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Cultura

Alunos tocam, encenam e fazem arte para mostrar o que aprenderam sobre trabalho infantil e racismo

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O auditório do Tribunal Pleno se transformou em palco para os alunos do 2º ano do Ensino Médio da escola Professor Ulisses Cuiabano.  Eles vieram ao Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso para a culminância do Projeto Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC) e deram um show de talento e cidadania na manhã desta terça (23).

Teve apresentações de grupos com música instrumental, canto, teatros, mimicas, redações e até mesmo artes plásticas, que foram premiadas em três categorias. Todas as performances foram relacionadas ao “Trabalho Infantil, Trabalho Escravo e Racismo”, tema do projeto que tem sido trabalhado com os alunos desde maio deste ano, quando o projeto foi lançado na escola.

Com uma redação que falou sobre as dificuldades de quem sofre com o trabalho infantil e o racismo, a estudante Jamile Porfírio ganhou o prêmio de primeiro lugar dentro da sua categoria.  Ela, que nem esperava alcançar o pódio, ficou muito feliz de poder participar e aprender sobre o tema. “Não foi fácil fazer essa redação. Estudamos muito e fiquei impressionada de ver o tanto de crianças e adolescentes que sofrem com esses problemas. É muito sério e precisa ser combatido!”.

Nota mil. Essa foi a avaliação que a juíza Graziele Lima, coordenadora do TJC, fez da apresentação dos estudantes. A magistrada ficou impressionada com a qualidade e o desempenho dos trabalhos e destacou a importância dos temas para o desenvolvimento das crianças e adolescentes. “Percebi que muitos alunos convivem com o racismo e o trabalho, por isso, tinha tanta emoção em tudo que fizeram. Não foi apenas uma interpretação. Eles estão se conscientizando inclusive para questionar e cobrar seus direitos. Não tenho palavras para dizer o quanto estou feliz”.

Tudo que os estudantes apresentaram contou com o apoio dos professores que levaram informações, ajudaram a ensaiar e ensinaram diariamente aos estudantes sobre as graves consequências do trabalho infantil e do racismo na vida das pessoas.  A professora de geografia Chênia Reis se empenhou para levar as informações aos alunos e garante que ver o resultado do trabalho compensou todo o esforço. “Levei vídeos e documentários que mostravam crianças trabalhando e colocando em risco a saúde e a vida. Também falamos sobre a legislação para eles terem um bom conhecimento jurídico. O resultado foi gratificante”, comemorou.

Segundo o diretor da escola, Dimas Antônio da Silva, esta é a segunda vez que a instituição recebe o TJC.  O diretor comemorou a oportunidade de trabalhar temas tão importantes com os alunos. “Os professores abraçaram o projeto e foi muito emocionante ver a interação e dedicação dos alunos. Foram trabalhados temas que vêm ao encontro do nosso projeto pedagógico e da nossa missão, que é ensinar e formar cidadãos”, destacou.

O Procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, Marcel Trentin, também prestigiou o evento e enfatizou a importância do projeto. “As apresentações emocionaram.  É muito gostoso ouvir a molecada falar sobre trabalho infantil e cidadania com tanta propriedade. Foi fantástico”, avaliou.

O Projeto Trabalho Justiça e Cidadania é uma ação desenvolvida pela Associação Nacional dos Magistrados (Anamatra), com coordenação da Amatra e parceria do TRT/MT e já está em sua 10ª edição. Desde que foi lançado, em 2009, a iniciativa já percorreu escolas na rede pública e particular de Mato Grosso.

(Sinara Alvares)

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Cultura

Projetos contemplados em edital de Literatura oferecem ações de fomento à leitura

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Projetos contemplados no edital de Literatura Estevão de Mendonça já começaram a ser executados, ajudando a fomentar a leitura e a democratizar conhecimentos. Ações de contação de histórias, formação de mediadores, mediação de leitura e de oficina literária têm proporcionado o acesso a capacitações e conteúdos que divulgam livros e a cultura popular mato-grossenses.

Realizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a seleção pública premiou 13 projetos de fomento à leitura e mais 17 obras de literatura com valores de R$ 10 mil e R$ 20 mil. Após o recebimento do recurso financeiro, que foi pago em parcela única a partir de setembro, os autores e proponentes premiados têm até 90 dias para executar as ações.

Confira os projetos já executados ou em andamento.

Mediador da literatura indígena

Denilson Baniwa

Naine Terena – Foto por: Denilson Baniwa

De 16 e 26 de novembro, a oficina Mediação de Leitura e a Lei 11.645/08 oferece aprendizado  sobre a história da literatura indígena no Brasil, incluindo escritores e algumas obras, a profissionais de diferentes áreas de atuação. O projeto premiado na categoria ‘Mediador de Leitura’ pretende ainda envolver os educadores para o cumprimento da Lei 11.645/08, que articula a presença da história e cultura indígena nas escolas do país.

De acordo com a realizadora da oficina, a doutora em Educação Naine Terena de Jesus, a repercussão da iniciativa foi tão grande que as vagas se esgotaram logo no início da divulgação sendo necessária a abertura de uma segunda turma.

“Foram abertas 40 vagas e tivemos cerca de 120 inscritos. Diante da grande procura, conseguimos abrir uma segunda turma e ampliar a prática da mediação das autorias indígenas. A ideia é aproximar o público dessa literatura, e dessa forma, incentivar e auxiliar na compreensão e leitura pública das obras”, explica Naine.

Oficina de dramaturgia pessoal

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Nesta segunda (23.11), tiveram início as aulas da segunda turma da oficina de dramaturgia pessoal com a atriz e diretora teatral Juliana Capilé. Direcionada a maiores de 60 anos, a capacitação técnica de escrita incentiva a utilização de elementos da própria experiência de vida para o desenvolvimento de dramaturgia textual de teatro ou roteiro de cinema.

O projeto foi contemplado na categoria ‘Oficina Literária’ e ofertou vagas para duas turmas, ambas online. A primeira edição ocorreu de 16 a 20 de novembro e a segunda segue até a próxima sexta-feira (27.11).

“É uma oficina de escrita dramatúrgica para quem tem o que contar. Voltada exclusivamente para participantes acima dos 60 anos, a oficina investe em uma fase da vida na qual muitas histórias já se acumularam, alegres e tristes, que precisam ser registradas e transformadas em teatro ou cinema”, destaca Juliana.

Mitos e lendas do Rio Cuiabá ao Pantanal

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Em outubro, a atriz Alicce Oliveira realizou quatro apresentações do espetáculo de contação de histórias ‘Mitos e Lendas do Rio Cuiabá ao Pantanal’ em suas redes sociais. O projeto foi contemplado na categoria contação de histórias.

As apresentações contaram com canções inspiradas nas manifestações folclóricas regionais, dentre outros artifícios que levarão o público a reconhecer as belezas desta região.

“Há muito tempo ouve-se falar nas histórias, mitos e lendas que povoam a memória dos povos ribeirinhos e de várias comunidades de Cuiabá em Mato Grosso. A presença de monstro em forma de serpente, seres fantásticos e história de pescador são condutores das narrativas apresentadas ao público através deste projeto” expõe Alicce.

Montagem de acervo e disponibilização da literatura de Ricardo Dicke

O projeto integra as edições do evento ‘Literatura e Cultura em Mato Grosso’ que acontece pela internet como curso a alunos do ensino médio de escolas públicas. Contemplado na categoria de formação de mediadores, a ação teve como proponente a professora doutora Madalena Machado, da Unemat de Pontes e Lacerda.

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