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Automaticidade e medo, e seus reflexos na escolha política

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Por Elizeu Silva

O ritmo da vida moderna vem exigindo cada vez mais que o ser humano tome decisões instantâneas e que use com frequência de “atalhos” para tal. Atrelado ainda a pressa, ao estres, a incerteza, a indiferença e ao descrédito da classe política, tem tornado o brasileiro cada vez mais confuso e cansado, e diante de um turbilhão de informações de momento, ele é quase que obrigado a enfocar apenas frações dessas mesmas informações disponíveis para tomar decisões sobre as cobranças incessantes do dia a dia, e muito mais para as escolhas política.

É preciso observar bem a isso, pois outubro vem ai e os verdadeiros políticos bagres ensaboados estão à solta impondo mentiras e medo para o eleitor. Verdadeiro terrorismo mental. Muitas pessoas até se apresentam como “espertas” para discernir sobre isso, contudo o que se vê é que muitos se deixam levar pelas velhas raposas, fazendo parecer muito mais como tolos ou coisa pior. Claro que o elogio de “tolo” vale propriamente para os “apadrinhados e fanáticos de plantão”, que pelas redes sociais; WhatsApp, Facebook e outros mais, se degradam em favor de candidatos fichas-sujas já que dependem verdadeiramente da “babação” para viver. Aliás, se retirarem “esses” dessa situação, morrem por inanição já que não sabem fazer outra coisa, senão “puxar”. O escritor e psicólogo social Robert B. Cialdini explica muito bem sobre “esse tipo” no livro: As armas da persuasão.

Nestes dias de campanha eleitoral não é difícil deparar com políticos camaleões, que mudam de cor conforme a situação e ambiente. Com variedades de opções de estilos, tem político que tenta esconder as falcatruas do passado, e se apresenta como a verdadeira novidade, mesmo estando como dinossauro na política, onde muito se enriqueceu a custa do erário público. Num passe de mágica, os canalhas de ontem se transformaram em anjinhos do hoje. Outros tentam se perpetuar no poder com a chamada “familiocracia política”, passando poder de pai pra filho, de irmão pra irmão, de esposa para marido, e por ai vai. Isso corre a rodo e na maior cara dura. Só não vê quem não quer.

Ora! O ser humano tem mecanismos celebrais eficazes e insuperáveis na capacidade de analisar a enormidade desses fatos e frear isso. O eleitor precisa analisar isso com cautela e escolher pelo menos aquele que de fato representa a verdadeira novidade. Numa entrevista recente ao Jornal Folha de S. Paulo, o escritor Steven Pinker retrata algo nesse sentido: o medo. Fala do negativo como um todo, e que o lado “ruim” das coisas é muito forte, e seus efeitos psicológicos naquilo que pode dar errado, sobrepõe o que pode dar certo. Ele diz que a tendências de lembrar-se dos acontecimentos negativos, do que positivos. Dessa forma, a mentira e o medo, podem se tornar um atrativo comum na hora de se tomar uma decisão sobre algo ou alguém. Isso é bem válido na hora do eleitor votar sem empregar ao candidato escolhido todas as informações disponíveis sobre ele. Vale alertar que usar apenas partes isoladas, como medo ou reciprocidade, e afeição, do total, pra decidir por aqueles que irão representa-los na política, é no mínimo uma insensatez. Primeiro se atente para a coerência e a aprovação, ou os erros serão crassos.

Como simples mortal, o homem tem as suas limitações de capacidade, contudo, visando à eficiência e o bem coletivo, deve parar pra pensar e analisar, e com certeza a mente se norteará pelo certo. Por isso é necessário tomar uma decisão demorada, sofisticada e plenamente informada do presente, e muito mais sobre o passado do político. Trocar a resposta automática e até primitiva, baseada em apenas quesitos pertinentes à situação do momento, para uma resposta mais apurada. Rejeitar as pistas solitárias (automaticidade e medo), e se inclinar ao tempo, a energia ou aos recursos cognitivos necessários para realizar uma análise completa da situação. Caso contrário, se regride em escolhas erradas ao ponto de aceitar o velho ditado: no fundo o brasileiro merece os políticos que têm.

Elizeu Silva é jornalista em Mato Grosso – [email protected]

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Não conseguimos respirar

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Os recentes manifestos que aconteceram nos EUA e que se espalharam pelo mundo, por conta das INJUSTIÇAS cometidas por autoridades, veio com uma frase que nos chamou atenção: “NÃO CONSIGO RESPIRAR”. Isso nos remete a real situação dos servidores públicos de Várzea Grande que desde o início da Gestão Lucimar Campos (DEM) – maio de 2015 – vem gritando “NÃO CONSEGUIMOS RESPIRAR”, pois foram e continuam sendo ASFIXIADOS e SUFOCADOS pela prefeita que não trata os servidores com DIGNIDADE e que cometeu e vem cometendo diversos ATAQUES, como o não cumprimento de direitos garantidos em leis, deixando os servidores anos sem a recomposição salarial, 6 anos sem a progressão de carreira, 6 anos sem o pagamento dos retroativos (direitos represados), 6 anos sem o pagamento integral de 1/3 de hora atividades para os docentes, dentre outros direitos, empurrando os trabalhadores para uma situação de sofrimento e penúria.

E agora, em tempos de eleições, o candidato do seu grupo político vem fazendo mil e uma promessas, dizendo que desta vez vai reconhecer e valorizar os servidores, afirmando que vai assumir o compromisso com a categoria. Porém, nem se quer assinou a Carta-Compromisso com os Trabalhadores da Educação. O único dos quatro candidatos a prefeito que não assumiu esse compromisso. Os servidores de VG são inteligentes e não cairão no canto da sereia.

Mais recentemente, Lucimar deu um GOLPE e não pagou a revisão salarial nem aos professores e nem mesmo aos técnicos que estão amargando 4 anos sem o reajuste.

E agora, veio mais uma punhalada nas costas dos servidores. A Prefeita Lucimar (DEM) enviou para a câmara de vereadores um Projeto de Lei que aumenta o desconto da previdência de 11% para 14%.

Os trabalhadores não querem ficar ricos. Não querem nada que não é deles. Só querem o cumprimento das leis. Querem dignidade, ser respeitados, ser valorizados e principalmente, querem comida no prato. E isso não está mais sendo possível de se ter por conta das INJUSTIÇAS praticadas pela gestão Lucimar Campos contra os servidores que estão com salários congelados há mais de 4 anos, com um vencimento líquido abaixo de um salário mínimo.

É lamentável que em pleno século XXI, as injustiças, os maus tratos, o menosprezo, o descumprimento da legislação ainda imperam em VG. A Prefeita Lucimar Campos (DEM) deveria ficar envergonhada em imputar essa condição injusta aos trabalhadores. Já que VG é o segundo maior município de Mato Grosso e o terceiro mais rico do estado em arrecadação, no entanto, paga um dos piores salários para os servidores públicos dentre os municípios considerados mais pobres da baixada cuiabana como Acorizal, Barão, Jangada, Leverger e Poconé.

Todas as vidas importam!!!

Aliás, as reformas de praças públicas, mini estádios, a construção da Orla da Alameda (que estão sendo gastos mais de 17 milhões), são importantes, mas não são mais importantes que as vidas dos trabalhadores que vem sofrendo muito com os GOLPES dessa gestão Campos. Vem sendo castigados e lesados com enormes prejuízos financeiros em torno de R$ 250,00 a R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) por mês, por falta de cumprimento da legislação que a prefeita não respeita, agindo de forma GOLPISTAMALDOSA e OPRESSORA, deixando os trabalhadores asfixiados com dívidas, pois o que recebem em seus vencimentos (abaixo de um salário mínimo) não está sendo suficiente até mesmo de se alimentar do básico.

Lucimar Campos não paga a recomposição salarial por pura MALDADE, não cumpre as leis de propósito, por falta de vontade política, por não respeitar e não gostar de valorizar o servidor, pois, somente nos meses de janeiro à abril de 2020, segundo documento da própria prefeitura, houve uma sobra de quase 7 milhões dos recursos 60% do FUNDEB (recurso exclusivo para pagamento salarial dos profissionais da educação).

Por que a Prefeita Lucimar Campos SUBESTIMA, DESPREZA e expõe duramente os servidores, retendo parcela significativa de seus salários, enquanto reforma quase todas as praças da cidade? Qual é a prioridade da prefeita, da mãe e mulher que governa o município?

O efeito dessa política nefasta de massacredesvalorização, da falta de vontade da prefeita Lucimar para atender as reivindicações dos trabalhadores, está fazendo com que muitos servidores peçam exoneração do cargo e, os que permanecem estão ficando doentes com câncer, depressão, stress e outras doenças. Estão morrendo sem conseguir usufruir dos seus direitos, provocando revoltas, indignação e protestos contra a atual administração.

Que condição é essa de AMARCUIDAR e ACREDITAR da administração Lucimar Campos que só semeou maldades aos servidores? Qual é a razão de tantas INJUSTIÇAS contra os servidores?

“NÃO CONSEGUIMOS RESPIRAR!!!” Estamos asfixiados pela gestão Lucimar Campos!!!

Vidas dos servidores importam!!!

28 de outubro – Dia do Servidor Público – NADA A COMEMORAR!

Por Juscelino Dias de Moura,  presidente do Sintep/VG

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