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Condutor morre ao capotar veículo na MT-338

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O capotamento de um veículo Gol branco, fez uma vítima fatal na manhã desta quarta-feira (09 de outubro/2019) na estrada entre Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

A vítima, Juarez Pereira de 49 anos, morador de Porto dos Gaúchos, conduzia o veículo pela MT-338 sentido Porto dos Gaúchos a Novo Horizonte do Norte, quando próximo ao rio Falcão, por algum motivo desconhecido veio a perder o controle do veículo e sair da estrada, capotando.

Com o acidente, o veículo ficou totalmente destruído e o condutor veio a óbito no local.

 

Redação

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Interior

Redução de doses de soro antiofídico preocupa equipe médica e direção do Hospital Laura de Vicunã

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Fotografo Joacir Luis MT de Fato

A falta do imunobiológico causou temor em uma família de Nobres na noite desta quinta-feira (23), após um morador da zona rural do município ser picado por cobra e receber atendimento no Hospital Laura de Vicunã.

Médicos, enfermeiros e toda a equipe da unidade, realizaram todos os procedimentos exigidos para atender o paciente, porém a demora no encaminhamento para o Hospital na capital deixou os familiares impacientes.

Ao Nobres Noticias o médico plantonista, Dr. Dhener Hebart Ribeiro explicou que a responsabilidade da distribuição do soro antiofidico para os hospitais é da Secretaria Estadual de Saúde, que encaminha aos escritórios regionais, no caso de Nobres, o soro é entregue para a central de  Diamantino. Dhener  relatou que o paciente foi atendido, medicado e regulado para Cuiabá, pois não havia dose disponível na unidade responsável.

O coordenador de Saúde, José Dias, o Bacalhau detalhou, que não houve demora, apenas a observação dos trâmites necessários, para localizar o soro, como não foi encontrado, o paciente foi prontamente levado para uma unidade de saúde da capital, onde se concentram as doses do imunobiológico.

O Estado enfrenta a falta a o desabastecimento,  de soros antibotrópico (pentavalente), anticrotálico (SABC) e antiaquético (SABL). De acordo com a gerência de Vigilância em Agravos Imunopreveníveis da SES, desde 2013 Mato Grosso vive esse cenário de desabastecimento dos soros antiveneno, com uma redução mensal de mais de 50% na quantidade repassada pelo Ministério da Saúde.

Durante os últimos anos os municípios foram orientados,  a utilizar de forma adequada o soro antiveneno, seguindo as instruções do protocolo clínico. “Além disso, os municípios devem informar todos os casos de acidentes por animais peçonhentos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), pois ele é a fonte oficial utilizada pelo Ministério da Saúde para a previsão do quantitativo de soro a ser distribuído ao estado”.

Diante do desabastecimento e das características geográficas e sazonais do estado, a gerência de Vigilância em Agravos Imunopreveníveis utiliza o estoque atual de soro antiveneno de forma que cada região receba um quantitativo mínimo, além de manter na rede de frio central um estoque estratégico mínimo para atender os casos notificados.

Soros

Os soros antivenenos são fornecidos ao Ministério da Saúde pelos laboratórios produtores oficiais brasileiros como o Instituto Butantan, Instituto Vital Brazil (IVB), Fundação Ezequiel Dias (Funed) e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI).

De acordo com o Ministério da Saúde desde 2013 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exigiu dos laboratórios o cumprimento das normas definidas por meio das Boas Práticas de Fabricação (BPF), o que levou à necessidade de adequações e reformas nos parques industriais e, consequentemente, interrupção na produção dos soros.

Entre as justificativas apresentadas pelos laboratórios para a constante reprogramação dos cronogramas de entrega estão a assinatura do Contrato em 2016, greve de funcionários, furto de animais, problemas no abastecimento de matérias-primas e na produção.

Em nota o Ministério da Saúde informou que acompanha rotineiramente os cronogramas de entregas dos soros antivenenos e que está em contato com os laboratórios na tentativa de antecipação das futuras entregas de antivenenos.

Prevenção

Em locais propícios à presença de animais peçonhentos, deve-se utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas de couro e botas de cano alto ou com perneiras. Não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras. Adotar medidas preventivas quando realizar atividades de limpeza, deslocamento de móveis e outros objetos, pois serpentes, escorpiões e aranhas podem estar nas frestas, superfícies ou cantos. Examinar calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.

Nos sítios e chácaras manter uma área limpa em volta da casa, sem mato e, quando for aos pomares, seguir as orientações dos hábitos desses animais, pois a maioria deles gosta de ficar em cascas de árvores, escondidos entre as folhas do solo, debaixo de pedras, em locais úmidos e escuros.

Os animais peçonhentos injetam veneno pelo ferrão, dente, aguilhão e cerda urticante. Ao encontrar algum animal peçonhento em qualquer situação, afaste-se com cuidado, evite assustá-lo ou tocá-lo, mesmo que pareçam mortos.

Na ocorrência de acidente, mantenha a vítima calma, evitando movimentos desnecessários, e com o membro acometido mais elevado em relação ao restante do corpo, caso seja possível. A vítima deve ser levada o serviço de saúde do SUS com urgência. Se possível, e caso não apresente risco de um novo acidente, o animal agressor deve ser levado com a vítima.

A identificação do animal responsável pelo acidente facilita o diagnóstico e tratamento.

 

Redação

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