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Carlos Bezerra é o mais rico dos parlamentares que tentam reeleição

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O deputado federal Carlos Bezerra (MDB) é o mais rico entre os parlamentares que buscarão a reeleição no pleito de outubro deste ano. O emedebista declarou junto a Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,5 milhões. Dentre os bens mais valiosos do deputado está um apartamento avaliado em R$ 153,2 mil, e três carros que juntos somam a quantia se R$ 497,4 mil.

Ezequiel Fonseca (PP), por sua vez, apresentou uma declaração com R$ 862,6 mil em bens. Deste montante, R$ 597,9 mil diz respeito a um apartamento, e R$ 99,6 mil a dois carros.

Em seguida aparece o deputado federal Valtenir Pereira (MDB) com um patrimônio de R$ 93,1 mil. Na discrição de seu patrimônio R$ 30 mil refere-se a outros bens móveis, e R$ 47,5 outros bens e direito.

Por fim, vem o deputado Victório Galli (PSL) que apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma declaração com apenas R$ 71,4 mil, sendo R$ 70,3 mil referente a um carro.

Vale ressaltar, entretanto, que o único que manteve o mesmo patrimônio de quatro anos atrás foi o deputado progressista. Na eleição de 2014, Ezequiel também declarou possuiu R$ 862,6 mil em bens, assim como este ano.

Os demais apresentaram uma queda em seus patrimônios. De R$ 2,1 milhões em 2014, o deputado Carlos Bezerra caiu para R$ 1,5 milhões. Uma diferença de R$ 600 mil em quatro anos. Já Valtenir, perdeu R$ 152 mil nos últimos anos, passando de R$ 245,1 mil em 2014 para R$ 93,1 mil em 2018.

Os bens apresentados pelo deputado Victório Galli na eleição passada não estavam disponíveis no sistema do TSE.

Mato Grosso possui oito representantes na Câmara Federal. Neste ano, entretanto, apenas quatro irão buscar a reeleição, o que irá gerar uma renovação de 50% na bancada.

Os deputados Adilton Sachetti (PRB), Ságuas Moaraes (PT), Nilson Leitão (PSDB) e Fábio Garcia (DEM) não disputarão a eleição para deputado federal.

Destes, entretanto, o único que deixará a vida pública é o parlamentar petista. O deputado pretende voltar a exercer a sua profissão de médico.

Os demais parlamentares irão concorrer a outros cargos. Sachetti e Leitão, por exemplo, disputarão o pleito ao Senado Federal pela coligação encabeçada por Wellington Fagundes (PR) e Pedro Taques (PSDB), respectivamente. (KA)

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Lúdio Cabral recomenda ao governador quarentena obrigatória em todo o estado

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O deputado estadual e médico sanitarista Lúdio Cabral (PT) enviou, na quinta-feira (21), um ofício ao governador Mauro Mendes (DEM) requerendo que sejam decretadas as medidas de restrição de circulação de pessoas e aglomerações previstas na classificação de risco muito alto do Decreto Governamental 522/2020, com quarentena em todo o território estadual e fechamento de atividades não essenciais.

“Se não forem adotadas quarentena rigorosa por no mínimo duas semanas, o que está acontecendo hoje no Amazonas pode acontecer em Mato Grosso em poucas semanas”, alertou Lúdio. Ele destacou que o número de casos novos e de óbitos por Covid-19 em Mato Grosso está em crescimento acelerado e chegou a uma média móvel (de 7 dias) de 1.374 casos novos e 21 óbitos na quarta-feira (20). A taxa de contágio também está em crescimento e alcançou o índice de 1,25, o que significa que cada 100 pessoas transmitem a doença para outras 125.

No documento, Lúdio apresentou a projeção de que o sistema de saúde de Mato Grosso entrará em colapso no início de fevereiro. “O crescimento observado na taxa de ocupação de leitos de UTI adultos nos últimos 14 dias, de 56,1% no dia 06/01/2021 para 73,2% no dia 20/01/2021 (crescimento de 29,2% em 14 dias), o que aponta para ocupação total desses leitos até o dia 07/02/2021”, disse.

Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica já estão esgotados. “Considerando o crescimento observado na taxa de ocupação de leitos de UTI pediátricos nos últimos 14 dias, de 46,7% no dia 06/01/2021 para 100,0% no dia 20/01/2021 (crescimento de 114,1% em 14 dias); ou seja, já não há mais leitos de UTI disponíveis no SUS para crianças com covid-19 grave em Mato Grosso”, observou.

Lúdio citou também a existência no Brasil de variantes do vírus mais contagiosas, que podem já estar circulando em Mato Grosso, e a “impossibilidade atual de implementação adequada do Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, que decorre da insuficiência de imunobiológicos (vacinas) sequer para alcançar cobertura efetiva nos grupos prioritários da fase 1, e a absoluta ausência de perspectivas para acesso a um quantitativo adequado de imunizantes”.

Desde março de 2020, Lúdio Cabral vem monitorando a evolução da pandemia em Mato Grosso e fazendo projeções da tendência da curva epidêmica. Para garantir a adesão da população à quarentena, ele recomendou que o governo promova campanha de divulgação para orientar a população sobre a necessidade dessas medidas e de restringir a circulação.

O deputado recomendou ainda que o governo mude a forma de calcular a Taxa de Crescimento da Contaminação, passando a calcular a média móvel de 14 dias do número de casos novos notificados no dia da divulgação do boletim epidemiológico e a mesma média móvel de 14 dias antes. Esse é o conceito adotado pelas autoridades sanitárias e pelo consórcio dos veículos de imprensa que monitoram a pandemia e traz um panorama mais fiel da realidade.

“O indicador adotado pelo governo estadual, ao considerar a evolução do número de casos acumulados, não consegue expressar de forma adequada a velocidade de crescimento no número de casos de covid-19 e de expansão da epidemia”, explicou Lúdio.

 

 

Da Redação

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