Mauro comenta proposta de renegociação de dívidas dos Estados com a União

O governador Mauro Mendes (União) expressou sua expectativa sobre a proposta de renegociação das dívidas dos Estados com a União, que deve ser apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Em entrevista concedida nesta segunda-feira (25), Mendes destacou a importância de Estados como Mato Grosso, que possui um dos menores endividamentos do país, receberem as mesmas opções de renegociação que os entes federativos em situações financeiras mais críticas.

“A nossa dívida está em torno de 10% da nossa receita corrente líquida, ou seja, é um dos endividamentos mais baixos entre todos os Estados brasileiros. Tem um endividamento pequeno, mas se for flexibilizar regras para quem deve muito, tem que flexibilizar também para quem deve pouco”, ressaltou o governador.

Mauro Mendes enfatizou que é preciso garantir isonomia e tratamento justo para todos os Estados, independentemente de sua situação fiscal. Ele defendeu que aqueles que estão cumprindo com suas obrigações fiscais não sejam prejudicados por eventuais benefícios concedidos a Estados em dificuldades financeiras.

Está prevista para esta terça-feira (26) uma reunião entre o ministro Fernando Haddad e os governadores para discutir a proposta de renegociação das dívidas dos Estados. A proposta abordará dívidas oriundas de empréstimos diretos feitos com o Governo Federal e situações em que os Estados contratam crédito no mercado financeiro com a União como garantidora.

Mendes ressaltou que Mato Grosso possui uma situação fiscal equilibrada e espera que o Estado receba as mesmas condições de renegociação que outros Estados que não estão em situação similar. Ele alertou para a necessidade de se evitar o adiamento de soluções e destacou a importância de se seguir as regras estabelecidas para o endividamento, sem privilegiar aqueles que não estão cumprindo com suas obrigações.

O governador também citou a situação da Argentina como um exemplo de consequências desastrosas da postergação na resolução de problemas fiscais. “Olha o que aconteceu com a Argentina, há pouco mais de 20 anos, era um país espetacular… até que quebrou em 2001 e nunca mais se recuperou”, alertou Mendes, enfatizando a gravidade dos problemas fiscais enfrentados pelo Brasil e a necessidade de se adotar medidas responsáveis e equilibradas na renegociação das dívidas dos Estados.

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