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Polícia desarticula esquema de comércio de CNH’s em operação com 60 mandados de prisões e buscas

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Um esquema de fraudes na obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é alvo da operação “Mão Dupla”, deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (05.12), pela Polícia Judiciária Civil,  por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). Os crimes de corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos no sistema Detrannet e organização criminosa, para venda ilícita de carteiras, eram operados de dentro do Departamento  Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT).

A operação “Mão Dupla” (alusiva aos dois sentidos de uma via) cumpre 60 ordens judiciais, sendo 25 mandados de prisão preventiva e 35 buscas e apreensões nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, São Félix do Araguaia, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Tangará da Serra, Juína e Rondonópolis. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Do total, 20 servidores do Detran-MT (Cuiabá e Tangará da Serra) e 15 particulares em colaboração, que são instrutores e donos de autoescola, com atuação conjunta de  servidores que montaram um “verdadeiro balcão de negócios” dentro do órgão para o comércio de CNH’s.

As investigações do inquérito policial 210/2017 iniciaram com informações repassadas pela Coordenadoria de Fiscalização de Credenciados do  Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), e denúncias que chegaram à Especializada, sobre a venda ilícita de Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A organização criminosa operava no agenciamento de candidatos que não detém capacidade técnica, para serem aprovados nos exames práticos e teóricos de direção veicular. Eles eram cooptados a fazer o pagamento da CNH, sem necessidade de realizar os testes, apenas assinavam as listas de presença e os laudos de provas. Após iam embora sem realizá-los.

Durante os trabalhos investigativos foram juntado aos autos 21 confissões de candidatos que confirmaram o pagamento de valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 4 mil, para serem aprovados sem a necessidade de realizar as provas do Detran.

Os valores, que podiam variar de acordo com a condição financeira do candidato, eram pagos aos representantes das autoescolas, que por sua vez repassavam aos servidores da banca examinadora do Detran.

Segundo a apuração, os examinadores usavam proprietários ou instrutores de centros de formação de condutores (autoescolas) como intermediários, os quais ofertavam os serviços para os clientes, fazendo a arrecadação do dinheiro, e, em alguns casos, repassando a parcela do examinador, “agindo de forma organizada e estruturada para o cometimento das fraudes apuradas, desrespeitando as regras e os procedimentos necessários para a obtenção da CNH.

Com base nas confissões e outros elementos de prova, a apuração confirmou que 30 candidatos foram beneficiados com as fraudes. Com a operação, a Polícia Civil espera chegar a um número maior de beneficiados.

Segundo o delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside e coordena a operação, foi revelado a existência de corrupção sistêmica, praticada por servidores do Detran-MT, refletindo na segurança das vias terrestres com proporções no território estadual e nacional.

“Nenhum mato-grossense fica imune às ações dessa organização criminosa, haja vista que todos utilizam as vias terrestres brasileiras e mato-grossenses e estão sujeitos a serem vítimas de condutores incapacitados para trafegar pelas vias em veículos automotores”, destaca o delegado.

Ranking de acidente

O Estado do Mato Grosso ocupa o 3º lugar no ranking em mortes no trânsito, segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (www.onsv.org.br), motivo que pode estar relacionado com a inabilidade dos condutores de veículos que trafegam nas estradas mato-grossenses, colocando em risco a própria vida e a de outras pessoas.

Efetivo

Participam da operação 180 policiais: delegados, investigadores, escrivães de unidades da região metropolitana (Diretorias de Atividades Especiais e Metropolitana),  com apoio das Regionais das cidades com mandados expedidos.

Operações semelhantes

Operações semelhantes foram realizadas ano de 2013 e 2014. A operação “Fraus” da Regional de Barra do Garças (2013) indiciou 125 pessoas no esquema de fraudes na obtenção e emissão de CNH. A operação Narted (2014) da Delegacia Fazendária indiciou 17 suspeitos envolvidos (servidores, ex-servidor, beneficiários, dono e ex-funcionários de autoescolas) no esquema de venda de CNH.

“Ainda assim as práticas ilícitas continuaram ocorrendo de forma persistente”, analisa a delegada titular da Defaz, Maria Alice Barros Martins Amorim.

 

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Everton, do São Paulo, é acusado de agredir garota; jogador nega, e pai registra B.O. por invasão

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Rubens Chiri / saopaulofc.net

O atacante Everton, do São Paulo, é acusado de agredir uma jovem de 21 anos na sua cidade natal, Nortelândia, a cerca de 230 km de Cuiabá. A garota, Joanna Darc Campos Dourado, afirmou, em Boletim de Ocorrência e em post no Facebook (já apagado), ter recebido um “murro” do atleta. Everton nega a agressão. O pai dele, Evandro Campos, também registrou B.O., mas por invasão de domicílio. A Polícia Civil promete apurar.

O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira, durante a festa de aniversário de 30 anos de Everton, na casa de um amigo, em Nortelândia. Joanna teria entrado na festa com dois amigos, sem serem convidados.

Ao serem expulsos do local, Joanna alega ter sido agredida por Everton, pelo irmão dele, Ebert, suas respectivas esposas e mais um segurança. O jogador nega veementemente a acusação.

– O jogador Everton Cardoso, do São Paulo, nega qualquer incidente envolvendo o seu nome. O que houve foi uma invasão da casa onde ele estava com a família na cidade de Nortelândia, no Mato Grosso, e os invasores foram convidados a se retirar pelo segurança do jogador. O pai do atleta, Evandro Campos, registrou essa invasão na polícia local. O caso está na justiça e o jogador e sua família esperam que os invasores sejam punidos – diz nota oficial enviada à imprensa pela assessoria de Everton.

A acusação
Joana fez um post no Facebook, dizendo ter sido agredida e exibindo um ferimento na boca. Horas depois, porém, apagou o post, por aconselhamento de seu advogado, Erick Rafael.

Garota de 21 anos diz ter sido agredida por Everton, do São Paulo; post já foi apagado por ela — Foto: reprodução
Garota de 21 anos diz ter sido agredida por Everton, do São Paulo; post já foi apagado por ela — Foto: reprodução

No Boletim de Ocorrência, Joanna diz ter ido de madrugada até a casa onde Everton realizava a sua festa de aniversário. Por não ter sido convidada, acabou sendo expulsa de casa pela mãe do jogador. Na saída, Joanna atirou cerveja na piscina e seguiu até a casa de uma vizinha da família, chamada Lurdes Casado, onde, segundo Joanna, a esposa de Everton e a sua cunhada foram tirar satisfação com ela.

Joanna, então, diz ter ido embora na sequência. Já em casa, ainda de acordo com o que registrou no BO, Joanna diz ter sido agredida por Everton, pelo irmão do atacante, Ebert, suas esposas e um segurança da família.

Pessoas que estavam na festa e foram ouvidas pela reportagem do GloboEsporte.com negam essa versão e dizem que Everton não saiu de casa em nenhum momento.

– Não houve agressão nenhuma. Ela e os amigos invadiram a casa do Everton e foram expulsos quando descobriram eles lá. E só foi isso. Não teve agressão nenhuma. Everton ficou vendo tudo de longe. Nem chegou perto dela – disse uma testemunha, que pede para não ser identificada.

Os relatos nos dois Boletins de Ocorrência
Joanna Darc foi a primeira a registrar B.O., por agressão. Ela citou Everton dentre os agressores:

– Joanna Darc informou que foram atá a casa do jogador Everton onde eles estão hospedados para tirar uma foto. Nesse momento a Nilda, mãe do jogador, perguntou quem tinha convidado vocês? A Joanna ficou brava e jogou a cerveja na piscina da casa. Se retirou e foi para a casa da vizinha, da professora Lurdes Casado. A esposa do Everton e a nora da Nilda foram até a casa da Lurdes, e perguntou por quê você está chamando a minha sogra de puta? A Joana disse você está louca. Eu não disse nada. Nesse momento foi embora para a sua casa. Logo em seguida o segurança, o Everton, Eberton e a sua esposa começaram a agredir a vítima (sic) – diz o B.O. feito por Joanna.

Em outro Boletim de Ocorrência, o pai de Everton, Evandro, dá a versão da família do jogador:

– Compareceu nesta delegacia de polícia o senhor Evandro Campos da Silva, ora vítima acima qualificada, comunicando que: nesta madrugada estavam na residência do senhor Gilmar Gomes, onde estão hospedados, quando por volta das 2h desta data, chegaram na residência duas mulheres e um rapaz, adentram sem serem convidados. E começaram a tumultuar o ambiente. Nesse momento, o segurança Marcelo Soares Silva, que estava no local, os convidou para que se retirassem do local. O rapaz de cabelos pintados de loiro disse que eles não iriam se retirar. E começaram a discutir com a mãe e a esposa do jogador Everton. O segurança interveio e os colocou para fora da residência. Após uma hora depois voltaram novamente para querer brigar com o segurança, mas não adentraram mais na residência. Diante do ocorrido, registra-se para as devidas providências – diz o Boletim de Ocorrência, registrado pelo pai de Everton.

A Polícia Civil confirmou os dois Boletins de Ocorrência e que vai apurar o caso.

Fonte:Por Olímpio Vasconcelos Cuiabá – GloboEsporte.com

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