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Cuiabá

Cuiabá: 115,5 mil eleitores que não cadastraram a biometria estão impedidos de votar no 2º turno

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso reforça que os eleitores de Cuiabá que não cadastraram a biometria estão impedidos de votar neste segundo turno das eleições, que ocorrerá no dia 29 de novembro. Pelo levantamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), na capital 115,5 mil eleitores estão com os títulos cancelados devido à ausência a revisão com coleta biométrica. O eleitor em situação regular, mesmo não tendo comparecido ao primeiro turno, poderá votar no domingo (29.11). A exemplo do registrado no dia 15 de novembro, 378 mil eleitores estão aptos a votar na capital.

 

O cadastramento biométrico dos eleitores de Cuiabá começou a ser realizado em agosto de 2015. “A Justiça Eleitoral ofertou todos os meios possíveis para a população efetuar o cadastro biométrico. Foram montados guichês de atendimento em órgãos públicos, na Assembleia Legislativa, nos shoppings da capital, ações itinerantes, além do atendimento diferenciado na Casa da Democracia. Fizemos atendimento por agendamento para evitar filas, tivemos situações com fila também, enfim, foram quatro anos para que o eleitor se cadastrasse biometricamente. Só após esse período é que se realizou o cancelamento”, destacou o diretor geral do TRE-MT, Mauro Diogo.

 

Para ele, a grande maioria dos eleitores já sabe se pode ou não votar, se está ou não em situação regular, porém, a orientação é sempre instalar o aplicativo e-Título no smartphone para ter acesso às informações e serviços importantes da Justiça Eleitoral. “Foi uma ferramenta muito útil aos eleitores, mesmo com momentos de lentidão devido ao grande número de acessos. Neste segundo turno a quantidade de pessoas buscando informações será muito menor”.

 

Da Redação

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Cuiabá

Médico que atua no combate à Covid-19 conta experiência e aconselha sobre cuidados

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Com apenas 25 anos, o clínico geral, Djullian Baldi, é um dos médicos que atuam na linha de frente no combate à Covid-19, em Cuiabá. O profissional é responsável pelo tratamento de pacientes que estão internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Covid, no Hospital Municipal São Benedito.

Atualmente, o São Benedito conta com 40 leitos disponibilizados somente para a ala de UTI Covid, que já está com quase 70% dos leitos ocupados, após a nova alta no número de casos do coronavírus em Mato Grosso.

A unidade de saúde está em apoio ao Hospital Referência para a Covid-19 (antigo Pronto-Socorro) desde junho do ano passado. Djulian, que já estava atuando em UTIs, foi convidado e aceitou o desafio. Desde então tem vivido momentos, que segundo ele, são difíceis, mas também de muita alegria, quando os pacientes se recuperam.

“Olhando para trás, vejo que não poderia ter escolhido nada diferente. É uma profissão que me traz muitas alegrias, temos momentos difíceis, mas ninguém esperava passar por uma situação dessa. Foi um desafio muito grande e já faz um ano que trabalho dentro da UTI e a rotina de quem trabalha lá dentro é muito pesada, muito sobrecarregada, principalmente na parte do trabalho físico, quanto da parte emocional. A gente vai para casa, mas não consegue desligar do que acontece lá de dentro”, diz o médico.

O profissional relata que a cada paciente que perde a vida para o vírus comove toda a equipe. “A gente não para nenhum minuto, fazemos várias coisas ao mesmo tempo. O plantão geralmente tem 12h, mas agora vai de cada médico, eu particularmente consigo ficar 24h, até para gente não ficar esgotado, senão prejudica o paciente. O cenário é triste, é uma carga emocional muito grande, porque pelo menos 60% dos pacientes chegam para a gente na maca, falando, conversando, e acabamos tendo um certo apego, não como família, mas criamos uma amizade, um vínculo com eles, e vendo a evolução do quadro, acompanhando os exames, vivemos aquela angústia, a carga emocional é muito grande”, conta.

O médico afirma que não contraiu o vírus até hoje e para continuar assim toma todo o cuidado recomendado. Mas, apesar disso, já passou por momentos angustiantes, quando a mãe e os avós pegaram a Covid. Para ele, o momento de maior tristeza ocorreu há pouco tempo, quando a avó de sua namorada perdeu a luta contra o vírus. Ela estava internada no Complexo Hospitalar de Cuiabá e veio a óbito após 29 dias.

“Desde que eu comecei a trabalhar na UTI Covid, evito ao máximo contato próximo com minha família, tudo para evitar um possível contágio, porque nós que trabalhamos diretamente estamos expostos a um risco muito alto e a gente vê as consequências disso lá dentro. Eu não quero que meu pai e minha mãe estejam naquela situação, então eu evito ao máximo ter o contato físico com eles”, relata o profissional.

Djulian é um dos profissionais que estão qualificados a tomar a vacina contra o coronavírus, que chegou em Cuiabá nesta semana, por estar atuando na linha de frente contra à Covid. Apesar disso, afirma que continuará tendo os cuidados necessários e aconselha a população em geral que faça o mesmo.

“Mesmo tomando a vacina, ainda temos que nos cuidar, porque o que as pessoas têm dificuldade de entender, é que a gente não leva um vírus para casa só tossindo ou estando com a doença. Na verdade, se você tocar em algo contaminado e não lavar as mãos, você já está levando para casa. E aí você toca na sua mãe, no seu pai e assim acontece a transmissão. Então, mesmo quem já se vacinou, mesmo quem já pegou, tem que tomar cuidado, porque ainda pode ser um possível transmissor da doença”, explica.

Outro ponto que também chama atenção do médico é o fato do número de pessoas jovens estar crescendo nessa pandemia. Apesar de ainda não ter nenhum estudo que comprove, Djulian afirma que tem visto muitas pessoas com idade entre 20 e 40 anos acometidos pela doença. Diante do cenário atual, o profissional ainda pede mais seriedade com relação ao vírus.

“É uma visão de quem está lá dentro todo dia, de que parece que o perfil de pacientes está mudando, temos muitos pacientes jovens. Temos pacientes de 29 anos, 39 anos, e isso é muito preocupante. Meu conselho é que não esperem perder alguém da família para levar essa doença a sério. Porque o perfil é depois que isso acontece, que começa a levar as coisas a sério. Acham que é tudo brincadeira, que os casos não estão aumentando, só que as UTIs já estão lotadas de novo”, ressalta.

 

 

Da Redação

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