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Final de semana tem previsão de chuvas em maior parte da BR-163

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A previsão do tempo para os municípios lindeiros à BR-163 em Mato Grosso indica um final de semana chuvoso e nublado. Nos próximos dias, a probabilidade de chuvas é de até 80% na maioria das cidades. Visando a segurança de motoristas que trafegam pela rodovia, a Rota do Oeste dá dicas de direção defensiva e os principais cuidados na via durante o período chuvoso.

No trecho norte da BR-163 sob concessão, entre Diamantino e Sinop, conforme previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a possibilidade de chuvas varia de 70% a 80%. O gerente de Operações da Concessionária, Wilson Ferreira, destaca que o segmento conta com alto fluxo de veículos pesados, o que reforça a atenção de condutores quanto à direção na chuva.

“É uma das principais vias de escoamento da safra, e por isso, o alerta quanto à incidência de chuvas é ainda maior. Pelo norte, trafegam muitos caminhões e carretas transportando produtos. Qualquer tipo de incidente envolvendo estes veículos já é perigoso. Com o tempo chuvoso a situação é mais preocupante”, destaca.

Para auxiliar motoristas na rodovia, a Rota do Oeste disponibiliza o contato 24 horas com o Centro de Controle Operacional (CCO). O usuário que quiser consultar as condições de tráfego na via, pode ligar para 0800 065 0163, além de solicitar apoio mecânico e outros atendimentos emergenciais.

“O usuário deve reforçar os cuidados com a revisão do veículo, porque nesta época são constantes os atendimentos por falhas mecânicas”, acrescenta Ferreira.

A Concessionária conta ainda com uma estrutura operacional composta por 26 guinchos, 19 veículos de inspeção, 18 ambulâncias, sendo cinco com UTI móvel, além de caminhões pipa para combate a incêndios e de captura de animais.

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Liminar estabelece imediata paralisação de obras nas rodovias MT-140 e MT-240

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Liminar deferida pelo Poder Judiciário a pedido do Ministério Público de Mato Grosso determinou a imediata paralisação das obras nas rodovias MT-140 e MT-240 em razão dos danos ambientais causados, a restauração ecológica do local, levantamento e elaboração de projeto de restauração ecológica de outras áreas degradadas na Área de Proteção Ambiental (APA) das Cabeceiras do Rio Cuiabá, e o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas bancárias existentes em nome dos requeridos. A decisão consta na ação civil pública proposta pelo Núcleo de Defesa do Meio Ambiente Natural e da Ordem Urbanística em desfavor do Estado de Mato Grosso, Associação dos Beneficiários da Rodovia da Produção e Associação dos Beneficiários da Rodovia MT-140.

O montante bloqueado é para garantir a implementação das medidas emergenciais de proteção ao meio ambiente. Além disso, foi estipulada multa diária no valor de R$ 20 mil em caso de descumprimento da ordem judicial. Nesta sexta-feira (14 de junho), após tomar ciência da decisão judicial, representantes das associações requeridas procuraram os promotores de Justiça responsáveis pela ação e demonstraram interesse em firmar um acordo para a resolução do problema. Uma reunião de trabalho entre as partes ficou agendada para a próxima segunda-feira (17 de junho), às 9h30. “A expectativa é que possamos chegar a um consenso para a solução da demanda o mais rápido possível, inclusive com a elaboração do plano de manejo da área de proteção ambiental”, ressaltou o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel.

Danos – Na ação, o MPMT alegou que instaurou inquérito civil para apurar a realização dos trabalhos de terraplenagem e aterramento para elevação de grade, visando à pavimentação das rodovias MT-140 e MT-240, cortando a APA das Cabeceiras do Rio Cuiabá.

De acordo com o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, a equipe técnica multidisciplinar do Projeto Verde Rio realizou vistoria no local e constatou grave degradação ambiental ocasionada pela implantação inadequada das rodovias na área, atingindo diretamente a cabeceira de drenagem, interrompendo o curso natural da principal e mais alta nascente do Rio Cuiabá. Trechos de divisa dos municípios de Rosário Oeste e Santa Rita do Trivelato e da MT-140 foram apontados como os pontos mais críticos de degradação.

“A referida área de proteção ambiental é reconhecida como Área Prioritária para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade do Cerrado e do Pantanal, conforme classificação do Ministério do Meio Ambiente, sobretudo em razão do Rio Cuiabá contribuir para as cheias do Pantanal Mato-grossense, de modo que a preservação de suas cabeceiras ajuda a preservar sistemas naturais muito mais amplos e delicados”, argumentou.

Ainda segundo Joelson Maciel, o Ministério Público requisitou por diversas vezes à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) a adoção de medidas para impedir condutas lesivas que degradam a APA das Cabeceiras do Rio Cuiabá, contudo, o órgão se absteve da responsabilidade pelas obras. Entretanto, o MPMT reforçou na ação judicial que proteger o meio ambiente é competência constitucional da União, dos Estados e dos Município, e que por isso o Estado deveria ter exercido o seu dever de zelar pela preservação do meio ambiente.

Foto: Secom-MT

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