conecte-se conosco


Educação

Luta nacional pela educação e aposentadoria ganha frente de defesa em Cuiabá

Publicado

em

A paralisação nacional em defesa da educação pública e contra o desmonte da aposentadoria nesta terça-feira (13.08), em todo o país, ganhou em Cuiabá uma proposta de luta ainda mais ampla, com o lançamento da Frente em Defesa da Educação Pública e Gratuita, da qual o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) participa.

Após suspender uma greve de 75 dias, os profissionais voltam para as ruas para mais esse enfrentamento, agora integrando um coletivo que exige o fim da mercantilização da educação e da aposentadoria. “Toda essa nossa mobilização é para dizer o que governo brasileiro está fazendo na política nacional e o desmonte daquilo que é essencial para os trabalhadores e trabalhadoras e para a sociedade brasileira”, destacou o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.

O presidente do Sintep/MT lembrou ainda que apesar da suspensão da greve, a batalha dos profissionais da educação continua em razão do não atendimento da pauta prioritária dos trabalhadores da educação, que é a defesa da Lei 510/2013. E mais, que os ataques do governo Mauro Mendes não são isolados e integram a agenda nacional.

Segundo a organização da Frente em Defesa da Educação Pública, a greve dos trabalhadores da rede estadual de Educação, que durou mais de 70 dias, foi um dos pontos que culminou na unidade de diversas entidades. Bem como, o corte do orçamento para as universidade, e a entrega da educação pública superior – produtoras de mais de 90% das pesquisas realizadas no país – nas mãos da iniciativa privada. “Precisamos compreender que as políticas implementadas pelos governos tem como objetivo o desmonte dos direitos sociais”, alertou Valdeir Pereira.

O ato na capital teve concentração na praça Alencastro, seguido por passeata pela Avenida Getúlio Vargas, Barão de Melgaço, Isaac Póvoas, Prainha (Tenente Coronel Duarte) até voltar ponto inicial.

Participaram da manifestação da Educação e da Frente em Defesa da Educação trabalhadores e trabalhadoras do Sintep/MT, bem como DCE/UFMT – Diretório Central dos Estudantes da UFMT; UJS – Unidade da Juventude Socialista; Fórum Permanente de Saúde; UNE – União Nacional dos Estudantes; FENET – Frente Nacional dos Estudantes de Ensino Técnico; Sintep-MT; Coletivo Negro; Unidade Classista; UJC – União da Juventude Comunista; Livre-Mente; Intersindical; Sinasefe – Seção Sindical Mato Grosso; Adufmat – Seção Sindical do ANDES; Sintuf – Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos.

Assessoria/Sintep-MT

Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Educação

Seduc encaminha sugestão para reposição de aulas as escolas

Publicado

em

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) encaminhará, esta semana, às escolas estaduais que estavam paralisadas, documento orientativo e uma minuta com sugestão de calendário para a reposição das aulas. Ao todo, foram 75 dias de paralisação, porém serão repostos 42 dias letivos.

Parte das escolas paralisadas retomaram as aulas nesta segunda-feira (12.08) e as demais voltam na quarta-feira (14).

Conforme a secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, a elaboração do calendário de reposição ocorrerá pelas próprias escolas, juntamente com os Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar (CDCE), que passarão a minuta desse calendário às assessorias pedagógicas para validação e homologação da Secretaria de Estado de Educação.

“É importante ressaltar que a Seduc não está inerte diante de todo esse processo. Encaminharemos às unidades escolares um documento orientativo e uma proposta de calendário para reposição dos 42 dias letivos”, explicou a secretária, lembrando que dos 75 dias de paralisação, 33 são de sábados, domingos e feriados, o que não conta como dia letivo.

Conforme a sugestão da Seduc para as escolas que aderiram à greve, as aulas serão retomadas nesta segunda-feira (12) ou na quarta-feira (14) e o ano letivo de 2019 será finalizado por volta de 15 de fevereiro de 2020. Logo após essa data, haverá um período de férias de 30 dias. O ano letivo de 2020 para essas escolas começará na segunda quinzena de março.

“Em 2020, a Seduc terá dois calendários vigentes, um para as escolas que não aderiram à greve e que começarão o ano letivo em fevereiro e outro para as escolas que estavam paralisadas, cujo ano letivo está previsto para começar por volta de 23 de março”, acrescentou a secretária.

Pagamento dos salários

Quanto aos salários dos servidores que tiveram o ponto cortado, o Governo do Estado fará o pagamento dos dias de reposição referente aos meses de maio e de junho em uma folha complementar no dia 20 de agosto. Os salários dos meses de julho e agosto serão acrescentados na folha de agosto, que será paga no dia 10 de setembro.

A proposta do Governo do Estado para encerrar a greve foi feita na última segunda-feira (05.08) e contemplou não apenas os profissionais lotados na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mas todos os servidores públicos estaduais, com o objetivo de assegurar a Revisão Geral Anual (RGA) e os demais aumentos previstos em lei.

Na proposição apresentada, assim que o Estado voltar aos limites da LRF, todo o espaço fiscal aberto abaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para a concessão da RGA e dos aumentos remuneratórios aos servidores.

Deste espaço fiscal, 75% será destinado à RGA para todos os servidores públicos e os 25% restantes para os reajustes já concedidos nas leis de carreira – que beneficiariam os profissionais da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

Redação

Continue lendo

Artigos

Polícia

Política MT

Várzea Grande

Cuiabá

Mais Lidas da Semana