Cidades

Emanuel diz que investigação sobre “rachadinha” na Câmara de Cuiabá será inevitável

Para o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), a investigação da Câmara sobre a denúncia de que a vereadora Edna Sampaio (PT) estaria obrigando servidores a devolver a verba indenizatória (VI), prática chamada de “rachadinha” precisa ser investigada o quanto antes, até mesmo pelo bem da parlamentar, que poderá ser ouvida e se explicar.

“Acho que a Comissão Processante é inevitável”.

“Tem que dar uma satisfação à sociedade. É uma situação difícil, ela vai ter a defesa dela. Uma denúncia dessa gravidade, com esses fatos apresentados, tem que, no mínimo, ter uma investigação isenta. Até para que a vereadora possa dizer que houve um mal-entendido, como ela vem alegando”, argumentou o prefeito.

Conversas de WhatsApp de Edna com a ex-chefe de gabinete vazaram para a imprensa, onde o marido da vereadora cobra a devolução da verba indenizatória. Em sua defesa a parlamentar alegou que a devolução ocorreu porque a verba é do gabinete e é usada por todos que ali trabalham e não só pela chefia de gabinete.

Ocorre que pela legislação a verba indenizatória do chefe de gabinete é para uso apenas deste funcionário, para ser ressarcido com gastos para o exercício da função, já que esse cargo não tem direito a diárias e outros benefícios da Câmara.

Segundo o prefeito, independente da justificativa, todos os vereadores devem seguir o que está previsto em lei. “O agente político é escravo da lei, se estiver na lei, não tem problema. Em tese, pela lei, não tem como a VI da chefe de gabinete ir para a conta da vereadora ou vereador. Porque o vereador já recebe VI. A VI do chefe de gabinete só pode ser usado pelo chefe de gabinete. Essa é a tese, a lei”.

por J1 Agora

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