MP denuncia homem por asfixiar criança de 5 anos até a morte

Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ofereceu denúncia contra José Edson de Santana, preso por assassinar seu enteado, Davi Heitor Prates, 5. Denúncia foi recebida pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Colíder Colíder (650 km ao norte de Cuiabá), magistrado Maurício Alexandre Ribeiro, nesta segunda-feira (20).

Conforme os autos, Justiça recebeu a denúncia, mas negou pedido de reconstituição do crime. Na decisão, magistrado cita o conjunto de provas levantadas após o crime e rejeita o requerimento, além de apontar que a sociedade colidense segue abalada com o assassinato da criança.

“Ademais, por corolário lógico, veda-se a reconstituição do crime que ofenda a ordem pública, aqui respaldada na própria segurança do implicado, já que a população Colidense ainda encontra-se profundamente revoltada com o crime”, narra o juiz.

Em seguida, magistrado relembrou, inclusive, o fato de que para que o preso fosse submetido à audiência de custódia foi necessário a troca de local no qual José Edson estava, cambiando assim o suspeito da delegacia de Alta Floresta “para se evitar um possível linchamento”.

O caso

Crime ocorreu no dia 3 deste mês, quando Davi brincava com o irmão caçula na rua de casa enquanto a mãe fazia o almoço.   Quando o menor entrou para beber água e voltou, a vítima não estava mais no local. As buscas então começaram e a investigação chegou ao acusado, que narrou o crime.    

José relatou que conversou com o menino, que o conhecia, pois o suspeito tinha namorado a mãe do menor. Abusando da confiança da criança, homem colocou a vítima na garupa da moto dizendo que iriam almoçar em um restaurante.    

No trajeto, mudou o caminho e disse ao menino que iriam pescar.    

“Que em determinado momento foram para debaixo da ponte, e lá o homem asfixiou com suas mãos as vias aéreas da criança, que chegou a se debater por 4 ou 5 minutos, e após esta desmaiar, amarrou a perna de Davi a uma pedra com uma corda, e em seguida o atirou no rio”, consta no documento.   

Por Gazeta Digital

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