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Interior

Esposa e irmão de vítima de homicídio são suspeitos de planejar morte em Nossa Senhora do Livramento

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A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu quatro mandados de prisão e oito de busca e apreensão na quarta-feira (12) referente a investigações de um homicídio cometido em agosto no município de Nossa Senhora do Livramento.

O caso, ocorrido em 10.08, ganhou repercussão na região após Odair José de Lima, 29, ter sido assassinado em sua propriedade rural, localizada nas proximidades da BR 070, depois de afirmar a populares que faria justiça (“mataria”) os criminosos que teriam roubado sua residência, subtraído duas armas longas (calibre 28 e 12, usada no homicídio) e estuprado sua mulher dois dias antes.

Imediatamente à ocorrência dos fatos, a Polícia Civil iniciou diligências para apurar as circunstâncias do crime. O trabalho investigativo apontou para provável envolvimento da esposa da vítima, bem como a manipulação de informações que relatavam a ocorrência de estupro e roubo.

Após uma série de tentativas de reconhecimento, a mulher acabou por apontar semelhanças (aparelho dental, voz…) entre seu cunhado, Cláudio de Campos Rodrigues, 23, com o homem que supostamente a teria estuprado.

A mulher citou que teria ouvido dizer que quem indicou a casa para ser roubada teria sido outros familiares da vítima, Airton Santana de Arruda, Ademilson Antônio de Arruda e Carlos da Conceição Souza

Visando auxiliar os trabalhos da investigação em andamento, a delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos, da DHPP, representou pela prisão dos arrolados no inquérito. As ordens judiciais foram cumpridas na quarta-feira (12).

Na delegacia, um dos presos (Claudio) confessou participação nos fatos e envolveu diretamente a esposa da vítima ( C.S.F, 28) no planejamento do crime.

Claudio declarou que foi até a residência do casal, no dia 08.08 e fez sexo com a esposa da vítima (com quem possui relacionamento consensual extra-conjugal) e que a mulher entregou as armas e munições para ele e o orientou que deixasse a casa toda bagunçada para aparentar ter sido alvo de criminosos.

O investigado detalhou que o relacionamento entre eles iniciou quando seu irmão foi preso após ocorrência de violência doméstica contra C.S.F. Durante o período da prisão, a mulher foi morar na casa da sogra, o que teria aproximado os dois.

Na delegacia, C.S.F, negou participação no crime. No entanto, segundo a delegada Jannira Laranjeira, em procedimento de acareação entre Claudio e a investigada houve uma série de contradições nas declarações da mulher. “A acareação, aliada a todos os elementos colhidos nos autos, como o comportamento dela na data que relatou ter sido estuprada e também quando o marido foi assassinado aponta fortes indícios para seu envolvimento no crime”, explica.

Os trabalhos prosseguem para apurar e individualizar as condutas criminosas dos suspeitos detidos e também da mulher. A Polícia Civil representou judicialmente pela prisão da suspeita.




Assessoria de Comunicação Social/PJC 

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Interior

Justiça bloqueia R$ 720 mil de prefeito de Cáceres

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A Justiça Federal de Cáceres decretou a indisponibilidade de bens do prefeito da cidade Francis Maris Cruz, de Roger Alessandro Rodrigues Pereira, ex-secretário Municipal de Saúde, e de Evanilda Costa do Nascimento, servidora pública municipal.

 

A indisponibilidade totaliza mais de R$ 720 mil.

 

Os agentes públicos estão sendo processados por atos de improbidade administrativa pelo Ministério Público Federal por irregularidades relativas ao desvio de função dos agentes de combate às endemias do município.

 

De acordo com inquérito civil instaurado pelo MPF, alguns Agentes de Combate às Endemias (ACE) da Prefeitura de Cáceres estariam em desempenho de funções completamente estranhas àquelas inerentes ao referido cargo, exercendo atividades de natureza meramente administrativa e, no caso de Evanilda Costa do Nascimento, cumulando ilegalmente cargos com as respectivas remunerações.

 

No curso da investigação, foi apurado que Evanilda foi nomeada como agente de combate à endemias e exercia concomitantemente o cargo de coordenadora de Vigilância em Saúde, cumulando as duas remunerações.

 

Roger e Francis, como gestores do município, promoveram a prática do desvio de função e, por isso, foram notificados quanto à irregularidade, mas não tomaram qualquer providência.

 

A Justiça Federal, na decisão, afirma que no inquérito há fortes indícios de que eles praticaram condutas que causaram ao erário prejuízo diante da acumulação de cargos e remuneração de forma indevida.

 

Dessa forma, a Justiça determinou a indisponibilidade dos bens de Francis Maris Cruz e Roger Alessandro Rodrigues Pereira no valor de R$ 630.324,50, e de Evanilda Costa Nascimento, de R$ 92.089,65.

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