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Cultura

Artes plásticas, humor e teatro são opções para o fim de semana

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 A Casa Cuaiabana recebe nos meses de março e abril a exposição ‘Achados, arte e sustentabilidade’, da artista Janete Hartmann. A mostra traz pinturas feitas com materiais reciclados, que remetem ao campo e à natureza pura, convidando o público a um momento de contemplação. A abertura será nesta sexta-feira (14.03), às 19h30. Outras atrações culturais do fim de semana são os shows de humor da dupla Nico e Lau e o espetáculo Almê 20 anos, ambos no Cine Teatro Cuiabá. O espaço também será palco da peça Bereu, com o Grupo Cena Onze.

A exposição de artes ‘Achados, arte e sustentabilidade’ fica aberta na Casa Cuiabana até 30 de abril, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O nome da mostra busca uma simbologia com os materiais usados, encontrados em calçadas, caçambas, terrenos e dentro de casa.

Também na Casa Cuiabana, ocorre neste sábado (14.03) 2° Encontro de Mulheres Aruandê Capoeira. O evento começa às 15h, e contará com roda de conversa sobre a Mulher na Capoeira, oficina de samba de roda com Erica Salles e roda feminina de capoeira e maculelê.

No Cine Teatro Cuiabá, as atrações do sábado (14.03) são a dupla Nico Lau e o Grupo Cena Onze. Com o show ‘Canhain’, os humoristas comemoram 25 anos da história. O Grupo Cena Onze traz ao palco a peça ‘Bereu’, contando um pouco da experiência de mais de dez anos de convivência com mulheres reeducandas de Cuiabá.

No domingo (15.03), André D’Lucca incorpora ‘Almê 20’, um espetáculo comemorativo dos 20 anos da personagem. Na terça-feira (17.03), dentro da programação da Temporada de Filmes, o Cine Teatro Cuiabá exibe ‘Vermelho Sol’, premiado em 2018 nas categorias melhor diretor, melhor fotografia e melhor ator no Festival de Toronto, no Canadá.

Outras opções em equipamentos culturais sob gestão da Secel são a Residência dos Governadores e a Galeria de Artes Lava Pés (mostra coletiva de fotografia Olhares Cuyaverá).

Gestão

Na segunda-feira (16.03), o Cine Teatro Cuiabá recebe o primeiro evento da ‘Série Encontros com a Cultura’, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) para apresentação do planejamento estratégico do órgão e exposição das ações desenvolvidas em 2019. Na ocasião, haverá a palestra ‘Políticas Culturais e a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável: novos desafios para o planejamento e a gestão cultural das cidades’, com Cláudia Leitão.

Formação

O Museu de História Natural Casa Dom Aquino promove nos dias 17 e 18 de março o evento ‘Museu em Libras’, voltado para as pessoas com deficiência auditiva e/ou interessados em aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras). No primeiro dia será oferecida uma oficina de Libras para o público que busca conhecimentos sobre como se comunicar com as pessoas com deficiência auditiva. No dia 18, a atividade será voltada exclusivamente às pessoas com deficiência auditiva, e haverá visita mediada ao museu. O evento é gratuito.

Na próxima sexta-feira (20.03), às 18h30, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso realiza o ‘Café Filosófico’, um evento voltado para explicar ao público sobre a importância do planejamento estratégico para museus e apresentar ações desenvolvidas pelo Museu de Arte Sacra.

A atividade será conduzida pela museóloga Aluane de Sá, que abordará o Plano Museológico sob a perspectiva da lei 8.124, de 17 de outubro de 2013. O ‘Café Filosófico’ também é um convite para a sociedade contribuir com o Plano Museológico do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, que está em fase final de elaboração.  O evento é gratuito, mas para participar é preciso fazer inscrição. https://www.sympla.com.br/cafe-filosofico__815860

Serviço

Casa Cuiabana – rua General Vale, 181, bairro Bandeirantes. Telefone: (65) 3624-2064. Mais informações sobre a exposição (65) 98133 1110 e evento de capoeira (65) 99253 1234.

Cine Teatro Cuiabá – Avenida Presidente Getúlio Vargas, 247, Centro de Cuiabá. Telefone: (65) 2129-3848, Email: [email protected], Site: http://cineteatrocuiaba.org.br/programacao/ , Facebook: https://www.facebook.com/cineteatrocuiaba/ e Instagram: @cineteatrocba

Museu de História Natural Casa Dom Aquino – Avenida Beira Rio, nº 2000, bairro Dom Aquino, Cuiabá. O funcionamento ao público é de quarta a domingo, das 8h às 18h. Entrada: R$ 6 (inteira) R$ 3 (meia). Telefone: (65) 3634-4858 / 3052-8062 /  Facebook: https://www.facebook.com/museucasadomaquino/  e Instagram @museudomaquino

Museu de Arte Sacra de Mato Grosso – Praça do Seminário, na Rua Clóvis Hugney, 239, bairro Dom Aquino. Aberto à visitação de quarta-feira a domingo, das 9h às 17h. Ingresso R$ 10 e R$5 (meia). Visita gratuita aos domingos. Telefone: (65) 3056-1373, [email protected]https://www.facebook.com/museudeartesacramt/ e Instagram @museudeartesacramt. Inscrições para o Café Filosófico:  https://www.sympla.com.br/cafe-filosofico__815860

Galeria de Artes Lava Pés – Avenida José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés), 510, Duque de Caxias, Cuiabá-MT, CEP: 78043-300.  Funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 18h. Telefone: (65) 3613-0232. Email: [email protected]

Residência dos Governadores – rua Barão de Melgaço, nº 3565, Centro de Cuiabá. A entrada é gratuita. Aberto à visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às18h. Telefone: (65) 3613-0232. Email: [email protected]

Assessoria de Comunicação 

Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT)

(65) 3613 0225

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Cultura

Zaid Arbid se despede da profissão após 45 anos

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FOTOS: CHICO FERREIRA

Após 45 anos advogando em Mato Grosso, conhecido por atuar em casos polêmicos e de grande repercussão, o advogado Zaid Arbid, 70, encerra sua trajetória nesta segunda-feira, 1º de junho. Zaid estima que nestes quase 45 anos, atendeu quase mil clientes.

Entre os casos que Zaid Arbid atuou e mais ganharam destaque na mídia estão em 1994 o do juiz José Geraldo Palmeira, envolvido no favorecimento nos presídios de Pascoal Ramos, Carumbé e Agrícola das Palmeiras, na aposentadoria compulsória deste, em 2004, após acusação de envolvimento em um plano para facilitar a fuga de uma grande traficante. Na lista de clientes também estão políticos como Jonas Pinheiro, Gilmar Fabris, Ondanir Bortolini, o Nininho. Há agropecuaristas, como é o caso do pioneiro e plantador de arroz em Mato Grosso, Wellington Mercante Campos, que inclusive foi quem vendeu as primeiras terras a André Maggi.

E, é claro, João Arcanjo Ribeiro, que Zaid afirma ter sido um cliente que lhe ofereceu desafio profissional e produziu satisfação pessoal. Destaca o julgamento público antecipado, retaliações estendidas a seus defensores e muitas dificuldades para resgatar a legalidade dos atos processuais. E satisfação pessoal porque garante que conheceu e conviveu com uma pessoa que poucos conheceram e conhecem.

Apesar de não assinar mais nenhuma peça processual e não ir mais a audiências e julgamentos a partir desta segunda-feira, Zaid definiu que fará uma transição de todos os processos aos novos advogados escolhidos pelos clientes, pelo período de um ano. Até 31 de maio de 2021, vai manter seu escritório na avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá.

Zaid Arbid afirma que a decisão de parar, é sem dúvida alguma pela força do tempo e para poder justamente fazer essa transição. “Acho que não é necessário esperar acender o sinal vermelho. Você se conhece e ao acender o sinal amarelo basta”. Ele afirma ainda não querer “passar do tempo”. “Tenho receio de ficar com aquela conversa pastosa, vencida e repetitiva. Eu acho que não se precisa ir ao sacrifício. O profissional tem que se gostar e respeitar o cliente. Saio porque estou bem e por estar bem é que vou conseguir repassar aquilo que o cliente me confiou”.

Ele destaca que ao longo de todos esses anos, clientes se tornaram amigos e ele terá o prazer de encontrá-los pessoalmente para informar a sua decisão. O que o advogado não queria era uma interrupção abrupta, “pela força maior, sempre sem agenda e traumática”.

“É muito frio você pegar uma pasta e devolver. A pessoa quer informações. No andar das ações, uma coisa ou muitas das coisas você sabe por que fez daquele jeito e quem vai assumir quer saber onde você quis chegar. Toda defesa tem um começo, um meio e um fim. Tem um silogismo natural nisso. Eu acho ser o senso de gratidão que tenho. Vou parar, mas não vou deixar o cliente sem a informação e sem a prestação de contas dos serviços”.

Sem nenhuma punição disciplinar, sem ter sido envolvido em nenhuma investigação policial ou ação criminal, se despede da profissão com leveza. “Entro e saio pela porta da frente”.

Sobre o que vai fazer, Zaid diz que ainda é cedo para pensar, que é precipitado. “Entre a terra e o mar tem a praia e eu vou caminhar nesta praia para ver para que lado eu vou, o que eu vou fazer. O tempo é o senhor da razão”.

‘Clínico geral’

Apesar das causas criminais terem levado Zaid às páginas de jornais e às televisões por longos anos, é a advocacia voltada para o direito de posse e para as razões de domínio sua grande paixão. Ele atuou em todas as áreas, desde processo civil, tributário, administrativo. “Me considero realizado porque consegui fazer um pouco de tudo. É bem verdade que você erra mais. Você atuando em mais áreas do direito, você vai errar mais. Acho que hoje a vantagem da advocacia é que ela se especializa e pode oferecer um trabalho de mais qualidade. O campo de atuação é menor e o campo de erro também é menor”.

Zaid enfatiza que a informática revolucionou a profissão, dando possibilidade de atualização constante. Lembra que é da época do mimeografo, do telex, da primeira fotocopiadora, com impressão escura.

“Hoje você digitaliza e está presente no mundo. Os tempos são outros. Eu acho que isso exige mais criatividade da pessoa, principalmente do profissional. Quando se fala que essa evolução vai desaparecer com determinadas profissões, eu discordo. Acho que ela vai aprimorar as profissões. Você tem um doutor google no sapato, ele tira dúvidas, ele resolve aquilo que já é conhecido, mas não cria nada. Por isso acho que o profissional de hoje tem o compromisso da criatividade, o que o jovem tem de sobra”.

Áreas mais complexas

A violência doméstica e o tráfico de drogas são, na visão do advogado Zaid Arbid, as áreas mais complexas do direto. “A violência doméstica é um problema terrível porque não envolve só os protagonistas do ato, o agressor e a agredida, mas um universo de todos que passam em torno deles, a família e os amigos. É difícil para quem milita nessa discórdia, porque sempre tem que ser o algodão entre cristais”.

O direito ambiental é uma área que Zaid acredita que vai impressionar, por exigir intimidade com outras áreas do direito, a exemplo do direito constitucional, do direito civil e do direito penal. A área do direito cibernético será o futuro. Aliás, o que incomoda hoje a política e a maior Corte de Justiça do país é a fake news. O autor não tem corpo, é abstrato, dificultando a sua identificação”.

MOMENTOS MARCANTES

Clientes deixaram grande aprendizado

Para quem acha que os clientes que mais marcaram a vida profissional de Zaid Arbid foram aqueles      que deram mais repercussão ao seu trabalho ou a causa que ele ganhou e nunca se esquece está entre aquelas que recebeu muito, se engana.

Zaid Arbid afirma que dois clientes são considerados muito especiais porque participaram de momentos marcantes e deixaram grandes aprendizados.

“No início advoguei para Wellington Mercante Campos, de 76 e até os anos 80. Era uma pessoa diferenciada. Carioca, veio plantar arroz em Mato Grosso. Me deixou um legado de vida. Era um visionário. Alienou propriedades para André Maggi. A determinação do Wellington, a visão dele, serviram como bússola para Rondonópolis e Mato Grosso.

O outro cliente, Zaid Arbid afirma que tem uma admiração profunda. Trata-se de Ademar Wurzius, para quem advogou entre 1978 até 2017. “Ele não tinha uma estrutura cultural, mas a experiência e a vontade de viver fizeram dele um vencedor”.

“Esses clientes me inspiraram, talvez pela marca do início e do acertamento pessoal e profissional. Costumo dizer que a mãe de todo o sucesso é a necessidade. Essa faz a pessoa fazer coisas que até ela mesma não se acha capaz”.

Já a causa que Zaid ganhou e lembra com um largo sorriso é uma que venceu em Rondonópolis nos anos de 1979. Existia uma taxa de contribuição de melhoria que os moradores pagavam para as ruas serem asfaltadas. O cliente Rosalvo, no entanto, não foi procurado para fazer o pagamento quando a rua em frente a sua residência recebeu o asfalto. Uma ação pedia a perda da propriedade e já era dada como causa perdida quando Zaid assumiu. Ele conseguiu anular o edital e o cliente permaneceu com o imóvel.

“Não tem causa perdida, tem causa sem direito. Um advogado de Campo Grande, Nelson Trad, uma vez no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, estava ele, eu e o desembargador Odiles, e ele disse que não perdia ou ganhava causa, o cliente tinha ou não tinha direito”.

 

 

VENDAS DE SENTENÇAS

Paro sem conhecer o ‘marcado marroquino’

Zaid Arbid considera o Judiciário mato-grossense como referência nacional e afirma que se despede da profissão sem ter conhecido o “mercado marroquino”, se referindo às denúncias de venda de sentenças.

“Posso dizer que nesses 45 anos ninguém me ofereceu uma decisão à venda e nunca comprei e nem negociei. Eu não conheço esse mercado, apesar de haver quem diga existir. Penso que muitos vendem, mas não entregam. Não acredito que um juiz, um desembargador, vai dar a decisão dele por um vil metal. Nunca fui procurado por lobistas, e nem os procurei, porque não acredito”.

Zaid lembra uma situação da época da CPI do Judiciário, em 1999. Em uma conversa, o senador Ramez Tebet afirmou que não acreditava que a venda de sentenças era na proporção que falavam.

Ordem dos Advogados

Todo órgão representativo precisa ter a liberdade e a independência que apregoa também como lição de casa. Já se foi o tempo das capitanias hereditárias. É preciso que a representação da classe seja buscada da vontade direta e não indireta dos advogados inscritos. Existem profissionais exemplares em Mato Grosso, assim conhecidos pelos colegas, mas desconhecidos pelos seus representantes. Deve existir a escolha de todos, na forma de plebiscito, para qualquer indicação aos Tribunais de Justiça, Eleitoral e do Trabalho.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO DR. ZAID ARBID-ANDRÉIA FONTES 

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