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Investigações da Polícia Civil resultam na apreensão de armas, dinheiro e cartões do Bolsa Família usados em esquema de agiotagem em VG

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Uma investigação para apurar crimes de agiotagem e posse ilegal de arma de fogo, conduzida pela Polícia Judiciária Civil, através da 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande (1ªDP-VG), resultou na apreensão de duas armas de fogo, munições, além de mais de R$ 5 mil em dinheiro, notas promissórias e diversos cartões do Programa Social Bolsa Família.

Na ação, foi dado cumprimento a dois mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo uma mulher conduzida a delegacia e autuada em flagrante pelos crimes de receptação e posse ilegal de arma de fogo e munições.

As investigações iniciaram após o recebimento de denúncias contra dois suspeitos que estariam envolvidos com crimes de tráfico de drogas, agiotagem e posse ilegal de arma de fogo.

Com base nas informações levantadas, foi representado pelos mandados de busca e apreensão domiciliar contra os investigados, os quais foram deferidos pela 4ª Vara Criminal de Várzea Grande.

Em um dos endereços alvo da investigação, no bairro Canelas, a equipe da 1ª DP-VG os policiais apreenderam um revólver calibre 38, com seis munições, uma pistola calibre 380 com 15 munições, diversas munições de diferentes calibres, R$ 5mil em notas de R$ 100, além de várias notas promissórias e cartões do “bolsa família”.

No momento do cumprimento das buscas, o suspeito não estava em casa, porém a sua esposa alegou ter conhecimento das armas e munições na residência. Diante das evidências, a suspeita foi conduzida a delegacia onde foi autuada em flagrante por receptação e posse ilegal de arma de fogo e munições

Segundo o delegado, Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, os cartões estavam em poder do investigado, em decorrência do crime de agiotagem. “O dinheiro era emprestado as vítimas, que deixavam os cartões como garantia dos pagamentos”, explicou o delegado.

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Operação da Polícia Civil apreende documentos e cartões de indígenas retidos em poder de agiotas

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Três mandados de busca e apreensão domiciliar com objetivo de apurar crimes de usura, apropriação indébita e estelionato praticados contra indígenas da etnia Xavante foram cumpridos pela Polícia Judiciária Civil,  na operação A’uwe deflagrada, na quinta-feira (21.03), pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças (509 km a Leste).

Segundo o delegado da Derf, Wyliney Santana Borges, a operação denominada “A’uwe” (que significa “Povo Xavante” na linguagem indígena), resultou na maior apreensão de documentos e cartões bancários pertencentes a indígenas em poder de agiotas no Estado de Mato Grosso.

As investigações demonstram que os suspeitos emprestam dinheiro para os indígenas, cobrando juros que variam entre 10% a 40% mensais, e como garantia de recebimento, retém os cartões bancários com as respectivas senhas das vítimas, somente devolvendo quando recebem o valor emprestado acrescido de juros.

Durante as buscas nas residências dos suspeitos, foram apreendidos 135 cartões bancários com senha dos indígenas, incluindo do programa federal “Bolsa Família”, além de 242 documentos pessoais e oficiais de índios, dentre eles carteira de trabalho, RGs, CPFs e títulos de eleitor.

Em uma das casas, foram encontradas ainda duas máquinas de cartões, que eram utilizadas para passar os cartões das vítimas, em que o dinheiro tinha como destino a conta bancária de um dos investigados, evitando que precisassem ir ao banco para sacar os valores.

Wilyney Santana explica que devido aos juros exorbitantes as vítimas entram em um ciclo que pode durar anos. “Neste período o indígena fica sem nenhum controle do recebimento de salário, aposentadorias e benefícios que recebem, e como precisam de dinheiro para sua subsistência, voltam novamente nos suspeitos, alimentando o ciclo interminável de empréstimos”, disse o delegado.

As investigações prosseguem tramitando pela Derf de Barra do Garças.

Fonte: Assessoria | PJC-MT

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