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60 anos da Rádio Difusora Bom Jesus

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O ano era 1.959. No dia oito de janeiro, o jornal ‘A Cruz’, editado pela igreja católica desde 1.910, estampava a chegada da Rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá. A inauguração oficial da quarta emissora de rádio de Mato Grosso, fruto de um trabalho visionário do então bispo diocesano da capital, Dom Orlando Chaves, ocorreu em 23 de agosto daquele ano.

Por nossos microfones, na frequência 630 AM, já contamos muitas histórias; narramos a época de ouro do futebol cuiabano, os programas de culinária da Dona Aurora Chaves de Vasconcelos, irmã de Dom Orlando Chaves. Também fomos voz marcantes com as radionovelas, programas de alfabetização, radiojornalismo, rondas policiais, música, cultura, missas e muito mais.

Aliás, desde o nosso primeiro slogan: “A voz que traz a mensagem de Cristo”, seguimos fiéis com nosso papel evangelizador, preocupados com a formação cristã do nosso povo, da nossa gente.

O tempo passou. E hoje, celebramos 60 anos de um longa e linda história, alicerçada em valores que jamais passarão. Ao mesmo tempo que percorremos um longo caminho, estamos de olho em um novo tempo. Essas seis décadas de histórias nos prepararam para uma das mais importantes mudanças de toda nossa trajetória.

Com a graça do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, e a intercessão de Nossa Senhora do Pantanal, em 2020, a qualidade, a informação, a credibilidade e a mensagem da Rádio Difusora estarão ainda mais limpos e claros, com qualidade digital.

Deixaremos de ser AM e passaremos a operar em FM, ou seja, em frequência modulada. Nosso processo de migração está na reta final. Em pouco tempo teremos uma nova programação; mais dinâmica, moderna e abrangente. Mas, sem perder a essência dos nossos valores, da nossa fé.

O rádio se reinventa a cada ciclo. E, na era da comunicação instantânea, esse veículo, que sou um eterno apaixonado, segue em constante evolução.  Na década de 80, a nossa rádio foi administrada pelos padres Paulinos, em rede com a Rádio América, até 1990. Os religiosos foram sucedidos pela Comunidade Canção Nova, até 2011. A partir daí a emissora passou a ser administrada diretamente pela Arquidiocese de Cuiabá.

Nosso site, por onde a programação da rádio é transmitida 24 horas, tem mais de 13 milhões de acessos, originados de várias partes do mundo. Nosso aplicativo também é um sucesso de alcance e interação com os ouvintes.

A rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá é um verdadeiro xodó da arquidiocese. Desde que aqui cheguei, em 2004, a emissora tem potencializado as nossas ações de evangelização. Levando a voz e a mensagem, sonhadas por meu antecessor, há diversos municípios do estado, e pelo meio digital é até impossível dimensionar as fronteiras.

Hoje, a rádio é mantida pela Fundação Bom Jesus de Cuiabá, e por isso conta com a generosidade dos ouvintes, que são uma verdadeira família. Inclusive, caro leitor, peço licença para pedir sua ajudar e ser um benfeitor desse nosso novo tempo. Te peço: nos ajude a custear nosso processo de migração. Entre em contato comigo pelo telefone 3617-7900 e saiba como ajudar. Sua participação é muito importante.

Te convido também para participar da Santa Missa em Ação de Graças à essa emissora que faz tanto bem para todos nós. Será no dia 23 de agosto, sexta-feira, às 16h, no Santuário Eucarístico Nossa Senhora do Bom Despacho, no morro do antigo Seminário, em frente a Santa Casa, no centro de Cuiabá.

Venha comemorar os 60 anos da Rádio Difusora com a gente. Venha fazer parte dessa nova história.

Deus te abençoe.

 

Dom Milton Santos é arcebispo metropolitano de Cuiabá e radialista há 53 anos

Fonte: Assessoria

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Música, mobilidade e o assédio no transporte público

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*Por Claudia de Moraes

No ano passado conduzimos um estudo que mostrou a evolução da mobilidade no Brasil através da música. No total, foram analisadas mais de 158 mil letras de músicas, com 361 delas efetivamente retratando mobilidade. Como critério principal, o tema deveria ter um papel importante na composição para que esta fosse selecionada.

Na década de 2010, o assédio no transporte público foi retratado em algumas músicas. Dois exemplos distintos pontuam o teor das canções: enquanto o Obinrin Trio canta em “Elas por elas” que “No busão, na rua, no metrô, na quebrada quero andar sem ouvir cantada, quero parar de ser invisível e fetichizada”, Farufyno mostra em “Um ônibus lotado” a visão de um homem que está paquerando a mulher, quando a vê ser assediada, e dá uma surra no agressor.

Infelizmente, o assédio às mulheres é uma prática bastante antiga. Ainda no Império Romano, o imperador Sila (138-78 a.C.) ordenou intervenção jurídica nos casos em que uma “mulher honrada” fosse ofendida publicamente. Nos últimos anos a discussão ficou mais forte, e diversas campanhas criticando essa prática foram criadas. Como exemplo, o movimento “Vamos juntas?”, idealizado pela jornalista Babi Souza com o objetivo de espalhar a ideia da sororidade (união e aliança entre mulheres, baseada na empatia e companheirismo) para que elas se unissem na rua inibindo, assim, violências como assédio e estupro.

O assunto voltou a estar em evidência nos últimos dias nas redes sociais. A série “Sex Education” retratou uma cena onde a personagem Aimee é vítima de um abuso em um ônibus. Além disso, o Big Brother Brasil 20 trouxe à tona uma estratégia de jogo de alguns homens que visava conquistar mulheres comprometidas para que elas perdessem credibilidade junto ao público. Por fim o novo single do cantor Jerry Smith, “Reladinha”, também foi criticado por muitos especialmente no Twitter, por supostamente conter conotação apelativa e sexual.

Embora a assessoria do artista tenha negado veementemente as suposições das redes sociais, afirmando que a real motivação da canção é reviver a trajetória do artista, que se locomovia diariamente de ônibus, se posicionando contra qualquer tipo de assédio, é importante salientar que as críticas se devem especialmente ao nome da música, associado ao fato de utilizar um ônibus como cenário. Neste caso, o ideal é nunca dar margem a interpretações de associação ao tema, que é muito delicado a todas as mulheres.

Um levantamento do Instituto Locomotiva e Instituto Patrícia Galvão de 2019 constatou que 97% das mulheres já foram assediadas no transporte público. Em 2018, foi sancionada a lei de importunação sexual que tem como objetivo punir o assédio, principalmente no transporte público, agravando a pena e punição para condutas criminosas. É extremamente importante que esse tipo de comportamento seja denunciado, a lei aplicada e que sejam adotadas, em conjunto com a penalização, medidas preventivas e educativas, para que o Brasil não continue sendo recordista em violência contra mulheres.

Claudia de Moraes é CEO da Younder

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