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Polícia Civil prende homem por ameaças à jovem que teve fotos íntimas vazadas

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A Polícia Judiciária Civil identificou e prendeu um rapaz de 25 anos que estava extorquindo uma jovem de 19 anos, que procurou a Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande, na sexta-feira, 8 de março. O suspeito,Bruno Pereira dos Santos, 25 anos, foi preso em flagrante por extorsão em concurso de pessoa. Ao menos três mulheres eram extorquidas por ele, após terem fotos íntimas vazadas. O flagrante ocorreu neste sábado (09).

A vítima, que é universitária, contou aos policiais que era chantageada por um homem que se identificava por Marcos. Ela teve fotos íntimas vazadas que acabaram sendo usadas pelo suspeito para extorsão.  A moça informou que no dia  22 de fevereiro recebeu a primeira ameaça e no dia 8 de março voltou a receber mensagens do suspeito exigindo dinheiro, a quantia de R$ 2 mil, que deveria ser entregue a um terceiro, chamado de Bruno, pessoa que ficaria responsável por encontrá-la.

Diante disso, a jovem pediu ajuda na Polícia Civil, após o suspeito marcar encontro no estacionamento de um supermercado na Avenida Miguel Sutil, em Várzea Grande.  Uma equipe policial monitorou o encontro e fez a abordagem do suspeito que foi levado até a Delegacia.

No celular dele foram encontradas fotos íntimas da moça, além de fotos de outras vítimas mulheres que estavam, possivelmente, também chantageadas.  Contra ele também foram identificados outros dois boletins de ocorrência, narrando situações de extorsões.

O celular foi apreendido e será encaminhado à perícia. No aparelho foram identificados dois números diferentes com o aplicativo Whatsapp, sendo um o número a qual a vítima vinha recebendo as mensagens de extorsão.

Ao ser interrogado, o suspeito Bruno Pereira contou que o primeiro contato com a vítima foi por um dos números e se identificou como Marços. Ele disse que após a vítima confirmar ser ela nas fotos, falou que era do “presídio” e integrante de uma facção criminosa, para qual agia. A partir daí passou a exigir dinheiro da moça, mas ao ser questionado se exigia que ela também mantivesse relação sexual com ele, negou o fato.

O delegado Guilherme de Carvalho Bertoli disse que o suspeito, além de ameaçar divulgar nas redes sociais as fotos da vítima, também fazia ameaças de morte a ela e seus familiares. Para as chantagens, antes ele realizava levantamento da vida da vítima, como endereço e nomes dos pais e local de trabalho.

O preso será encaminhado para uma unidade prisional, à disposição da Justiça.

 

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Operação da Polícia Civil apreende documentos e cartões de indígenas retidos em poder de agiotas

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Três mandados de busca e apreensão domiciliar com objetivo de apurar crimes de usura, apropriação indébita e estelionato praticados contra indígenas da etnia Xavante foram cumpridos pela Polícia Judiciária Civil,  na operação A’uwe deflagrada, na quinta-feira (21.03), pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças (509 km a Leste).

Segundo o delegado da Derf, Wyliney Santana Borges, a operação denominada “A’uwe” (que significa “Povo Xavante” na linguagem indígena), resultou na maior apreensão de documentos e cartões bancários pertencentes a indígenas em poder de agiotas no Estado de Mato Grosso.

As investigações demonstram que os suspeitos emprestam dinheiro para os indígenas, cobrando juros que variam entre 10% a 40% mensais, e como garantia de recebimento, retém os cartões bancários com as respectivas senhas das vítimas, somente devolvendo quando recebem o valor emprestado acrescido de juros.

Durante as buscas nas residências dos suspeitos, foram apreendidos 135 cartões bancários com senha dos indígenas, incluindo do programa federal “Bolsa Família”, além de 242 documentos pessoais e oficiais de índios, dentre eles carteira de trabalho, RGs, CPFs e títulos de eleitor.

Em uma das casas, foram encontradas ainda duas máquinas de cartões, que eram utilizadas para passar os cartões das vítimas, em que o dinheiro tinha como destino a conta bancária de um dos investigados, evitando que precisassem ir ao banco para sacar os valores.

Wilyney Santana explica que devido aos juros exorbitantes as vítimas entram em um ciclo que pode durar anos. “Neste período o indígena fica sem nenhum controle do recebimento de salário, aposentadorias e benefícios que recebem, e como precisam de dinheiro para sua subsistência, voltam novamente nos suspeitos, alimentando o ciclo interminável de empréstimos”, disse o delegado.

As investigações prosseguem tramitando pela Derf de Barra do Garças.

Fonte: Assessoria | PJC-MT

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