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“O recado foi dado”

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Por: Gabriel Guilherme

A população reagiu e o resultado foi comprovado nas urnas.

As últimas eleições nos trouxeram um recado inequívoco, baseados nos simples e sinceros predicados de mudança e renovação.

O recado nas urnas foi dado claramente. Embora, ainda tenhamos um longo caminho para percorrer, o eleitor começou a mudar, e permanece, em seu constante estágio de evolução.

Os cuiabanos, mato-grossenses, brasileiros e afins, finalmente estão começando a dizer “não” às velhas práticas e aos inúmeros caciques da política.

Muitos destes, envolvidos em diversos escândalos de corrupção, e sem qualquer comprometimento com a sociedade brasileira.

O interesse em restaurar a ética e a transparência no setor público, estimulou os eleitores, a depositarem nas urnas um voto crítico e consciente, nos possibilitando uma positiva renovação em nossos quadros políticos.

As renovações foram marcantes.  No Senado Federal, por exemplo, o índice de renovação alcançou a marca dos 85%.

E, mesmo com o peso político da máquina pública em mãos, dez governadores não conseguiram renovar com a sociedade, o seu compromisso por mais quatro anos de mandato.

Enfim, o resultado foi claro. E só não vê quem não quer.

Desde o processo da redemocratização, a nossa jovem democracia, jamais passara por um processo de mudanças tão marcante, como nas últimas eleições.

Trazendo em sua história a árdua marca de dois processos de impeachments, constantes atos de estelionatos eleitorais e corrupção, a nossa “ferida” e “prematura” democracia, passa por um processo de ressurgimento.

Processo este, que carrega contigo, os ideais e princípios de uma nova geração, formada por jovens líderes, os quais acreditam que a política não é feita apenas por meio do voto, mas sim, por meio de ações que buscam reduzir a distância entre a população e a política.

O grande desafio do momento é ir além do temporário, e construir uma forma de atuação contínua, a fim de que possamos conquistar nossas demandas populares não somente apenas às vésperas das eleições.

É preciso construir uma nova cultura de que o cidadão também é parte desse processo. A nova política baseia-se nisso.

É necessário que voltemos a confiar em nossos políticos, e que estes realmente representem às verdadeiras necessidades da população.

É isso que a população deseja. A proximidade com o seu representante político e a presença dele nos momentos de aflição em que se necessita de um serviço público de qualidade.

Afinal, política é isso. É esperança. É oferecer oportunidades de vida para que às pessoas possam vencer. É trabalhar para que as coisas avancem e melhorem. Isso é política. Isso é a nova política.

Que essa renovação não seja apenas de cadeiras. Mas, sim de princípios, de valores e ideais.

Que se valorize o que está dando certo, se corrija os erros, para que, em breve, possamos formar uma grande aliança em torno de um novo momento político para o Brasil.

E, por fim, que não se tolere mais qualquer tipo de atos de corrupção, nem por parte do político, e muito menos por parte do eleitor.

Gabriel Guilherme é suplente de vereador por Cuiabá e estudante de Direito da Universidade de Cuiabá (Unic).

Gabrielguilherme560@gmail.com

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Agronegócio não é o vilão

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O agronegócio merece total atenção do governo e não deveria ser tema de tanto tabu entre os brasileiros, vem do agro nosso alimento e a “vitamina” que nossa economia precisa. Números testificam tamanha importância do campo.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerrou o ano de 2018 em R$ 569,8 bilhões. Os valores da produção de algodão e de soja foram os maiores registrados na série iniciada em 1989. Esses resultados trouxeram importantes benefícios, especialmente àqueles estados onde predominam as lavouras desses produtos, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento toram claros a necessidade do país acreditar e tratar como grandes empresários os produtores, sendo eles protagonistas de um Brasil conhecido internacionalmente por alimentar o mundo. No cenário em que a população mundial só cresce é preciso valorizar os produtores dos alimentos.

Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Municípios do agronegócio lideram crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).  Mais de 5 mil municípios mostram forte crescimento nas principais regiões agrícolas. Levantamento com base no valor nominal do PIB de 2016 revelou que 82% dos municípios brasileiros classificados como os maiores produtores do agro tiveram crescimento nominal superior à taxa anual do PIB do país, que foi de 4,4 % entre 2014 e 2016.

Quando isolados os 100 maiores produtores agrícolas, o crescimento médio foi de 9,81%, no período. Esses municípios respondem por 7,2% do PIB do país, e por 27,5% do Valor Bruto da Produção (VBP Lavouras).

Robustez do agro que contribui com o desenvolvimento econômico dos municípios, estados e nação. Portanto, é vital políticas públicas com mais apoio ao agronegócio e a célere desconstrução da imagem pejorativa de que o agro é o vilão.

Crédito: Pérsio Oliveira Landim, advogado, especialista em Direito Agrário, especialista em Gestão do Agronegócio, presidente da 4ª Subseção da OAB – Diamantino (MT)

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