É uma forma de pedir por cuidado e preservação do rio que faz parte da história de Cuiabá”.

 

Lei Aldir Blanc – O ano de 2020 foi dramático para a arte e cultura, sendo um dos setores que mais sofreu com a pandemia do Coronavírus. Assim como a arte é bálsamo à vida, a Lei Aldir Blanc trouxe alívio, com ações emergenciais destinadas ao setor cultural, além de conferir proteção aos artistas e profissionais da cultura que tiveram seus trabalhos afetados.

 

Projeto financiado pela Lei Aldir Blanc, por meio do Fundo Municipal de Cultura de Cuiabá, “A Partir… Podemos…” reúne um time de cuiabanos e cuiabanas, nascidos ou de coração, em prol do fazer artístico na Capital de Mato Grosso. “A obra é justamente o registro de que tem gente inquieta fazendo arte aqui, com coragem e dedicação. É fundamental que tenhamos cada vez mais trabalhos artísticos sendo desenvolvidos, mais oportunidades para os profissionais da cultura e também de acesso da população a essas obras”, aponta Luiz Marchetti.

 

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