Crea Mulher adere Agosto Lilás mês de conscientização no combate à violência contra a mulher

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), através da Comissão Crea Mulher, destaca a importância da campanha Agosto Lilás, dedicada à conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Criada em referência à Lei Maria da Penha, que completa 17 anos este ano e surgiu para amparar mulheres vítimas de vários tipos de violência como a física, sexual, psicológica, moral e patrimonial.

O presidente do Crea-MT, Juares Samaniego, enfatiza que com o destaque dado à campanha a sociedade fica mais incentivada a abordar o tema da violência contra a mulher e trabalhar coletivamente para criar um ambiente mais seguro e igualitário. “Ela serve como um lembrete de que acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade compartilhada e requer esforços contínuos em todas as áreas inclusive no Crea”, disse Juares.

Em pesquisa realizada pelo Observatório da Mulher Contra a Violência do Senado Federal, desde 2005 com a população feminina de várias partes do Brasil, seu último demonstrativo divulgado em 2021 apontou elevação de aproximadamente 30% no número de mulheres que afirmaram ter sofrido violência física. Já no caso de violência psicológica os números subiram 165% e violência moral ultrapassou os 200%.

Em relação ao feminicídio (assassinato de mulheres em razão do gênero) segundo a Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a junho de 2023 foram registrados 18 casos com queda de 33% em relação ao mesmo período do ano passado no qual foi registrado 27 casos. De acordo com o estudo Mortes Violentas De Mulheres E Meninas Em Mato Grosso, realizado pela Polícia Judiciária Civil, trinta e seis filhos perderam as mães assassinadas no primeiro semestre deste ano.

Para a geóloga Sheila Klener, coordenadora do Crea Mulher em Mato Grosso, é necessário mobilizar toda a sociedade contra a violência de gênero. “Esse ciclo de violência é inadmissível. O machismo mata todos os dias e nós precisamos encarar este tema com a urgência que merece para que nós, mulheres, possamos viver com dignidade, segurança, liberdade e igualdade de oportunidades. Precisamos falar sobre isso, informar as pessoas, estimular a denúncia e educar as próximas gerações para que este ciclo acabe”.

Para comunicar algum caso de violência doméstica ligue para a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, através do 180.

Além do atendimento e acolhimento a mulheres nas unidades especializadas instaladas em oito cidades-pólo do estado e núcleos em delegacias do interior, a Polícia Civil conta com uma ferramenta digital criada há três anos, o aplicativo SOS Mulher MT a vítima também pode solicitar a medida protetiva de urgência online, sem a necessidade de se deslocar até uma delegacia pelo endereço http://sosmulher.pjc.mt.gov.br .

Texto: Ana Frutuoso (com supervisão de Cristina Cavaleiro) fontes: Sesp-MT, PJC-MT e Senado Federal

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