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A crise no esporte de Mato Grosso

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Publiquei nas minhas redes sociais, na última quarta-feira (19), um vídeo para criticar o descaso com o que o atual governo vem tratando o esporte e lazer em Mato Grosso. Como profissional de Educação Física e apaixonado por essas áreas, não poderia deixar de pronunciar-me, principalmente depois que muitos jovens deixaram de embarcar como previsto para participar dos Jogos Escolares da Juventude (JEJ’s), em Manaus (AM).

Logo nas primeiras horas, o vídeo teve uma grande repercussão: mais de 10 mil pessoas foram alcançadas. O assunto mexeu e mexe comigo, pois já participei dos Jogos como atleta e dirigente. Sei que essa insegurança sobre a participação de jovens já classificados desestimula qualquer pessoa. Pode enterrar muitos sonhos e carreiras.

Foi nessa condição que gravei o vídeo e, graças à pressão popular, os jovens embarcaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Sigo convicto na minha crença de que fiz e faço o meu papel como deputado estadual de cobrar a realização e participação nas diferentes etapas. Essa é uma forma de incentivar o esporte e lazer como atividade-fim em si mesmo e não um mero instrumento de outras áreas.

Sei que algumas pessoas não gostaram do meu posicionamento contundente, mas a situação do esporte e lazer é lamentável. Temos que tomar atitudes enérgicas e o posicionamento de um parlamentar é uma atitude política. Mesmo assim, não deixo de pedir desculpas aos atletas, técnicos, gestores, escolas, municípios, familiares, esportistas e servidores que lutam por esses setores que são atividade-fim em si mesmo, mas contribuem com a saúde, educação e cultura.

Sei que no governo há trabalhadores e trabalhadoras que exercem suas funções com zelo e amor, mas a Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer (SAEL) deve voltar a ser uma secretaria independente e ter o comando comprometido com sua missão institucional.

Peço desculpas pela situação que o esporte e lazer vêm passando nos últimos anos, pois me sinto compadecido diante de muitos jovens que têm os sonhos prejudicados. Só quem foi atleta sabe a importância de ir para as diferentes etapas e como é grande o orgulho de representar sua escola, cidade e Estado.

Na Assembleia Legislativa, tenho feito o possível para honrar esses jovens e toda a sociedade de Mato Grosso. No esporte e lazer, apresentarmos projeto de emenda para garantir 5% do Fundo de Equilíbrio Fiscal (FEEF) para essas áreas, o que representaria mais R$ 14 milhões por ano. A proposta foi recusada pela base governista por orientação dessa gestão.

Apresentamos conjuntamente projeto de lei que regulamenta os esportes equestres em Mato Grosso para promover as diferentes atividades e o bem-estar dos animais; projeto para tornar obrigatória a presença de profissional de Educação Física nas academias ao ar livre e estabelecimentos de atividade física; realização de pelo menos três aulas de Educação Física por semana nas escolas da rede estadual.

Também realizamos audiência pública para debater as políticas públicas para esporte e lazer, a pesca esportiva e obrigatoriedade de avaliação física antes de atividades físicas; pedimos, através de requerimento formal, informações sobre a aplicação de receitas vinculadas ao esporte e lazer, sobre reforma em quadras de esportes de diversas escolas, em relação à concessão de Bolsa Atleta, obras paralisadas referentes aos esportes; realizamos homenagem aos atletas dos Jogos Universitários (JUM’s) e também demais desportistas; indicamos instalação de bebedouros no Parque Zé Bolo Flor, fornecimento de materiais esportivos para escolas e municípios, construção e reformas de quadras poliesportivas, recursos financeiros para passagens de atletas.

Também garantimos apoio e emendas parlamentares para escolas e projetos esportivos em diversos municípios que somam mais de R$ 700 mil (R$ 120 mil para reforma de quadra na COHAB Marechal Rondon em Santo Antônio de Leverger  -protocolo 188208/18; R$ 180 mil para cobertura de quadra na Escola Bartolomeu Gonçalves de Queiroz, em Santo Antônio de Leverger  – protocolo 188278/18; R$ 150 mil cobertura de quadra na Escola Maria Leite Marcoscki, em Várzea Grande – protocolo 253282/18; R$ 30 mil para contratação de projeto de prática esportiva em Pontes e Lacerda – protocolo 130629/18; R$ 60 mil para realização do Campeonato Estadual de Karatê Tradicional – protocolo 188222/18; R$ 100 mil para o projeto Karatê Tradicional: Esporte e Cidadania – protocolo 115879/18; R$ 50 mil para a Liga Mato-grossense de Handebol 2018 – protocolo 230621/18; R$ 10 mil Copa Brasil de Tênis de Mesa, entre outros.

Como professor, também realizei cursos e palestras para debater o assunto. Trouxe o renomado educador físico e historiador Leandro Paiva para falar do elo entre as lutas pré-históricas e lutas corporais dos índios do Xingu.

Fizemos tudo isso em apenas 01 ano e 7 meses no parlamento estadual. Quem quiser mais informações pode ver nas minhas redes sociais, no site www.professorallankardec.com.br ou nesse link: http://www.al.mt.gov.br/parlamento/deputados/379/perfil.

Apesar de o quadro ser caótico atualmente, tenho esperança que o próximo governo dê a atenção devida ao esporte e lazer. Conseguimos reunir desportistas de diversas áreas para discutir o assunto nessa campanha e a sensação é a mesma: melhores tempos virão.

 

 

Allan Kardec Benitez é profissional de Educação Física, Delegado do CREF 17, professor da rede estadual de Educação, Especialista em Gestão Educacional, Mestre em Estudos de Cultura Contemporânea, Doutorando em ECCO/UFMT, membro do Instituto Histórico e Geográfico (IHGMT) e deputado Estadual.

 

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Não conseguimos respirar

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Os recentes manifestos que aconteceram nos EUA e que se espalharam pelo mundo, por conta das INJUSTIÇAS cometidas por autoridades, veio com uma frase que nos chamou atenção: “NÃO CONSIGO RESPIRAR”. Isso nos remete a real situação dos servidores públicos de Várzea Grande que desde o início da Gestão Lucimar Campos (DEM) – maio de 2015 – vem gritando “NÃO CONSEGUIMOS RESPIRAR”, pois foram e continuam sendo ASFIXIADOS e SUFOCADOS pela prefeita que não trata os servidores com DIGNIDADE e que cometeu e vem cometendo diversos ATAQUES, como o não cumprimento de direitos garantidos em leis, deixando os servidores anos sem a recomposição salarial, 6 anos sem a progressão de carreira, 6 anos sem o pagamento dos retroativos (direitos represados), 6 anos sem o pagamento integral de 1/3 de hora atividades para os docentes, dentre outros direitos, empurrando os trabalhadores para uma situação de sofrimento e penúria.

E agora, em tempos de eleições, o candidato do seu grupo político vem fazendo mil e uma promessas, dizendo que desta vez vai reconhecer e valorizar os servidores, afirmando que vai assumir o compromisso com a categoria. Porém, nem se quer assinou a Carta-Compromisso com os Trabalhadores da Educação. O único dos quatro candidatos a prefeito que não assumiu esse compromisso. Os servidores de VG são inteligentes e não cairão no canto da sereia.

Mais recentemente, Lucimar deu um GOLPE e não pagou a revisão salarial nem aos professores e nem mesmo aos técnicos que estão amargando 4 anos sem o reajuste.

E agora, veio mais uma punhalada nas costas dos servidores. A Prefeita Lucimar (DEM) enviou para a câmara de vereadores um Projeto de Lei que aumenta o desconto da previdência de 11% para 14%.

Os trabalhadores não querem ficar ricos. Não querem nada que não é deles. Só querem o cumprimento das leis. Querem dignidade, ser respeitados, ser valorizados e principalmente, querem comida no prato. E isso não está mais sendo possível de se ter por conta das INJUSTIÇAS praticadas pela gestão Lucimar Campos contra os servidores que estão com salários congelados há mais de 4 anos, com um vencimento líquido abaixo de um salário mínimo.

É lamentável que em pleno século XXI, as injustiças, os maus tratos, o menosprezo, o descumprimento da legislação ainda imperam em VG. A Prefeita Lucimar Campos (DEM) deveria ficar envergonhada em imputar essa condição injusta aos trabalhadores. Já que VG é o segundo maior município de Mato Grosso e o terceiro mais rico do estado em arrecadação, no entanto, paga um dos piores salários para os servidores públicos dentre os municípios considerados mais pobres da baixada cuiabana como Acorizal, Barão, Jangada, Leverger e Poconé.

Todas as vidas importam!!!

Aliás, as reformas de praças públicas, mini estádios, a construção da Orla da Alameda (que estão sendo gastos mais de 17 milhões), são importantes, mas não são mais importantes que as vidas dos trabalhadores que vem sofrendo muito com os GOLPES dessa gestão Campos. Vem sendo castigados e lesados com enormes prejuízos financeiros em torno de R$ 250,00 a R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) por mês, por falta de cumprimento da legislação que a prefeita não respeita, agindo de forma GOLPISTAMALDOSA e OPRESSORA, deixando os trabalhadores asfixiados com dívidas, pois o que recebem em seus vencimentos (abaixo de um salário mínimo) não está sendo suficiente até mesmo de se alimentar do básico.

Lucimar Campos não paga a recomposição salarial por pura MALDADE, não cumpre as leis de propósito, por falta de vontade política, por não respeitar e não gostar de valorizar o servidor, pois, somente nos meses de janeiro à abril de 2020, segundo documento da própria prefeitura, houve uma sobra de quase 7 milhões dos recursos 60% do FUNDEB (recurso exclusivo para pagamento salarial dos profissionais da educação).

Por que a Prefeita Lucimar Campos SUBESTIMA, DESPREZA e expõe duramente os servidores, retendo parcela significativa de seus salários, enquanto reforma quase todas as praças da cidade? Qual é a prioridade da prefeita, da mãe e mulher que governa o município?

O efeito dessa política nefasta de massacredesvalorização, da falta de vontade da prefeita Lucimar para atender as reivindicações dos trabalhadores, está fazendo com que muitos servidores peçam exoneração do cargo e, os que permanecem estão ficando doentes com câncer, depressão, stress e outras doenças. Estão morrendo sem conseguir usufruir dos seus direitos, provocando revoltas, indignação e protestos contra a atual administração.

Que condição é essa de AMARCUIDAR e ACREDITAR da administração Lucimar Campos que só semeou maldades aos servidores? Qual é a razão de tantas INJUSTIÇAS contra os servidores?

“NÃO CONSEGUIMOS RESPIRAR!!!” Estamos asfixiados pela gestão Lucimar Campos!!!

Vidas dos servidores importam!!!

28 de outubro – Dia do Servidor Público – NADA A COMEMORAR!

Por Juscelino Dias de Moura,  presidente do Sintep/VG

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