Política

Deputados de direita apresentam moção de repúdio contra a cassação de Deltan Dallagnol na AL

Os deputados estaduais Cláudio Ferreira (PTB), Calil Faissal (Cidadania), Gilberto Cattani (PL) e Elizeu Nascimento (PL), que compõem o bloco Direita Democrática na Assembleia Legislativa,  apresentaram na sessão desta quarta-feira (17) uma moção de repúdio contra a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) pela ação movida contra o registro de candidatura do deputado federal Deltan Dallagnol (Pode-PR), que culminou na cassação do mandato do ex-procurador de Justiça pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (16).

Na justificativa da moção de repúdio, os parlamentares mato-grossenses afirmaram que a cassação serviu como instrumento de vingança política, por conta dos esquemas denunciados pela Operação Lava Jato, pois, segundo o julgado, o deputado teria abandonado sua carreira no Ministério Público Federal (MPF) para impedir que procedimentos que questionavam sua atuação funcional viessem a se converter, quem sabe, em processos administrativos disciplinares (PAD) – fato que o tornaria inapto a disputar a eleição de 2022.

“Tal decisão contraria o ordenamento jurídico, pois não poderia se pautar em suposições de acontecimentos futuros para condenar um indivíduo eleito legalmente e democraticamente pelo povo, com mais de 344 mil votos”, afirmam os deputados estaduais.

Os parlamentares também fazem um alerta sobre o momento político pelo qual o Brasil atravessa e a inversão de valores, com a absolvição de réus poderosos.

“Devemos pensar no futuro que nos espera, em uma sociedade em que réus poderosos são absolvidos, apesar de haver provas, e os membros do Ministério Público que os acusam são punidos. Esperamos que a decisão seja revista, para que a justiça seja feita”, diz trecho da moção proposta pelo deputado Faissal.

Ainda no documento, os deputados citam que o Dellagnol apresentou em seu registro de candidatura certidões negativas e demonstrou não estar respondendo a nenhum processo junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“Existem processos de cassação que demoram anos para ser analisados, às vezes cassam quando o mandato termina. Nós ficamos espantados com a celeridade nesse processo do Dallagnol. Foram apenas três meses. Isso causa estranheza”, comentou o deputado Cláudio Ferreira.

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