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Educação

Rede pública municipal de Cuiabá terá mais de 600 novas vagas na Educação Infantil em 2019

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A Prefeitura de Cuiabá vai abrir novas vagas na rede pública municipal de Educação em 2019. Ainda neste primeiro semestre serão entregues à população dois novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), nos bairros Recanto do Sol e CPA III, totalizando 480 vagas. Outras 150 serão abertas em cinco unidades de creche. Ao todo, serão 630 novas vagas na Educação Infantil (0 a 5 anos), além das vagas na Educação Especial, modalidades onde a demanda é maior.

Para ampliar a capacidade de atendimento, a Secretaria de Educação publicou no dia 19 de dezembro, no Diário Oficial nº 1580, o Edital de Chamamento Público (003/208/GS/SME) para as unidades de ensino filantrópicas interessadas em atender de forma suplementar a demanda por creche e pré-escola, e as pessoas com deficiência. Os recursos são provenientes do Fundo Único Municipal de Educação (FUNED).

O secretário de Educação de Cuiabá, Alex Vieira Passos disse que outras medidas como um melhor gerenciamento das vagas existentes, obras de revitalização, manutenção e reconstrução, além da construção de novas unidades educacionais, serão intensificadas em 2019. “Medidas como estas tornaram possível que em 2018 fossem oferecidas à população 3.806 vagas nas unidades de creche e CMEIs (faixa etária de 0 a 3 anos e 11 meses) e 6.194, nas Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs), (de 4 a 14 anos) para o ano letivo de 2019”, disse Alex Vieira Passos.

Para atender a demanda nos anos iniciais, as primeiras unidades de creche que terão sua capacidade de atendimento ampliada estão localizadas nos bairros Tijucal (Creche Helenita Paes de Assunção e Creche Mariuza do Carmo Ojeda); Paiaguás (Creche Inocêncio Leocádio da Rosa); Santa Laura (Creche Jamil Boutros Nadaf); e Morada da Serra (Creche Risoleta Neves).  Essas unidades receberão salas rápidas, a partir dos próximos dias.

A construção de novas unidades educacionais, uma promessa do prefeito Emanuel Pinheiro à população cuiabana está sendo concretizada. Dois novos CMEIs serão entregues no aniversário de 300 anos da Capital. As unidades foram construídas com recursos do Governo Federal e contrapartida do Município. O CMEI Recanto do Sol, com investimento total de R$ 1.963.000 e o CMEI Lagoa Encantada, no CPA III, com valor estimado de R$ 2.305.000.

 

Futuro

Outras seis novas unidades de ensino já começaram a ser construídas no ano passado, os CMEIs dos bairros Voluntários da Pátria, Serra Dourada, Ribeirão do Lipa, Bela Vista, Doutor Fábio e Altos do Parque. Uma sétima unidade, cujo processo encontra-se na fase de licitação, deverá ser construída no bairro Aroeira. Serão mais de 1.500 novas vagas na Educação Infantil, até julho de 2020.

O investimento, no valor total de R$ 18 milhões, contará com recursos do Governo Federal, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contrapartida do Município.

Cinco das novas unidades serão do tipo 1, com 1.317,99 m2 de área construída e capacidade máxima para atender até 376 alunos em dois turnos (matutino e vespertino). A sexta unidade será do tipo 2, com 7.85,85 m2 e capacidade para máxima para atender até 188 alunos em dois turnos (matutino e vespertino).

Os CMEIs serão construídos dentro de um novo modelo proposto pelo programa Proinfância, do Governo Federal e receberão crianças de 0 a 5 anos e 11 meses, desde o Berçário e Maternal, que correspondem a creche 1, até o Jardim II, que corresponde a creche III.

“A gestão do prefeito Emanuel Pinheiro está promovendo um grande avanço na Educação, implementando ações que visam modernizar a estrutura física da rede, valorizando a comunidade escolar e buscando melhorar a qualidade do ensino no município. Essas iniciativas demonstram o quanto a gestão está comprometida em garantir o crescimento da educação básica em Cuiabá, por meio de políticas públicas efetivas, que assegurem a excelência nos serviços prestados à sociedade cuiabana”, destacou o secretário de Educação de Cuiabá, Alex Vieira Passos.

 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá

Por Maria Barbant

Educação

Faculdades de Cuiabá e Várzea Grande são suspeitas de fraudar Enade para obter notas

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São investigadas a Faculdade Cuiabá, a Cândido Rondon e a Desembargador Sávio Brandão.

Enade é o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, promovido pelo Ministério da Educação (MEC). O objetivo é avaliar as próprias instituições de ensino superior. O Enade substituiu o “provão”, que era aplicado em 2004.

O Fantástico teve acesso à gravação de uma reunião liderada por Maria Aparecida do Nascimento, diretora das três instituições: a Faculdade Cuiabá, a Cândido Rondon e a Desembargador Sávio Brandão.

Em 2015 as três faculdades – que oferecem os cursos de administração, direito, turismo e psicologia – tiveram notas baixas. As notas variaram entre um e dois, quando o máximo é cinco.

A aplicação seguinte do Enade foi em 2018. A repetição do mau resultado levaria à primeira sanção do MEC: diminuir o número de alunos nas faculdades. A reunião foi um mês antes do exame.

A maior parte dessa nota, 55%, sai de uma prova feita por estudantes veteranos que já tenham cumprido 80% do curso. A direção dessas faculdades deu um jeito de garantir que só os bons alunos fizessem o Enade: apressou a formatura dos alunos mais fracos, que poderiam abaixar a nota média.

Em julho de 2018, a formatura foi uma festa pra estudantes de três faculdades particulares de Mato Grosso.

Mas alguns deles nem deveriam estar ali.

Segundo um professor, a ordem que foi dada era para que os alunos que são ruins, se antecipa a formatura deles fazendo com que eles ganhem notas. Este professor trabalhava na faculdade no ano passado.

Ele (aluno) acabava sendo aprovado e recebia o seu diploma mesmo que não tivesse cumprido toda a carga do curso.

A repetição de maus resultados pode levar até ao fechamento de uma faculdade. Nas instituições dirigidas por Maria Aparecida Nascimento, os bons alunos que poderiam se formar antes da aplicação do Enade tiveram que se manter matriculados para fazer o exame.

Outras duas avaliações compõem a nota de uma faculdade. Uma delas é um questionário que o aluno preenche com perguntas sobre a instituição. Os alunos podem responder em qualquer lugar com acesso à internet, inclusive em casa, mas os professores obrigavam os alunos a responder o questionário nos computadores da faculdade, para controlar as respostas dadas.

Por telefone, falamos com estudantes que confirmaram a fraude.

Uma aluna disse que “indiretamente, houve uma indução, ao ponto de falar ‘olha, essa resposta não é boa para faculdade, melhor você dar outra”.

Por causa disso, um estudante de administração fez uma denúncia anônima na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, responsável pelo Enade. Segundo a denúncia, a faculdade ameaçou reprovar alunos que se negassem a participar da fraude.

Representantes do Inep disseram que já há uma apuração em andamento e que, após a conclusão do levantamento, a auditoria interna será encaminhada ao MEC.

A outra avaliação é uma vistoria feita pessoalmente por profissionais do Inep. Eles avaliam as condições oferecidas em laboratórios, bibliotecas e salas de aula. Nas três faculdades, isso também era fraudado.

Essa atividade preparatória para prova do Enade não pode substituir a atividade curricular tradicional.

Os professores dispensaram os estudantes da entrega de trabalhos curriculares e estágios e a nota do Enade foi transferida para o boletim.

Neste boletim, todas as matérias receberam 8,6. A mesma nota que um aluno tinha tirado na prova do Enade.

Segundo o diretor acadêmico das faculdades, Evandro Echeverria, gravado ao dizer aos alunos que “nós esquecemos tudo. Nós queremos nota do Enade. Se topar o Enade, nós esquecemos tudo”, disse por meio de nota que não trabalha mais nas faculdades e que, por isso, prefere não se manifestar.

A produção pediu a um perito forense que analisasse a gravação.

“Nós garantimos a identificação positiva para esses dois áudios, tanto a Cida quanto para o Evandro”.

Os advogados da diretora Maria Aparecida Nascimento negaram “qualquer alteração artificial” no preenchimento dos questionários e que não são “condizentes” as informações sobre interrupção do currículo e antecipação de formaturas.

Fonte: G1 MT

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