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A volta dos que não foram!

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A tão propalada renovação política do nosso país é sonho cada vez mais distante. No Brasil de hoje, as instituições mais fortes que existem são os partidos políticos, e seus dirigentes têm poder para emparedar qualquer governo ou governante. E é para atender aos interesses das siglas partidárias que todos os movimentos políticos são delineados. Nenhum partido quer ou aceita menos espaço ou menos poder. Os atuais e desgastados líderes são responsáveis por indicar os sucessores e quando aparece algum nome novo por eles referendado, é apenas mais um candidato a fazer as mesmas coisas, ou simplesmente, mais do mesmo, que corromperá eleitores para alçar o poder, depois corromperá a tudo e a todos quanto puder para nele permanecer, até chegar o ‘nobre’ momento de indicar outro nome para reiniciar o círculo vicioso. É muito fácil identificar um nome novo apadrinhado pelos mandatários desgastados: quando não é fruto do nepotismo partidário, onde pai indica filho, marido indica esposa ou irmão indica irmão, tem origem no alto poderio econômico, cuja busca por recursos para as grandes campanhas alegóricas e espetaculosas faz com que muitos ilustres desconhecidos se encantem com o poder e acabem literalmente ‘comprando’ uma vaga na política. Caso a população não abra os olhos e pare de idolatrar políticos carreiristas que distribuem migalhas daquilo que deveria ser do contribuinte por direito, nunca haverá uma legítima renovação, quando muito, reposição de velhas peças corroídas por outras com defeito de fabricação.

Por: Ten Coronel Sandro

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JOSÉ UM HOMEM DE VERDADE!

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Por: Eunice Teodora dos Santos Crescêncio. (Nicinha Santos)

Psicóloga do Sistema Penitenciário, Historiadora, Especialista em Psicopedagogia, Palestrante, Escritora, Analista Comportamental e Coach.

 

 

 

O ano de 2020 terminou e 2021infelizmente, começou a todo vapor no que diz respeito ao feminicídio e a violência contra mulher.

A mídia brasileira nos mostrou casos chocantes acontecidos no final do ano e no início de 2021 e olha que ainda estamos apenas nos primeiros dias do primeiro mês, no entanto, os casos pelo Brasil já passou de dezenas de histórias assustadoras e terríveis para uma sociedade que se diz moderna.

Casos chocantes como da Juíza Viviane Vieira do Rio de Janeiro que foi morta na frente das filhas, esse é apenas mais um caso entre tantos outros casos de mulheres agredidas e mortas de maneiras cruéis, jovens, de meia-idade e até mesmo idosas como foi o caso de Lucinha de Oliveira de 75 anos, morta no dia 03 de janeiro pelo esposo de 89 anos.

Não precisamos ir longe ou pesquisar muito é só olhar os noticiários, todos os dias vemos casos de mulheres sendo agredidas e mortas por seus companheiros, como se isso não fosse o bastante, também vemos jovens na flor da idade que queria apenas conhecer pessoas ou ter uma noite de divertimento próprio da juventude, mas que acabou sendo morta pelo próprio adolescente com quem saíra, pensava ser este, uma boa companhia para uma noite de virada de ano.

Desta forma, percebemos que assim como a idade das vítimas variam, a idade dos agressores também. É chocante ver que temos adolescentes e idosos nas estatísticas dos agressores, isso nos leva a um questionamento: O que está acontecendo com os homens desta geração?

José é que era um homem de verdade. Os homens desta geração precisa aprender um pouco com a história de José. Sim José, José marido de Maria, José pai de Jesus.

A história é a seguinte, José estava noivo de Maria, com casamento marcado, compromissado com a mulher da sua vida, a mulher que escolhera por companheira. No entanto, antes de se concretizar o casamento, Maria apareceu grávida! O que configurava que Maria tivesse tido no caso com outro homem. O que teria acontecido se esse fato tivesse ocorrido entre um casal de noivos em nossos dias? Com os tipos de homens que estamos vendo nos noticiários?

Temos relatos de mulheres que foram mortas apenas por terminar um relacionamento. Talvez, essa teria sido a sina de Maria se José tivesse se deixado levar pelos sentimentos de raiva, cólera e ódio, o que para muitos seria até compreensivo visto que aparentemente se configurava uma traição por parte de sua noiva. Na nossa atualidade social, talvez esse acontecimento resultaria em mais um feminicídio, e a justificativa? Uma mulher traíra seu noivo e engravidara de outro homem.

 

José tinha todos os motivos para desejar “lavar sua honra”, pois além das questões culturais, ele ainda tinha ao seu favor o judiciário de sua época, bastava recorrer à justiça e sua vingança viria, pois a própria lei determinava que tal mulher deveria ser apedrejada.

Mas José era um homem de verdade. O que ele decidiu fazer? Os escritos sagrados dizem que ele decidiu fugir, ir embora, mudar de cidade para que todos pensassem que ele havia engravidado Maria e fugira para não arcar com a responsabilidade de seus atos e assim, a difamação recairia sobre ele e não sobre ela, pois se ele divulgasse o ocorrido, se contasse para sua comunidade que Maria havia desonrado o relacionamento e o seu compromisso de noiva, ela seria apedrejada.

Portanto, José demonstrou o verdadeiro amor ao preferir ser ele julgado como um homem indigno, sem palavra e sem caráter ante a expor ao linchamento moral ou até mesmo a um possível apedrejamento aquela a quem jurava amar.

Fico pensando o quanto a nossa sociedade precisa de homens como José, que mesmo sendo supostamente “traído”, porque ele achava que teria sofrido uma traição, preferiria mudar de cidade, seguir sua vida em outro lugar, deixar sua ex-noiva seguir seu caminho, e no que dependesse dele, sem ser julgada difamada ou caluniada. Mas, infelizmente, na sociedade de hoje, muitos homens não suportam nem o fim de um relacionamento e já estão prontos para matar, mesmo sendo essa atitude contrária à nossa leis.

Precisamos urgentemente de mais homens como José, que mesmo supostamente traído, decidiu poupar a integridade moral e a vida de sua noiva ao invés de requerer “lavar a sua honra”.

Com amor, generosidade, hombridade e nobreza José demonstrou ser homem de verdade dando a Maria, não apenas a condição de permanecer viva mas também de não ser difamada.

Hoje, conhecendo toda a história, sabemos que um anjo aparece a José em um sonho e lhe falou que não precisava fugir, que deveria tomar Maria como esposa, pois o filho que ela esperava fora gerado pelo Espírito Santo.

Quase sempre enaltecemos as qualidades de Maria por ter sido escolhida para ser a mãe de Jesus, mas podemos perceber que José também apresentou qualidades dignas que o qualificaram para ser o pai do Messias.

Quão melhor a nossa sociedade seria se tivéssemos mais Josés, mais homens de verdade.

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