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Polícia

Operação resulta na apreensão de maquinários por desmatamento ilegal

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Três tratores esteiras apreendidos e uma pessoa conduzida em flagrante por desmatamento ilegal na região de Itiquira, município distante 363 Km de Cuiabá. Esse foi o saldo de uma operação realizada na quinta-feira (20), em pleno feriado. A fiscalização  foi realizada pela 2ª Companhia da Polícia Militar de Rondonópolis em atendimento a requisição do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. O desmatamento ocorreu na fazenda Nossa Senhora de Aparecida do Norte, antiga fazenda Triunfo.

De acordo com o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, a fiscalização foi realizada a partir do projeto “Olhos da Mata”, que utiliza alertas da plataforma Global Florest Watch para identificar semanalmente áreas de perda de cobertura florestal usando informações de imagens de satélite em tempo próximo da real. Assim que recebidas, as coordenadas dos alertas do desmatamento são cruzadas com informações do imóvel e seus proprietários e o Ministério Público faz a comunicação imediata, por telefone, bem como notifica os proprietários pelos Correios. Os alertas são emitidos a partir de desmatamentos de 0,09 hectares.

“Os responsáveis alegaram que realizavam limpeza de pastagem, mas se constatou que, em dado momento, passaram efetivamente a realizar desmatamento ilegal, com a supressão de cobertura florestal. Nesse momento, dois alertas GLAD foram disparados e o Ministério Público agiu para coibir a ação logo em seu início, inclusive acionando a PM Ambiental, já que havia indícios de flagrante delito”, esclarece o promotor.

Conforme boletim de ocorrência confeccionado pela PM, na sede da fazenda foi confirmada a supressão da vegetação nativa do Cerrado, atingindo inclusive Área de Preservação Permanente. Foram derrubadas árvores das espécies aroeira, angico, pequi, entre outras, que estavam amontoadas em leiras.

Segundo os policiais, as árvores derrubadas ainda estavam com folhas verdes, o que demonstra que a atividade ilícita havia se iniciado há pouco tempo. No local também foi encontrado um correntão de aproximadamente 40 metros que era utilizado para fazer a derrubada da vegetação. O referido equipamento também foi apreendido.

 

Redação

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Polícia

Operação investiga garimpo ilegal de ouro em fazenda e prende três pessoas por crimes ambientais

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Operação Aurum, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil de Colíder nesta terça-feira (19.11), com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, prendeu três pessoas suspeitas da prática de crimes ambientais, como a extração e garimpagem ilegal de minério e usurpação de matéria-prima da União. A propriedade foi autuada pela Sema com multa no valor de R$ 1,100 milhão por crime ambiental.

Diligências realizadas por equipe da Delegacia Municipal de Colíder, coordenada pelo delegado Ruy Guilherme Peral, constataram indícios de crime ambiental em uma fazenda da região, onde era praticada a extração ilegal de ouro. No local foi apreendida uma pá escavadeira avaliada em R$ 160 mil.

Três pessoas, sendo um advogado e dois trabalhadores que operavam o equipamento na propriedade rural, foram autuadas em flagrante pelos crimes ambientais. O advogado T.V.R. se identificou aos policiais como responsável pela propriedade e pelas atividades de extração aurífera.

Os três homens foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Colíder para depoimentos e lavratura do flagrante. De acordo com o delegado Ruy Guilherme, a escavadeira ficou sob responsabilidade da Secretaria de Obras e Infraestrutura do município, que está como fiel depositária do equipamento.

Os três autuados continuam presos, uma vez que os delitos imputados ultrapassam cinco anos de prisão. Os flagrantes foram comunicados à Justiça Federal da região, a quem cabe decidir pela manutenção das prisões.

“As investigações continuam para coletar novas evidências dos crimes. Os proprietários da fazenda não se encontravam no local, mas serão autuados pela Polícia Civil nas práticas criminosas de danos ambientais”, explicou o delegado.

Em setembro deste ano, a Polícia esteve na mesma propriedade para apurar a atuação irregular de garimpo na fazenda, contudo, não foram encontrados indícios dos crimes ambientais que possivelmente teriam sido ocultados pelo responsável da área. “Continuamos atuando para combater a prática de crimes que trazem danos ambientais expressivos à região”, destacou o delgado Ruy Guilherme Peral.

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