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Comandante da PM entrega medalha ‘Mérito Sangue de Mato Grosso’ a cabo de 98 anos

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Ao completar 98 anos, neste final de semana, o cabo da Polícia Militar de Mato Grosso, Benedito Cassiano Alvarenga, realizou mais que seu grande sonho de voltar a vestir a farda. Surpreendido em sua residência pelo comandante-geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, Alvarenga vestiu a farda e recebeu a medalha ‘Tenente Neteslau – Mérito Sangue de Mato Grosso’.

Atendendo ao pedido da família do cabo, o coronel não só autorizou o uso da farda, como doou o fardamento e fez questão de conhecê-lo para fazer a homenagem pessoalmente. A ‘Mérito Sangue’ é concedida aos policiais feridos no cumprimento da missão de segurança.

O encontro entre Assis e Alvarenga aconteceu no sábado (07.12). O comandante foi até a cidade de Rio Verde, Mato Grosso do Sul, acompanhado do subchefe de Estado Maior, coronel Wankley Corrêa Rodrigues, do comandante e comandante-adjunto do 4º CR de Rondonópolis, coronel Wilker Sodré e tenente-coronel Cândido, do coordenador de Comunicação e Marketing, tenente-coronel Luiz Fernando Dias, entre outras autoridades.

Sd Luiz/PMMT

O subchefe de Estado Maior, coronel Rodrigues, faz a imposição da medalha no peito do cabo Alvarenga (Foto: Sd Luiz/PMMT)

O cabo Alvarenga ingressou na PMMT em 1950, em Cuiabá. Anos mais tarde, na cidade de Bela Vista, fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul, o militar foi atingido por vários tiros, um no peito e outro no braço, durante uma confusão em que um delegado e outro PM foram gravemente feridos.

Alvarenga conseguiu revidar a agressão, evitar que outras pessoas fossem atingidas e socorrer os companheiros até uma unidade médica. Os dois policiais, no entanto, morreram e ele passou quatro meses internado em um hospital de Campo Grande.

Por causa das seqüelas daquela trágica ocorrência o militar aposentou-se precocemente. Deixou de vestir a farda e de ir às ruas combater a criminalidade, porém ainda carrega consigo o amor e o orgulho por atuar pela PMMT servindo à sociedade.

Para o coronel Assis, essa é uma homenagem que a PMMT devia ao cabo Alvarenga. Era necessário reconhecer sua bravura e capacidade de criar a oportunidade de socorro em um ambiente de conflito, como fez com os policiais que estavam com ele. A história do cabo Alvarenga, destaca o comandante, reflete a realidade policial cotidiana, a grande responsabilidade e os riscos que todos enfrentam na missão de proteger os cidadãos.

Família

Cabo Alvarenga é viúvo. Foi casado por 44 anos com dona Carmélia Duarte Alvarenga, com quem teve 8 filhos. Ele tem 12 netos e 20 bisnetos. Rodeado pela família, o militar recebeu a equipe do Comando da PM e depois celebrou o aniversário em uma festa que reuniu os parentes e amigos.

Dois netos dele são policiais. Inspirados pelo avô, a neta Elizane é tenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Já o neto, cabo Aldo, serve no Corpo de Bombeiros do mesmo Estado.

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Doação de enxoval hospitalar da Ampa garante cirurgias na Santa Casa

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Trezentas peças de enxoval hospitalar, além de 1,5 mil metros de tecido para confecção de material de uso cirúrgico, foram doadas pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) ao hospital Santa Casa de Rondonópolis. A iniciativa, conforme a administração da unidade hospitalar, possibilitou que fossem mantidos os procedimentos cirúrgicos do hospital desde a metade de 2019.

“Pra nós essa doação é de grande valia, sobretudo por não termos que desmarcar nenhum procedimento cirúrgico agendado, inclusive de pacientes que moram em outros municípios. Se não tem a roupa cirúrgica para fazer o procedimento, precisa ser remarcado. O enxoval é muito importante, desde a entrada do paciente até a saída dele”, esclarece a gerente de Hotelaria do hospital, Cristina de Oliveira Jandres.

Ao todo foram entregues à Santa Casa 100 jogos de lençóis – lençol com elástico, viral e fronhas -, além de 1,5 mil metros de tecido para confecção de peças cirúrgicas, como caixas e demais itens necessários, como tecidos estéreis essenciais para os processos cirúrgicos. A média de cirurgias realizadas na Santa Casa de Rondonópolis varia de 30 a 40 por dia. A unidade tem 246 leitos que, rotineiramente, estão ocupados.

“Temos enfrentado dificuldades financeiras há alguns anos e não teríamos possibilidade de adquirir esse enxoval para dar sequência ao funcionamento do hospital. Sem ele, não podemos fazer o atendimento. Portanto, essa doação foi essencial ao nosso funcionamento”, asseverou a gerente de Hotelaria.

A Ampa tomou conhecimento sobre a necessidade pela qual passava o hospital através do ex-presidente da entidade, Alexandre Schenkel. Foi ainda em sua gestão, encerrada em dezembro passado, que a doação foi feita.

”Isso é uma atitude de muita importância para nós. Poder ajudar a sociedade e apoiar ações que vão trazer o bem para nós, mato-grossenses”, comentou o então presidente, durante a inauguração do Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (CORESS/MT), em Rondonópolis, em setembro passado. O CORESS/MT também foi contemplado com a doação de um micro-ônibus feita pela Ampa para atender 19 municípios da região quanto ao tratamento de hanseníase, tuberculose e leishmaniose.


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