Vereador é alvo busca e apreensão em operação que investiga lavagem de dinheiro em boates do CV

O vereador por Cuiabá Paulo Henrique (PV) é um dos investigados pela Operação Ragnatela, deflagrada na manhã desta quarta-feira (5), pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT). O parlamentar teve seu veículo, um Jeep Compass apreendido e é alvo de medida cautelar por ter envolvimento indireto com o esquema de lavagem de dinheiro, oriundo da facção Comando Vermelho, em casas noturnas de Cuiabá, facilitando a concessão de licenças para shows nacionais em troca de vantagens financeiras.

“Identificamos que há a participação de agentes públicos, inclusive, um parlamentar que tinha uma relação muito próxima a esses investigados, inclusive com troca de favores e recebimento de vantagens financeiras de forma indireta, por isso ele sofreu medida cautelar. Vamos dar continuidade às investigações para saber exatamente qual a participação dele com a vinculação à facção criminosa”, declarou o delegado Antônio Flávio Rocha Freire da Polícia Federal.

A Operação tem por objetivo desarticular um núcleo da facção Comando Vermelho responsável pela lavagem de dinheiro em casas noturnas. Estão em cumprimento oito ordens de prisões preventivas, 36 buscas e apreensões, nove sequestros de bens imóveis e 13 de veículos; e ainda duas ordens de afastamento de cargos públicos (policial penal e fiscal da prefeitura), quatro suspensões de atividades (casa de shows) e bloqueios de contas bancárias.

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O ex-líder do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Câmara Municipal interferia diretamente em uma das secretarias municipais da cidade para a obtenção das licenças para os shows que eram realizados nas casas noturnas da organização criminosa, esquema que contou com o apoio de servidores.

“Identificamos que havia uma participação dentro de uma secretaria municipal, tinham pessoas ligadas a ele e essa secretaria era responsável por essa fiscalização de casas noturnas e concessão para a realização dos shows”, continuou o delegado.

A Operação Ragnatela contou com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas de Segurança Pública (Ciopaer) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público Estadual, Ppolícia Civil, PM, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

Nota da Secretaria de Ordem Pública de Cuiabá:

Quanto a ação policial desencadeada na manhã desta quarta-feira (5), a Secretaria Municipal de Ordem Pública esclarece:

-abrirá procedimento interno para apuração da conduta do agente de fiscalização;

-reforça que atuará de acordo com a legislação vigente, atendendo a prazos e os procedimentos necessários, ao procedimento administrativo;

-Está à disposição das autoridades para colaborar com informações necessárias ao inquérito policial instaurado.

Fotos- Victor Real/MidiaJur

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