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O preço do progresso

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Foto: Emanuel Neto

Nas últimas décadas o estado de Mato Grosso sofreu uma mudança em sua base econômica,  com o avanço do agronegócio, transformando grandes regiões de mata em extensas áreas de monoculturas agrícolas, principalmente a soja.

A produção de soja entrou no município  a uma velocidade crescente, porém a falta de planejamento e estrutura disponibilizada gera impactos negativos, tanto em Rosário Oeste como em outras cidades do estado.

As condições de trafegabilidade, não são satisfatórias, pois temos estradas, rodovias e principalmente pontes, que foram construídas para atender o produtor rural, que escoava sua pequena plantação de mandioca, hortaliças, arroz e animais. Basicamente a economia de muitas cidades, principalmente na zona rural era a agricultura familiar que deu lugar ao agro, desde a década de 1980.

boom das commodities e a liberalização da economia”, fortaleceu a atividade que hoje se concentra na mão dos barões do agronegócio, fazendo com que o Mato Grosso tenha fundamental importância no PIB (Produto Interno Bruto) e na balança comercial.

Se por um lado, isto é excelente, por outro preocupa, os prefeitos que com os recursos do Fethab, buscam soluções paliativas para o problema, como desabamento de pontes, que deixam comunidades isoladas. As péssimas condições de trafegabilidade, ocasionadas pelas carretas e caminhões carregados, que comprometem o bom estado das estradas e rodovias, deixando-as em péssimas condições para carros de passeios e de pequeno porte que são utilizados pelo produtor rural

Uma grande transformação, ocorreu nos povoados e cidades à beira do caminho. O progresso – tanto o bom quanto o mau progresso, acabou chegando e mudando consideravelmente e vida dos moradores das vilas, assentamentos e comunidade rurais nas mais diversas regiões.

A necessidade eminente de esforço conjunto do governo estadual e prefeituras municipais para a expansão do agronegócio é urgente, os governos precisam de um planejamento a médio e longo prazo, que inicialmente resolva o problemas das estradas que estão em condições precárias, como em Barra do Bugres, Nova Marilândia, Denise, Nova Olímpia, Santo Afonso, na zona rural da maioria dos municípios.

Reconstrução das pontes é outro ponto que deve ser debatido por órgãos estaduais, municipais e federais, que devem apontar uma solução rápida, uma vez que muitos municípios, padecem com a velha estrutura que nãosuporta o intenso tráfego das carretas e acaba caindo deixando comunidades inteiras prejudicadas.

Apontar um caminho, que seja viável isto é o que se espera de todos, para que pequenos e grandes agricultores tenham êxito e continuem gerando emprego e renda no estado.

Por Elisângela Neponuceno- jornalista em Mato Grosso

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O governo pode estar certo!

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Nas últimas semanas, o projeto de lei que trata da revisão dos incentivos fiscais
em Mato Grosso (PL 114/19), tomou conta dos noticiários e não menos, dos
bastidores mais recônditos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. E não é
para menos, pois é um dos mais importantes projetos de lei dos últimos tempos
no Estado de Mato Grosso.

Trata-se, primeiramente, de uma obrigação. Cumpre o Governo estadual, uma
exigência imposta por lei federal, com prazo final em 31/07/19. Até lá, o
governo tem de “fazer um inventário” de todos e quaisquer atos normativos,
que concederam incentivos fiscais, editar uma Lei e, posteriormente depositar
junto ao CONFAZ, assim, regularizando todos os incentivos fiscais que
permanecerem “aprovados” após este processo legislativo.

Há que se destacar que todos os estados deverão fazer o mesmo, sob pena
capital de REVOGAÇÃO de todos os incentivos fiscais até aqui concedidos.
Após apresentação do Projeto, começou um “Deus nos acuda”. Os sindicatos
patronais, poderosos como sempre, lançaram mão de suas artilharias pesadas,
criando uma narrativa de aumento de impostos e de que isso, sem dúvida se
reverteria em aumento de preços.

E o que fizeram os sindicatos dos servidores públicos, o Fórum Sindical e demais
entidades de defesa dos consumidores e trabalhadores? Até agora nada, nem
uma nota, nem um pio sobre o assunto.
Neste sentido, dou o primeiro passo sobre esse necessário posicionamento. Não
é por que “hay gobierno que soy contra”. Tento ser mais responsável neste
momento de duro embate entre as categorias e o governo de Mauro Mendes.

 

Antonio Wagner Oliveira

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