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Cultura

Artistas famosos são destaque nos filmes promocionais da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

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A Sociedade Teatral de Fazenda Nova divulgou os dois primeiros filmes promocionais da temporada 2019 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que será realizada de 13 a 20 de abril, no município do Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco. Este ano, a peça traz como protagonista o ator Juliano Cazarré no papel de Jesus.

 

Clique no link abaixo para assistir:

https://www.youtube.com/watch?v=94aU64PnH08&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=CXqHPMXgWgY&feature=youtu.be

 

Os filmes apresentam cenas de esmerada produção com diversas passagens da história de Jesus nas quais aparecem os principais personagens da peça. Além de Juliano Cazarré, se destacam nos filmes os artistas convidados Priscila Fantin (Maria), Ricardo Tozzi (Herodes), Gabriel Braga Nunes (Pilatos) e Bruno Lopes (Apóstolo João), além dos atores pernambucanos Ricardo Mourão (Caifás). José Barbosa (Judas) e Nínive Caldas (Madalena).

 

Os filmes foram dirigidos pelo cineasta Eduardo Morotó, que procurou produziu cenas com linguagens suaves, com efeitos inspirados em obras renascentistas e com uma dramaturgia emotiva. “A experiência de assistir ao espetáculo ao vivo traz muita emoção. Nosso desafio foi tentar transmitir essa emoção através dos filmes”, afirmou.

 

A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que este ano completa 52 anos de história, conta a vida de Jesus em nove palcos-plateia com uma arrojada cenografia que reproduz arruados, grandes pátios e jardins da Jerusalém dos tempos de Jesus. Entre os cenários destacam-se o Templo, Fórum Romano, o Palácio de Herodes, via sacra e o Monte do Calvário. Além disso, um rico figurino e efeitos especiais de última geração, completam a grandiosidade do espetáculo. A encenação tem início com a cena do Sermão da Montanha e termina com a espetacular ascensão de Jesus aos céus.

 

As entradas para o espetáculo já estão à venda pelo site oficial (www.novajerusalem.com.br). Custam de R$ 100,00 a R$ 120,00, dependendo do dia, com meia-entrada para estudantes, professores de Pernambuco e público de até 14 anos. Nas compras feitas pelo site, o valor do ingresso poderá ser parcelado em até 12 vezes nos cartões de créditos.

 

Mauro Gomes
Jornalista
81 99288.8284 / 81 99707.2200

Cultura

Moradoras viram obra de arte em homenagem do Sesc Pantanal aos 240 anos de Poconé

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Os tradicionais quintais de conhecidas moradoras de Poconé, que chegam a receber mil pessoas em dias de festa de santo, são o cenário da homenagem feita pelo polo socioambiental Sesc Pantanal aos 240 anos do município, celebrado nesta quinta-feira (21/01). Dona Sebastiana, Dona Apolonia (in memoriam), Dona Leila, Dona Conlíria e Dona Negrinha viraram arte em espaços escolhidos por elas mesmas em suas casas. O registro artístico e histórico foi feito em grafite pelo artista visual Régis Gomes, que as retratou junto a seus santos de devoção.

 

Algumas das obras estão nos muros das casas e podem ser visitadas por moradores e turistas. Outras, quando o Projeto Quintais, realizado em anos anteriores pelo Sesc Poconé, for retomado. Na casa da Dona Leila, a opção foi por retratar somente os santos a quem ela é devota. Com as casas abertas ao público, os quintais recebem ações culturais em formato de intercâmbios com grupos de cultura popular de todo o país.

 

Berço das tradições poconeanas, os quintais de Poconé são um espaço de sociabilidade e fé, onde o sagrado e o profano se conectam. “É local onde a reza, a música e a dança se reúnem”, comenta a superintendente do Sesc Pantanal, Christiane Caetano.

 

Segundo ela, o melhor presente para uma cidade é a história das suas pessoas. “Poder retratar algumas das pessoas que fazem parte dos 240 anos de Poconé, registrar suas histórias e devoções é uma forma de homenageamos a cidade de forma simbólica, eternizando memórias”, completa.

 

Para a analista de Cultura do Sesc Poconé, Poliana Queiroz, que idealizou a homenagem e acompanhou toda a ação, o quintal é um lugar de vida e alegria para as famílias poconeanas, mas, em 2020, ficou sem receber visitantes, em decorrência da pandemia. Foi então que o Sesc Pantanal decidiu homenagear as pessoas e esses lugares tão acolhedores.

 

“No início, elas ficaram um pouco resistentes, principalmente pelo estigma que a palavra grafite carrega, até o Régis começar a pintá-las. Elas e as famílias assistiram todo o trabalho. Foi um momento de muita emoção acompanhar esse processo. Os quintais são locais de muita energia e essa ação ficará eternamente registrada, não só na parede, mas também na história e na memória de cada uma dessas mulheres, de suas famílias e da cidade”, enfatiza Poliana.

 

Aos 77 anos, dona Conlíria Vilibar da Silva Corrêa, que tem sete filhos, 18 netos e 14 bisnetos conta da alegria de ser uma das homenageadas pelo Sesc Pantanal, especialmente após um ano em que não pode receber pessoas em casa. Ela acompanhou a criação do artista, feita na varanda de casa, junto com a família, e se emocionou.

 

“Fiquei muito triste este ano porque já esperava as noites dos Quintais, que trazem alegria para nós. Por causa da pandemia, teve que parar tudo, ficar dentro de casa, naquela tristeza de não ver ninguém, mas Deus está conosco e logo estaremos de volta. Foi muito emocionante ser escolhida para essa homenagem, pois não esperava. Senti uma grande emoção por acompanhar a pintura e, ao final, todos nós aplaudimos”, lembra.

 

O local escolhido por ela foi a varanda de casa, onde recebe as pessoas, passa o dia todo conversando com os que chegam, entre filhos e netos, e fazendo seu caça-palavra. “Essa é uma lembrança muito boa que o Sesc Pantanal está me dando. Fiquei feliz, feliz demais. Poconé é minha vida, aqui nasci, cresci e vivo até hoje, onde construí minha família e amigos. Todos me conhecem. Nossa cidade é muito hospitaleira e todo mundo que chega não quer mais ir embora. Parabenizo Poconé pelos seus 240 anos de glórias, vitórias e que os anos vindouros sejam de muita luz e bençãos aos governantes e todos que aqui habitam”, ressalta dona Conlíria.

 

A pesquisa nos quintais 

 

A homenagem ao aniversário de Poconé surgiu de numa iniciativa já realizada pelo Sesc Pantanal no município. Foi a partir do projeto Quintais que surgiu o Núcleo de Pesquisa do Sesc Poconé, em 2019, com o objetivo de iniciar o registro dos saberes imateriais existentes na cidade de Poconé, a partir de quatro correntes.

 

São elas: poéticas que visam registrar a história de patrimônios vivos da cidade, práticas de cura que concentra a pesquisa nas práticas de benzeção e cuidado, cantos sagrados que está associado às rezas cantadas, rituais festivo-religiosos e patrimônios arquitetônicos, que será direcionado a memória social em torno das casas antigas e dos museus da cidade.

 

A analista de Cultura do Sesc Poconé conta que a vida no Pantanal ocorre de maneira sazonal, e os moradores da região organizam suas redes de relações de acordo com a cheia e a seca. “Essa temporalidade leva a criação de hábitos, saberes e símbolos que possuem grande densidade epistemológica e sociocultural que há muito tempo tem sido interesse de diversos pesquisadores do Brasil e por que não, do mundo”, conclui Poliana Queiroz.

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