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Preocupado com empresários, vereador cobra construção de viadutos na Imigrantes e teme que local se transforme em “cemitério de empresas”

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O vereador Rogério França Martins, o Rogerinho da Dakar (PV), participou da audiência pública, na manhã desta segunda-feira (09)  para debater a retomada das obras do Rodoanel e seus impactos perante o comércio e a população no geral.

 

O evento foi promovido em parceria com a Assembleia Legislativa, Senado Federal, Prefeitura e as Câmara de Cuiabá e Várzea Grande.

 

Dakar ressaltou a importância da conclusão desta obra para melhorar o trânsito e a trafegabilidade nas duas cidades. O parlamentar lembrou que as obras do Rodoanel estão paralisadas desde o ano de 2010, após denúncia de fraude na licitação.

 

O contorno Norte Cuiabá-Várzea Grande, tem uma extensão de 52 quilômetros de pista duplicada, a qual beneficiará direta e indiretamente mais de 39 bairros, atingindo cerca de 420 mil pessoas.

 

 

O projeto passa pela BR 163/364 em Várzea Grande, na altura do rio Pari e pela BR 070/163/364 em Cuiabá, na região do Sinuelo. Dos 52 quilômetros de extensão em pista de concreto, 41 km ficam na Capital e outros 11 km na cidade vizinha.

 

 

“O Rodoanel vai desafogar a Rodovia dos imigrantes, muitos pais de família morreram ali, a indicação para o sinaleiro ali é minha, mas sabemos que isto não resolve o problema, se não tiver este contorno, ficará ainda pior. Peço que o representante do governo, Carlos Brito e do Dnit Orlando Fanaia, levem este pedido para duplicação da Imigrantes e construção de viadutos nos trevos do Capão Grande São Matheus e Praia Grande, é um compromisso que já foi firmado com a Rota Oeste e até hoje não foi cumprido”, disparou.

Apreensivo com a situação dos empresários da região, que ficam ao longo da Rodovia, o vereador teme que o local possa se transformar em um “cemitério de empresas, como ocorreu com a Avenida da Feb, onde muitas empresas fecharam após a implantação dos trilhos do VLT, que prejudicou o acesso ao comércio.

“Minha maior preocupação é com as empresas, precisamos do Rodoanel, mas precisamos também, das pistas duplicadas, de viadutos, para que os motoristas tenham opções para escolher os serviços ofertados pelas inúmeras lojas que estão instaladas na Imigrantes”, explicou.

 

 

 

O presidente da Assembleia Legislativo, deputado estadual Eduardo Botelho, destacou a importância da participação de todas as categorias no debate, tendo em vista que, além da questão estruturante, a obra irá atingir também ao comércio e a trafegabilidade das duas cidades.

 

 

“O Rodoanel é muito importante para nós, para o aglomerado urbano e para o estado de Mato Grosso como um todo, uma vez que o trânsito tem paralisado muito na travessa de Cuiabá e Várzea Grande, criando transtorno para o perímetro urbano.

 

 

Então, o Rodoanel vem para resolver esse e outros problemas viários. Sabemos que a obra vai sair, por isso dessa audiência, pois não tratamos só da engenharia do projeto, como a questão social referente ao comercio, mobilidade, enfim”, enfatizou.

 

Representando o senador Wellington Fagundes (PR), o assessor parlamentar José Marcio Guedes ressaltou a disposição do republicano e dos demais integrantes da bancada federal em auxiliar o Governo do Estado a retomar essa obra.

 

 

“O senador não pode estar presente devido a uma agenda do Senado no exterior, mas vim representar a sua disposição em ajudar a resolver essa situação e garantir a retomada das obras. Percebemos isso também em toda a bancada”, disse.

 

Após a sua conclusão, o Complexo irá ligar a região do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, até o Distrito Industrial de Cuiabá, passando pela estrada da Guia (MT-010), Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), chegando a BR-364, recebendo assim todo trafego de veículos pesados da BR-163, desafogando o núcleo urbano de Cuiabá e Várzea Grande.

 

 

O secretário-adjunto da Casa Civil, Carlos Brito afirma que, a fim de garantir o apoio do Governo Federal na conclusão desta obra, o governador Mauro Mendes, inclusive, se propôs a aportar recursos de contrapartida.

 

 

“Esses nove meses de governo, debruçamos sobre esse projeto, que foi revisto dentro de todo o conjunto, pois passou-se muitos anos e precisou de atualizações. É um trecho dentro de Cuiabá e Várzea Grande,  mas que auxilia a todo o estado. O ante-projeto está pronto, essa licitação se dará por RDC para ganharmos tempo. É uma obra pra marcar historia no crescimento do nosso estado, em especial da região metropolitana”, finalizou.

 

 

De acordo com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Orlando Fanaia, as obras foram paralisadas porque o convênio que o Dnit tinha firmado com a Prefeitura de Cuiabá foi extinto. Mas antes disso, foram executados 11 quilômetros, ligando o distrito do Sucuri até a estrada que dá acesso a Chapada dos Guimarães.

 

“Antes de serem paralisadas não tinha sido feito nem os acessos, mas o DNIT acabou fazendo no Sucuri até a Rodovia Emanuel Pinheiro. Hoje, ela está em operação. O departamento tem um convênio com a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado, o anteprojeto já foi aprovado e estamos na tratativa da licitação com a secretaria de governo”, disse Fanaia.

 

Desde 2014, de acordo com Fanaia, o DNIT já depositou cerca de R$ 130 milhões na conta do governo de Mato Grosso. “As obras, no retorno, serão desenvolvidas em etapas. A primeira seria na BR-163, próxima a ponte do Rio Pari, no sentido até a pista duplicada de Chapada dos Guimarães. Com a retomada gradativa, os recursos serão gastos”, explicou Fanaia.

 

O superintende afirmou que o Governo Federal pretende fechar a licitação com o Estado através de um Regime Diferenciado de Contratação (RDC) e contratação integrada. Segundo ele, isso já está sendo discutido entre o Dnit e a Sinfra. “As obras, no total, estão estimadas em torno de R$ 550 milhões. Isso sem contar a parte ambiental que envolve mais recursos. O valor pode chegar a casa dos R$ 700 milhões”, disse Fanaia.

 

Questionado se a obra que está sendo executada tem a contrapartida o Estado, Fanaia afirmou que não. “Mas o Dnit está conversando com o secretário da Sinfra, Marcelo Padeiro. Depois disso vamos saber se o estado terá condições de dar a contrapartida. Mas, o mais importante é que o Estado já tem na conta R$ 130 milhões para tocar o restante da obra. O Dnit espera que as obras sejam retomadas em 2020”, explicou Fanaia.

 

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão (PSB), o Rodoanel é uma obra que vai integrar toda a baixada cuiabana. Segundo ele, o projeto tem outras melhorias que vai impactar de forma favorável no dia a dia de quem precisa trafegar na região.

 

“A Câmara de Cuiabá está junto nessa luta para ver o Rodoanel se tornar realidade. Acredito que com a união de forças da classe política, a conclusão das obras seja feita o mais rápido. Além de a obra integrar as cidades de Cuiabá e Várzea Grande vai desafogar o trânsito de veículos pesados no centro das duas cidades”, explicou Misael Galvão.

 

O superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso, Francisco Élcio, afirmou que o Rodoanel será fundamental para desafogar o tráfego de veículos pesados no perímetro urbano de Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, a estimativa de veículos em trânsito nas duas cidades é de 70% de carga pesada.

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Reforma da Previdência pode ser votada em 1º turno nesta terça-feira

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A reforma da Previdência terá um capítulo decisivo nesta semana. Está marcada para a próxima terça-feira (24), no plenário do Senado, a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma. Segundo parlamentares, o clima é favorável a uma aprovação.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), disse que a reforma da Previdência está “blindada”. Pela manhã, será votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o relatório referente às emendas recebidas em plenário. Após, a PEC para o plenário. A expectativa é cumprir o calendário, votando em segundo turno no dia 10 de outubro.

“Na semana seguinte, começarmos a votação em segundo turno. Em 10 de outubro, temos condições de entregar para o Brasil a reforma da Previdência”, disse Tebet.

Na primeira passagem da reforma pela CCJ, o relator da PEC, Tasso Jereissati (PSDB-CE), leu e submeteu seu parecer à comissão, que foi aprovado por 18 votos a 7 e levado ao plenário. No plenário, foram realizadas cinco sessões de discussão do tema.

Nem todas as sessões reservadas à reforma tiveram um quórum alto. Em algumas, poucos senadores pediram espaço para fala. O deputado Paulo Paim (PT-RS) pediu alteração das regras de aposentadoria especial, para profissões danosas à saúde e  mudanças nas regras de pensão por morte.

Em seu relatório, referente às emendas de plenário, Jereissati rejeitou 76 emendas recebidas no plenário do Senado que poderiam modificar a proposta e obrigar a volta do texto à análise dos deputados. O relator, no entanto, mudou a redação sobre o ponto que trata da criação de uma alíquota de contribuição mais baixa para os trabalhadores informais.

Cientes de que o relator não fará mudanças que provoquem a volta do texto à Câmara, alguns senadores jogam suas fichas na chamada PEC Paralela. A PEC, também relatada pelo tucano, promete trazer regras mais benéficas aos trabalhadores e foi criada para evitar alterações na PEC principal e, consequentemente, possibilitar uma aprovação em outubro.

A expectativa de Jereissati e Tebet é que haja uma diferença de 15 dias entre as votações da PEC original e as votações da paralela. No caso dessta, porém, a aprovação definitiva ainda levará tempo, uma vez que ainda precisa ser apreciada pela Câmara dos Deputados.

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