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Guarda Municipal integra ação da PRF Contra o Câncer Infantil

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou em outubro a 4ª edição da campanha Policiais Contra o Câncer Infantil, que tem como objetivo sensibilizar toda a sociedade em prol do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT). O lançamento da campanha deu início a uma séria de ações tanto na arrecadação de diversos itens para o bazar da instituição, além da 1ª Caminhada Policiais Contra o Câncer Infantil, e um dia com as crianças.

A Guarda Municipal vai integrar em uma das ações da PRF, que será o dia diferente para as crianças em tratamento no Hospital, com o Teatro de Fantoche. No dia 22 de novembro, data que antecede o dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil (23 de Novembro), as crianças vão receber as visitas de policiais da PRF e da Guarda Municipal. Neste dia haverá muitas brincadeiras, teatro, raspagem dos cabelos dos policiais como ato simbólico de apoio às crianças que perdem o cabelo em decorrência da doença. Haverá oficinas e passeio pela cidade onde as crianças serão escoltadas pelos motociclistas da PRF.

A coordenadora do Teatro de Fantoche da Guarda Municipal de Várzea Grande, Inês Guimarães, destaca que esse é o terceiro ano consecutivo que a Guarda Municipal participa do evento. “Nos sentimos gratificados em poder participar de uma ação social tão importante como esta. Queremos com o teatro de Fantoche levar alegria, arrancar sorrisos das crianças em tratamento. Sorrir alivia os sintomas e faz esquecer da doença”, disse ela.

A ação também terá o Bazar e o que for arrecadado será revertido ao hospital. As instituições parceiras da ação estão sendo ponto de doações de roupas, calçados e acessórios em bom estado para serem vendidos no bazar do Hospital; fraldas descartáveis adulto e infantil; leite em pó ou em caixinha; água de coco e achocolatado. As doações podem ser feitas também na Superintendência e postos da PRF espalhados pelo estado.

“Estamos também engajados nesta ação solidária. A nossa base também é  ponto de arrecadação, por isso aqueles que quiserem contribuir com essa causa, que faça a sua contribuição. As doações poderão ser feitas até o dia 22 de novembro”, informou Inês Guimarães.

O secretário de Defesa Social, e Comandante da Guarda Municipal, Evandro Homero Dias, disse que a instituição de segurança municipal de Várzea Grande vem ao longo dos anos se fortalecendo como uma Guarda Cidadã, não só na segurança pública e no combate a criminalidade, mas também na fiscalização do trânsito, na segurança do patrimônio público, e em ações voltadas a cidadania e principalmente, no fortalecimento de políticas públicas de ações sociais e humanitárias.

“O Teatro de Fantoche reforça as ações preventivas e solidárias. Poder dar as crianças um momento de alegria é também uma forma de amenizar o sofrimento, aumentar a autoestima e de também contribuir com o seu bem estar, por isso temos honra em integrar a mais este evento de solidariedade”, completou.

Por: Kátia Passos 

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‘Quem Ama Liberta’: a história de uma mãe que através do Facebook, luta para que as vítimas de feminicídio, não caiam no esquecimento

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Na madrugada de, 09, de junho, de 2007 o telefone da professora aposentada Regina Célia da Costa Jardim, tocou no outro lado da linha era um amigo da família, preocupado com o estado de saúde da sua filha Priscila Regina Jardim, 29 anos. Após aquela ligação soube que perdera a sua filha para sempre, por alguém que um dia disse amá-la.

A vítima já havia terminado o namoro de três meses com Alexandre Bittencourt Oliveira e Souza, 27 anos, porém, ninguém imaginava que naquela noite, entraria armado na Boate Tulha, localizada na cidade de Cruzeiro do Vale do Paraíba (SP), para assassinar Priscila.

“Ficamos sem chão! A Polícia não nos procurou para avisar. A notícia veio através de uma ligação, foi como receber um soco no estômago. Fui até o hospital, na esperança que estivesse apenas ferida, mas, a encontrei no Instituto Médico Legal (IML), atingida com quatro tiros, sendo um no estômago e três na cabeça”, conta a professora.

De acordo com a Agência Patrícia Galvão responsável pelo Dossiê Violência Contra as Mulheres. “O feminicídio é a última instância de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante”.

Julgado, o assassino foi condenado há, 13 anos, e após recurso da família da vítima, foi alterado para, 19 anos. Mesmo após a condenação do feminicída, Regina não queria que esses crimes continuassem invisíveis para a sociedade, em 2007 criou a comunidade no Orkut ‘Quem Ama Liberta’ onde postava matérias sobre feminicídio. Em 2012 migrou para o Facebook, e atualmente possui 9.365 seguidores.

“Quando resolvi fazer a comunidade fiz uma ‘listinha’ de mulheres assassinadas por feminicídio. Elas morreram pela sua liberdade, por dizer não a um relacionamento abusivo. Acredito que quem realmente ama deixa o outro viver da maneira que quiser e com quem quiser, por isso intitulei ‘Quem Ama Liberta’,” declara a Professora.

A fundadora da página possui uma rotina de trabalho, para manter a comunidade sempre atualizada. Diariamente é feita uma busca na internet usando no mínimo três tags: companheiro, marido e namorado. Durante essas pesquisas notou que havia vários casos, que não eram divulgados na ‘grande mídia’.

“Eu fiquei perplexa ao ver o número de vítimas que não chegavam a grande mídia, principalmente as de origem mais humilde, sendo divulgado apenas em blogs locais. É necessário dar visibilidade aos crimes de feminicídio, às pessoas têm que entender a gravidade do problema. Da mesma forma que não quero ver minha filha esquecida, também não quero que as outras mulheres sejam”, conta a criadora da página.

Em 2016 entrou em vigor a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340). De acordo com a legislação violência doméstica é o ato contra a mulher, qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.

De acordo com a professora aposentada o seu projeto vai além de compartilhar notícias, funciona como uma rede virtual de apoio a mulheres, que estão sofrendo algum tipo de violência doméstica. Em muitos casos esse amparo previne um futuro crime de feminicídio.

“É impressionante o número de mulheres que precisam conversar. Primeiro elas começam cumprimentando devagarinho, e depois vão se abrindo, contanto os abusos, o medo de deixar o relacionamento, ou a vitória de ter conseguido sair. Já fiz muitas denúncias no 180 a pedido das mesmas, por medo de denunciar. O meu conhecimento sobre o assunto é empírico, portanto, a minha tarefa é ouvi-las e no máximo sugerir que procurem ajuda nos órgãos especializados. É impressionante perceber como as pessoas ‘fogem’ deste assunto, muitas vezes postar um caso de feminicídio na página já gera polêmica. Pergunto se têm algum psicólogo, sociólogo, advogado, ou assistente social para ajudar na mediação, mas ninguém se manifesta,” declara a professora.

A implantação da lei Maria da Penha ocorreu um ano antes do assassinato de Priscila, mas, não impediu o aumento no número de homicídios contra as mulheres no Brasil. A taxa chegou a cair em 2007, mas voltou a subir em 2008 e, em 2013, já era 12,5% maior do que em 2006.

Segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2018, o aumento de feminicídio foi de 34% em relação a 2016, passando de 3.339 casos para 4.461. Também houve crescimento no número de processos pendentes relativos à violência contra a mulher. Em 2016, havia quase 892 mil ações aguardando decisão da Justiça. Dois anos depois, esse número cresceu 13%, superando a marca de um milhão de casos.

Em 12 anos de militância digital ‘Quem Ama Liberta’ foi tema de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), como o documentário As damas de preto: mulheres em luta, o livro É preciso falar das flores: histórias de vítimas do feminicidio, o crime de ódio contra mulheres. E futuramente será tema de outro livro.

Acesse a página: QUEM AMA LIBERTA

Jornalista Aline Barbosa

Email: alinejornalista1@gmail.com

Cel: 65999880906

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