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Hospital Geral promove mutirão de Angioplastia com Stent para pacientes do SUS

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Para reduzir a fila de espera por procedimentos na especialidade cardiológica, o Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG) em parceria com a Central de Regulação e a empresa Sonicardio realizaram neste mês de julho, um mutirão para angioplastias com stent coronário.

Segundo a presidente do HG, Dra. Flávia Silvestre, o objetivo é reduzir a grande demanda de pacientes que há muito tempo aguardam por uma consulta ou procedimento nesta especialidade que somos referência estadual. Nosso objetivo é reduzir pelo menos 30% a fila de espera, onde 100% dos pacientes são usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Com o mutirão, estima-se que sejam atendidos somente neste mês 100 pacientes a mais da nossa contratualização de atendimentos. Espero que possamos reduzir o alto índice de demandas paradas na Central de Regulação, e assim podermos proporcionar mais saúde e qualidade de vida para os pacientes”, comenta a presidente.

Doenças cardiovasculares matam 17,3 milhões de pessoas no mundo anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessas mortes, 80% ocorrem nos países em desenvolvimentos, entre eles o Brasil.

De acordo com o cardiologista e hemodinamicista da Sonicardio, Dr. Danilo Arruda, a doença da artéria coronária é conhecida popularmente por veia entupida. Ela se manifesta sob três aspectos: Angina de Peito, Infarto Agudo do Miocárdio e Morte Súbita. “A cada dois minutos uma pessoa morre por alguma cardiopatia no Brasil, pesquisas apontam que em 2040 cerca de 50% dos brasileiros terão manifestado alguma doença cardiovascular”, alerta o médico.

Uma das principais causas de óbito no país é o infarto agudo do miocárdio, que tira a vida de até 15% das pessoas atingidas. Os que sobrevivem à contração ou ao entupimento da artéria coronária costumam ser submetidos à angioplastia coronariana.

Dr. Danilo explica que doenças do coração são desencadeadas pelo tabagismo, hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes, sedentarismo e estresse, entre outros fatores evitáveis. “O mutirão é promovido em caráter multidisciplinar, para que o paciente receba cuidado integral à saúde com base em orientações nutricionais e farmacológicas”.

Para possibilitar esta ação a equipe da Sonicardio foi composta pelos médicos Danilo Arruda, Danilo Arruda Júnior, Juliano Slhessarenko, Danilo Fadul e Carlos Carretoni contando com a retaguarda da equipe da Unidade de Terapia Intensiva Coronariana (UCO), da Enfermaria da Clínica Cardiológica, e apoio do PRM em Cardiologia.

Atualmente, o tempo médio de espera para uma consulta cardiológica eletiva é de seis meses. Todas as consultas e cirurgias que estão sendo realizadas são custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com apoio da Secretaria Municipal e Estadual de Saúde de Mato Grosso.

Flávia ressalta que a equipe médica não mediu esforços para realizar de seis a 10 angioplastias por dia, dando agilidade e alta hospitalar para os pacientes. “Com isso, reduz os custos financeiros e especialmente o custo social e emocional do paciente, que na maioria dos eram provenientes do interior do Estado”.

O cardiologista lembra ainda que essa ação é muito importante para agilizar o atendimento à população, de forma que os pacientes tenham suas demandas diagnosticadas o quanto antes, para se dar o tratamento devido quando for o caso.

Satisfação

Além dos pacientes que estavam na espera, há casos como o de dona Helena de Carvalho, de 73 anos, que necessitava de angioplastia. A aposentada foi informada sobre o mutirão através da Central de Regulação. “Achei maravilhosa a iniciativa dos médicos em fazerem esse mutirão, porque estou na fila há dois meses. Já fiz a angioplastia e posso voltar para casa”, relatou.

Quem ficou satisfeito também foi seu Ramão Benites, de 45 anos, em maio deste ano, ele foi acometido de enfarto e submetido a cateterismo com implante de dois stent farmacológico.

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Economia

Governo mantém isenção de ICMS aos produtores de café de Mato Grosso

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O governador Mauro Mendes assinou nesta quinta-feira (15.08) o decreto que ratifica a cobrança diferida do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o café cru, em coco ou em grão, postergando a cobrança do imposto sobre o estabelecimento que realizar a última revenda do grão. Em outras palavras, o produtor que vender seu café para a indústria local não vai pagar ICMS.

O diferimento já era previsto pelo Decreto nº 2.212, de 20 de março de 2014, e apenas recebeu um ajuste textual em sua legislação. As alterações foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (16.08) e entram em vigor a partir da data de publicação. As mudanças trazem segurança jurídica e incidem diretamente sobre os produtores da agricultura familiar, responsáveis em 100% pela produção de café no Estado.

“Não podemos ser obstáculo para quem quer trabalhar e gerar renda em Mato Grosso. Atendemos a demanda do setor cafeeiro por entendermos sua coerência, e por entender que seja obrigação do Governo do Estado desburocratizar e simplificar o crescimento dessa importante cadeia produtiva, desenvolvida principalmente pelos nossos agricultores familiares. Tudo sempre dentro da ética e da transparência com que temos conduzido nosso trabalho para o incentivo dos setores produtivos do Estado. Certamente teremos mais empregos e renda distribuída entre os elos que compõem essa importante cadeia”, enfatizou o governador.

Representantes do setor cafeeiro de Colniza, acompanhados do secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano Amaral, chegaram a se reunir com o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para ponderar sobre a necessidade de alterações no decreto. A preocupação era de que a ambiguidade trazida em parte do texto, pudesse acarretar a cobrança indevida do tributo, inviabilizando o setor cafeeiro.

O titular da Seaf destacou que a adequação da legislação trabalha para o incentivo da economia e estímulo ao aumento da produção no Estado. “A máquina pública não pode atrapalhar quem quer produzir e a desburocratização é uma das prioridades da gestão”, pontuou Amaral.

Além de se reunir com o Governo do Estado, os produtores também buscaram apoio junto ao deputado federal Carlos Bezerra (MDB) e ao presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (DEM), que se comprometeram em avaliar a criação de uma Câmara Setorial Temática  para o fortalecimento das políticas de incentivo que envolvem o setor cafeeiro.

INCENTIVO À CAFEICULTURA – O Governo se prepara para investir na implantação de 125 unidades demonstrativas de café. A meta do Programa MT Produtivo – Café é estimular o plantio de cultivares geneticamente mais resistentes e mais produtivos, saindo de uma produtividade média de 14 sacas por hectare para até 70 sacas. Hoje, Mato Grosso está entre os 10 maiores produtores do país. O objetivo da Seaf é fazer do Estado destaque nacional na produção do grão.

CAFÉ EM MATO GROSSO – Colniza possui cerca de 15 mil hectares de área dedicada à cafeicultura, sendo responsável por 53% de todo café produzido em Mato Grosso. O município é referência na produção do grão e no manejo de cultivares de alta performance. A expertise dos produtores tem permitido a colheita de até 65 mil sacas limpas de café ao ano, o que representa a economia de boa parte dos mais de 6,5 mil agricultores familiares do município. No ranking de produção do café, Colniza é seguida por outros 27 municípios produtores, com destaque para Juína, Nova Bandeirantes, Aripuanã e Cotriguaçu, que juntos colhem 2.241 toneladas.

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