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Confusão na dispersão do público no fim do Bloco da Favorita, em Copacabana

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Houve correria e assaltos após a abertura oficial do carnaval de rua, que reuniu 300 mil foliões, segundo a Riotur, a organizadora da festa

RIO — Cerca de uma hora depois do fim do show do Bloco da Favorita, uma confusão generalizada tomou conta da Avenida Atlântica, na altura do Copacabana Palace. O tumulto, que começou cerca de uma hora depois do show da Favorita, se estendeu até o Leme, as imediações do Túnel Novo e o Rio Sul, em Botafogo. Dezenas de pessoas estiveram na 12ª DP (Copacabana) para registrar o roubo de celulares, carteiras e bolsas . E até o vidro lateral do Hotel Windsor Excelsior foi quebrado. Imagens mostram correria entre os milhares de presentes.

Segundo relatos, dois carros da Polícia Militar e da Guarda Municipal chegaram para dispersar o público quando pessoas começaram a atirar garrafas, incluindo de vidro, na direção dos veículos.

Os agentes responderam com bombas, a princípio, de gás de pimenta, e as pessoas começaram a correr. Alguns foliões chegaram a pular uma cerca de ferro, montada para separar o espaço do palco. Diversas pessoas começaram a passar mal por conta do efeito do gás.

Iago Gomes, 24 anos, estava junto com um grupo de 12 pessoas na praia, perto do palco, quando a confusão começou. Duas mulheres do grupo estão grávidas e no desespero, pularam a grade de ferro.

— A gente só ouviu as bombas e viu a correria. Não tinha para onde ir, pensamos nas grávidas e decidimos pular. Foi tudo muito rápido — conta o rapaz.

As mulheres foram atendidas no local pela equipe de bombeiros.

A PM chegou a negar a autorização para a festa, na semana passada, mas acabou liberando. A Associação de Moradores de Copacabana e o Ministério Público estadual ingressaram na Justiça com pedidos para proibir o evento, que foram negados pela Justiça.

Em nota, a Guarda Municipal afirma que quando a dispersão teve início “uma equipe foi atacada por ambulantes que atiraram garrafas de vidro, pedras e outros objetos, quando os agentes atuavam para a liberação da via. A equipe precisou usar equipamentos de menor potencial ofensivo para conter o tumulto”. Um agente ficou levemente ferido. A festa teve apoio de 231 guardas no local.

Os foliões que quiseram ir embora após o show de metrô tiveram dificuldades de embarcar na estação Cardeal Arcoverde, em Copacabana. Muitos passageiros desistiram ao verem o tamanho da fila para entrar na estação e o aglomerado de pessoas do lado de fora. O cenário era mais assustador para as famílias, em especial com crianças. Apreensivos, alguns desistiam de embarcar.

— Para famílias está impossível. Está com empurra-empurra lá dentro, uma situação sem controle —  conta uma folião com um bebê de colo.

As amigas Gisele Alves e Juliane Paula contaram não ter conseguido embarcar na estação dada a quantidade de passageiros.

—  Está impossível. Estou com três crianças e ninguém respeita. Estamos tentando há uma hora entrar na estação. Nem dentro nós conseguimos chegar. Eu não consegui ouvir o que os funcionários diziam, só que não tinha mais bilhete à venda — diz Gisele.

O que chamou a atenção de Juliana foi a falta de segurança no local. Na dispersão, público e agentes da GM começaram um conflito, o que fez com que as famílias entrassem em pânico.

—  Muito roubo, muito assalto. Tinha que ter mais segurança. Cadê os policiais? Mal acabou o show e começaram a jogar spray de pimenta. Cheio de criança na rua, elas passando mal. Se não fossem os barraqueiros para ajudar, não sei o que seria. O que adianta fazer a festa para os turistas e fazer isso com quem mora aqui? Como vamos para Inhaúma daqui? — pergunta Juliana.

Fonte: O Globo

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Policiais relatam como combateram pornografia infantil na internet

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Em artigo publicado na revista científica Nature três policiais federais apresentaram as estratégias usadas para o combate às redes de pornografia infantil. O trabalho faz uma análise da Operação Darknet que investigou, de 2014 a 2016, criminosos que atuavam em diversas partes do território brasileiro e no exterior. O estudo foi desenvolvido pelos policiais Bruno Requião da Cunha, Luiz Walmocyr dos Santos Júnior e Jean Fernando Passoldem em parceria com pesquisadores da Universidade de Limerick, na Irlanda.

As redes de produção e distribuição de conteúdo envolvendo abuso de crianças e adolescentes se organizam, segundo a descrição feita pelos pesquisadores, na chamada dark web – parte da internet que necessita de ferramentas específicas para ser acessada e com maiores possibilidades de anonimato. Pelos resultados da operação da Polícia Federal, os estudiosos apontam que apesar das redes envolverem milhares de usuários, a maior parte da distribuição é feita por um pequeno número de usuários.

Redes centralizadas

Segundo o estudo, apenas 7,4% dos membros das redes efetivamente publicam conteúdo ilegal e metade dos acessos a esses vídeos e fotografias é feito por um grupo de 0,27% dos participantes da rede. Os pesquisadores ressaltam que essa é uma “diferença marcante em relação a outras redes clandestinas”.

Nos dois anos de investigação, a Operação Darknet identificou, de acordo com o artigo, 182 usuários da rede de distribuição de pornografia infantil com quase 10 mil membros. Com o monitoramento do fórum, foi possível solicitar mandados de busca e apreensão e prisão para alguns dos elos considerados chave no esquema.

Os pesquisadores destacam que apesar de ser uma rede “robusta”, a operação foi bem-sucedida em interromper a maior parte das atividades criminosas. Segundo o artigo, apenas 10 usuários eram responsáveis por um terço das visualizações dos conteúdos de abuso, sendo que 8 deles foram presos na ação. No cálculo final, a operação conseguiu chegar aos membros que eram responsáveis por 60% do movimento no esquema.

 

Por Agência Brasil

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