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Logística do agro é desafio para Bolsonaro

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Após 100 dias de gestão, o governo Bolsonaro soma os desafios perante o agro que impulsiona o país.

Além da importância da Lei Kandir,  que trata da  isenção do pagamento de ICMS sobre as exportações de produtos primários e semielaborados ou serviços. Por esse motivo, a lei sempre provocou polêmica entre os governadores de estados exportadores, que alegam perda de arrecadação devido à isenção do imposto nesses produtos. Outro percalço do agro está na logística, nas diferenças de preço para escoamento da produção, entre os modais rodoviário e ferroviário; tabelamento dos fretes; e a falta de interesse em verticalizar o transporte da safra, adotando frotas próprias.

Os contratos de concessão das ferrovias são sigilosos, impossibilitando o produtor rural de saber o montante gasto pelas empresas na manutenção do serviço e a margem de lucro nas operações.

O governo Jair Bolsonaro está alinhado com os interesses do agronegócio em logística, ao escolher como ministro de infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas. Apesar do cenário político considerado favorável, pouco há de expectativa de melhora nas rodovias, por conta da crise financeira que o país atravessa.

A logística é um dos principais componentes desse cenário. Ela é responsável por fazer com que o que é produzido chegue à mesa das pessoas de forma ágil e com todas as suas propriedades preservadas.  Portanto, é  fundamental integrar três processos essenciais: a logística de suprimentos, o apoio à produção agropecuária e a distribuição.

Essa otimização faz com que a cadeia de produção alcance níveis elevados de qualidade em todos os produtos e garante melhores resultados para o negócio a curto, médio e longo prazo.

Um dos maiores desafios do agronegócio é fazer a gestão dos insumos necessários para a produção agrícola e agropecuária, de modo a promover a eficiência e a economia de recursos.

Ao contrário dos Estados Unidos, por exemplo, poucos agricultores no Brasil dispõem de armazéns em suas propriedades, o que obriga que o caminhão seja carregado dentro da própria lavoura.

A logística é parte essencial da produção, envolvendo a produção agrícola e pecuária e, para que os produtos sejam entregues com qualidade as três partes da logística devem trabalhar de modo integrado, completando uma à outra, sempre com eficácia e eficiência.

Desta forma, os produtos serão entregues da melhor maneira possível permitindo que os setores cresçam e se desenvolvam, com as melhores práticas e os menores custos.

Portanto, há diversas lições de casa ainda por serem feitas para evitar o que os mais pessimistas têm chamado de “apagão logístico”. Já há algumas boas soluções em curso, que envolvem projetos de infraestrutura logística, beneficiando tanto o transporte quanto o armazenamento de grãos. Por exemplo, uma série de novos corredores de transporte vêm se consolidando no país, os quais deverão resultar uma clara reorientação de nossa matriz de transportes – ainda predominantemente rodoviária.

O caso mais representativo é o do chamado Corredor Noroeste, que inclui a rodovia BR 364 (que liga Cuiabá, MT a Porto Velho, RO), o rio Madeira e o rio Amazonas como vias articuladas para a movimentação da soja a partir da Chapada dos Parecis e de Rondônia (região de Vilhena) até o porto de Itacoatiara (AM), terminal este de transbordo para os navios de maior calado destinados a mercados externos.

Uma latente preocupação do atual governo perante o setor, a estruturação dos modais essencial para o fortalecimento do agro tão imprescindível para economia de um país com dimensão continental.

Fonte: Pérsio Oliveira Landim, advogado, especialista em Direito Agrário, especialista em Gestão do Agronegócio, presidente da 4ª Subseção da OAB – Diamantino (MT)

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60 anos da Rádio Difusora Bom Jesus

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O ano era 1.959. No dia oito de janeiro, o jornal ‘A Cruz’, editado pela igreja católica desde 1.910, estampava a chegada da Rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá. A inauguração oficial da quarta emissora de rádio de Mato Grosso, fruto de um trabalho visionário do então bispo diocesano da capital, Dom Orlando Chaves, ocorreu em 23 de agosto daquele ano.

Por nossos microfones, na frequência 630 AM, já contamos muitas histórias; narramos a época de ouro do futebol cuiabano, os programas de culinária da Dona Aurora Chaves de Vasconcelos, irmã de Dom Orlando Chaves. Também fomos voz marcantes com as radionovelas, programas de alfabetização, radiojornalismo, rondas policiais, música, cultura, missas e muito mais.

Aliás, desde o nosso primeiro slogan: “A voz que traz a mensagem de Cristo”, seguimos fiéis com nosso papel evangelizador, preocupados com a formação cristã do nosso povo, da nossa gente.

O tempo passou. E hoje, celebramos 60 anos de um longa e linda história, alicerçada em valores que jamais passarão. Ao mesmo tempo que percorremos um longo caminho, estamos de olho em um novo tempo. Essas seis décadas de histórias nos prepararam para uma das mais importantes mudanças de toda nossa trajetória.

Com a graça do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, e a intercessão de Nossa Senhora do Pantanal, em 2020, a qualidade, a informação, a credibilidade e a mensagem da Rádio Difusora estarão ainda mais limpos e claros, com qualidade digital.

Deixaremos de ser AM e passaremos a operar em FM, ou seja, em frequência modulada. Nosso processo de migração está na reta final. Em pouco tempo teremos uma nova programação; mais dinâmica, moderna e abrangente. Mas, sem perder a essência dos nossos valores, da nossa fé.

O rádio se reinventa a cada ciclo. E, na era da comunicação instantânea, esse veículo, que sou um eterno apaixonado, segue em constante evolução.  Na década de 80, a nossa rádio foi administrada pelos padres Paulinos, em rede com a Rádio América, até 1990. Os religiosos foram sucedidos pela Comunidade Canção Nova, até 2011. A partir daí a emissora passou a ser administrada diretamente pela Arquidiocese de Cuiabá.

Nosso site, por onde a programação da rádio é transmitida 24 horas, tem mais de 13 milhões de acessos, originados de várias partes do mundo. Nosso aplicativo também é um sucesso de alcance e interação com os ouvintes.

A rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá é um verdadeiro xodó da arquidiocese. Desde que aqui cheguei, em 2004, a emissora tem potencializado as nossas ações de evangelização. Levando a voz e a mensagem, sonhadas por meu antecessor, há diversos municípios do estado, e pelo meio digital é até impossível dimensionar as fronteiras.

Hoje, a rádio é mantida pela Fundação Bom Jesus de Cuiabá, e por isso conta com a generosidade dos ouvintes, que são uma verdadeira família. Inclusive, caro leitor, peço licença para pedir sua ajudar e ser um benfeitor desse nosso novo tempo. Te peço: nos ajude a custear nosso processo de migração. Entre em contato comigo pelo telefone 3617-7900 e saiba como ajudar. Sua participação é muito importante.

Te convido também para participar da Santa Missa em Ação de Graças à essa emissora que faz tanto bem para todos nós. Será no dia 23 de agosto, sexta-feira, às 16h, no Santuário Eucarístico Nossa Senhora do Bom Despacho, no morro do antigo Seminário, em frente a Santa Casa, no centro de Cuiabá.

Venha comemorar os 60 anos da Rádio Difusora com a gente. Venha fazer parte dessa nova história.

Deus te abençoe.

 

Dom Milton Santos é arcebispo metropolitano de Cuiabá e radialista há 53 anos

Fonte: Assessoria

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