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Tem uma idade certa para se colocar prótese de silicone?

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Na verdade, não há uma idade certa. O que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) recomenda que as próteses de silicone em adolescentes possam ser colocadas se os hormônios do corpo já estiverem estabilizados, ou seja, que a menina já tenha menstruado e o corpo dela já pode ser considerado de uma mulher adulta.

Em geral lá por volta dos 16 anos de idade, mas quem menstrua mais tarde, a mama pode crescer até os 18 anos, mas não é regra.

Outro ponto é que para que seja feita a cirurgia, a adolescente por ser menor de idade tem que ter a autorização dos pais ou responsável, tanto pelos riscos como pela legislação.

Após a fase da autorização, a paciente e seus pais devem decidir pelo tamanho da prótese. Que é recomendado que seja sem exageros para não comprometer também a postura da adolescente.

A terceira fase é a cirurgia em si e depois o pós-operatório que define o sucesso da cirurgia que dura em torno de uma hora. Deve-se evitar suspender os braços acima da cabeça, exercícios físicos que envolvam tórax e braços, só podem ser feios após 30 dias assim como dirigir.

Em geral é feita prevenção de infecção com antibióticos por 10 dias.

Mas lembre-se, é importante que todo o processo desde a consulta até a cirurgia e o acompanhamento seja feito por um cirurgião plástico que possui registro no Conselho Federal de Medicina (CFM) e faça parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. E-mail: drbeneplastica@gmail.com

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Há 27 anos Mato Grosso perdia o seu “Chacrinha”

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“Alô, alô pessoal, estamos começando o Oito Especial”…
Assim o jornalista Malik Didier abria o seu Programa na TV Brasil Oeste (Canal 8), todos os sábados, às 10 horas. A irreverência era a marca inconfundível de Malik e está gravada para sempre na memória de toda população de Mato Grosso e de outros estados que sintonizavam a TV Brasil Oeste (Rede Bandeirantes, na época), via satélite. “Olha gente, estou aqui para mostrar o que vocês gostariam de ver”…

ACIDENTE
Rodovia Deputado Emanuel Pinheiro (Cuiabá – Chapada dos Guimarães), dia 15 de fevereiro de 1992, domingo, pouco antes das 17 horas. O VW Santana Quantum de Malik Didier, dirigido por sua esposa Elza Alves Pereira, choca-se frontalmente com um Chevrolet C-10, movido a gás, quando saía do Posto Natureza, no quilômetro dez da rodovia Cuiabá – Chapada. Faleceram, na hora, três membros da família Zahafi: Malik Didier Nemer Zahafi, 35 anos; o menino Caie Nemer Zahafi, um ano; e Elza Alves Pereira, 28 anos. Dois Passageiros que estavam no banco traseiro do Santana também se feriram.
A morte súbita de Malik Didier provocou uma grande comoção em Cuiabá e Várzea Grande. Uma legião de amigos, admiradores, autoridades e populares foram ao velório, na Funerária Dom Bosco, dar o último adeus a Malik, que, para muitos, foi um dos principais responsáveis pela completa mudança do telejornalismo mato-grossense.
Cumprindo o seu desejo manifestado meses antes, Malik e família foram enterrados no Cemitério Municipal de Chapada dos Guimarães. Antes, os corpos foram velados por mais de uma hora na Câmara de Vereadores de Chapada. Ele sempre dizia, brincando, que não queria lágrimas em seu enterro e, sim, alegria.
Para quem esteve no velório, foi um pedido difícil de ser atendido. “Malik era um predestinado”, disse o jornalista Pedro Pinto, editor da TV Centro América (Globo), na época.

CARREIRA
Batalhador, Malik começou no jornalismo na TV Centro América (Canal 4), em 1981, onde ficou até 84. Depois trabalhou na TV Brasil Oeste, do segundo semestre de 84 até fins de 86. Então, decidiu montar a sua própria produtora de vídeo. No início, tinha apenas uma Câmara VHS, um videocassete, um microfone e muita disposição para vencer. Três anos depois, em 89, venceu.
Proprietário da MBC Vídeo Produções, consolidou sua empresa como a maior e a melhor do ramo, em pouco tempo. Passou a produzir programas autônomos na TV Brasil Oeste. Além do “Oito Especial”, a MBC passou a produzir o programa Poliesportes, de Macedo Filho, e a co-produzir o jornal “Agora”, dirigido pela jornalista Rosana Vargas. A MBC encampou também algumas campanhas publicitárias. Malik estava radiante.

PESAR GERAL
Todos sentiram e lamentaram a morte prematura de Malik. Desde o início do mês de fevereiro de 92, ele estava preparando o desfile do bloco “Imprensando o Bebum”, que ajudou a fundar com Rosana Vargas e outros jornalistas, em 1987. Havia incumbido o ex-jogador Ernani (Mixto e Operário) de compor o samba enredo do Imprensando. Malik se foi, mas os jornalistas do Imprensando o Bebum, fizeram uma grande mobilização e o bloco desfilou no sábado gordo de Carnaval, no Parque de Exposição de Cuiabá, em sua homenagem. O ideário ficou. “Ele era o máximo”, afirmava Laura Lucena (hoje em Chapada dos Guimarães).
“Ainda não acredito”, disse Rosana Vargas, na noite de segunda-feira, dia 16, no Jornal de Mato Grosso Segunda Edição (TV Brasil Oeste), segurando para que as lágrimas não rolassem pelo seu rosto frente às câmeras. Nesse momento, ser profissional é muito difícil. “Ele não morreu; continua vivo na memória de cada um que o conheceu”, disse o repórter fotográfico Maurício Barbante, do então Jornal O Estado de Mato Grosso.
A melhor definição da época partiu do jornalista José Roberto “Bebeto” Amador, da TV Cidade Verde (SBT), Canal 12: “a televisão de Mato Grosso perdeu o seu Chacrinha”, relatou, numa alusão ao comunicador Abelardo Barbosa.
Com a morte de Malik, o jornalismo de Mato Grosso ficou mais pobre. Perdeu um símbolo.
O jornalista pode ser substituído. O símbolo, jamais.

Wilson Pires é Jornalista em Mato Grosso

 

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