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Política Nacional

Emanuel: proposta que aumenta verbas do FPM permite divisão justa de recursos no País

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O deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT) avalia que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 391/17, que aumenta o repasse de verbas do governo federal para os municípios, vai permitir uma distribuição mais justa dos recursos no Brasil.

A PEC estabelece que, na distribuição de recursos provenientes da arrecadação dos impostos sobre renda (IR) e sobre produtos industrializados (IPI), o governo acrescentará 1% ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a ser entregue aos municípios no mês de setembro de cada ano. Esses recursos serão escalonados: 0,25% no primeiro e no segundo ano, 0,5% no terceiro e 1% a partir do quarto.

“Isso é uma luta antiga dos prefeitos, dos vereadores e dos municípios, que sofrem com uma alta carga de responsabilidades e com a falta de repasses proporcionais da União, para que consigam realizar e executar essas atividades que foram determinadas pela Constituição e pela legislação do País”, explica o parlamentar.

Comissão

Emanuel integra a comissão especial que analisa a PEC 391/17. Segundo ele, o trabalho do colegiado tem sido pautado pela análise detalhada da realidade de cada região do País – estados e municípios – para que possa resultar em uma redistribuição justa, uma garantia de margem de investimentos às prefeituras e uma melhor qualidade de vida aos municípios brasileiros.

“Eles precisam ter essa margem de investimentos para poder manter as atividades que competem à execução das prefeituras, como, por exemplo, a manutenção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), de Policlínicas e de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Essas atividades são fáceis de construir, mas difíceis de manter”, afirma.

Margem mínima

Para o parlamentar, a centralização de recursos nas mãos do governo federal é uma consequência histórica da democratização do País em 1985. Porém, agora, segundo ele, os municípios estão com uma margem de investimentos mínima. Sendo assim, é preciso retirar o peso de algumas responsabilidades que eles não têm condições de cumprir.

“A gente pode entender a Constituinte de 1988 como uma construção social. Naturalmente, tudo aquilo que é social e que busca gerar um bem-estar social tem custo. Consequentemente, esse custo foi sendo dividido e a União, naquele momento pós-ditadura, em que se gostaria novamente de ter uma União forte dentro do regime democrático, buscou concentrar grande parte dos recursos no governo federal, e as responsabilidades iam, concomitante, sendo distribuídas entre os estados e os municípios”, contextualiza o deputado.

Portanto, seguindo essa linha histórica, Emanuel Pinheiro Neto explica que o FPM e o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) originaram-se da tentativa de descentralizar os recursos do governo federal e repassar aos municípios, a partir do IPI e do IR.

“Acontece que, agora, muitos municípios estão ultrapassando o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal. Por isso, a gente precisa fazer essa discussão para garantir uma distribuição mais justa dos recursos”, reforça.

Reportagem – Carlos Augusto Xavier, com a colaboração de Regina Mesquita e sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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Política Nacional

Abono do PIS/Pasep começa a ser pago na próxima quinta-feira

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O pagamento do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), exercício 2019/2020, começa na quinta-feira (25) da próxima semana. A liberação do dinheiro para os cadastrados no PIS vai considerar a data de nascimento e os do Pasep, o dígito final do número de inscrição.

Os trabalhadores que nasceram entre julho e dezembro receberão o abono do PIS ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho terão o recurso disponível para saque em 2020. Recebem também este ano os servidores públicos cadastrados no Pasep com dígito final do número de inscrição entre 0 e 4. Os com final entre 5 e 9 receberão no próximo ano.

A data para o fechamento do calendário de pagamento do exercício 2019/2020 está prevista para o dia 30 de julho de 2020. A estimativa é de que sejam destinados R$ 19,3 bilhões a 23,6 milhões de trabalhadores. O pagamento do abono salarial referente ao PIS será feito pela Caixa em suas agências em todo o país; e o abono do Pasep será pago no Banco do Brasil.

Quem tem direito

Para ter direito ao abono salarial do PIS/Pasep é necessário ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2018, com remuneração média de até dois salários mínimos. Além disso, o trabalhador tem de estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Para os trabalhadores que tiverem os dados declarados na Rais 2018 fora do prazo e entregues até 25 de setembro de 2019, o pagamento estará disponível a partir de 4 de novembro de 2019, conforme calendário de pagamento aprovado, e, após este prazo, somente no calendário seguinte.

Fonte: Agência Brasil

 

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