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Em sessão especial, Guilherme Maluf homenageia 15ª Companhia de Força Tática da Polícia Militar

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Há 11 anos a companhia atua de forma diferenciada no combate a diversos crimes em Mato Grosso

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), realizou sessão especial na noite desta segunda-feira (05) em comemoração ao aniversário de 11 anos da 15ª Companhia Independente de Força Tática do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

Na ocasião, o parlamentar ressaltou o trabalho prestado pela Força Tática no combate à violência e à criminalidade e homenageou todo o seu efetivo, composto por 76 militares, com a entrega de moções de aplausos.

“A Segurança Pública é hoje a principal preocupação da população e por isso é importante valorizar e apoiar o trabalho da Polícia Militar e especialmente das forças especiais, como é o caso desta companhia de força tática. A prevenção do crime através das ações de patrulha ostensiva reforçada e a repressão em locais com alto índice de crimes violentos é uma necessidade cada vez maior e isso tem que ser feito por equipes especializadas”, declarou.

Criada em 5 de novembro 2007, a 15ª Companhia Independente de Força Tática foi elevada à companhia independente em 2017 e tem como principal missão realizar patrulhamento tático de caráter enérgico e especializado, com treinamento específico, para serem utilizados em ocorrências de complexidade elevada.

Os policiais militares que integram a companhia atuam no município de Várzea Grande e também dão apoio ao policiamento nos municípios vizinhos de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Jangada, Rosário Oeste, Acorizal e Nobres.

“A Força Tática atua de forma mais eficiente buscando atender demandas específicas da PM. Os policiais que integram a companhia recebem treinamento especializado e atuam principalmente nos crimes mais violentos, roubos com maior potencial de uso de força, furtos mais qualificados e também no tráfico de drogas. Hoje estamos comemorando 11 anos de cuidado e proteção aos cidadãos de bem e esse reconhecimento é muito importante para nos motivar a seguir em frente com o nosso trabalho”, ressaltou o comandante da 15ª Companhia de Força Tática, major Thiago Costa Gomes.

O secretário-adjunto de Integração Operacional, Jonildo José de Assis, agradeceu ao deputado Guilherme Maluf pela homenagem e destacou a importância da 15ª Companhia de Força Tática para a segurança do estado.

“O trabalho prestado pelos profissionais que integram a companhia contribui muito para a segurança do estado de Mato Grosso. Essa é uma homenagem merecida e estamos muito felizes pelo reconhecimento por parte da Assembleia Legislativa e do deputado Guilherme Maluf, um deputado aguerrido, que valoriza o trabalho dos profissionais da segurança”, declarou.

Há 10 meses atuando na 15ª Companhia de Força Tática, o soldado Renan Diego Assunção de Lara afirmou ter muito orgulho do trabalho que desempenha e agradeceu a homenagem recebida. “Para mim é uma grande satisfação fazer parte da Força Tática. É um trabalho muito significativo para a sociedade e também para nós”, afirmou.

Durante a sessão o deputado Guilherme Maluf também foi homenageado por sua atuação em prol da Segurança Pública do estado. “A partir de 2019, quando iniciarei meu quarto mandato, continuarei trabalhando pelo fortalecimento da Polícia Militar, pois assim estaremos garantindo mais segurança para toda a comunidade”, assegurou o parlamentar.

 

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‘Quem Ama Liberta’: a história de uma mãe que através do Facebook, luta para que as vítimas de feminicídio, não caiam no esquecimento

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Na madrugada de, 09, de junho, de 2007 o telefone da professora aposentada Regina Célia da Costa Jardim, tocou no outro lado da linha era um amigo da família, preocupado com o estado de saúde da sua filha Priscila Regina Jardim, 29 anos. Após aquela ligação soube que perdera a sua filha para sempre, por alguém que um dia disse amá-la.

A vítima já havia terminado o namoro de três meses com Alexandre Bittencourt Oliveira e Souza, 27 anos, porém, ninguém imaginava que naquela noite, entraria armado na Boate Tulha, localizada na cidade de Cruzeiro do Vale do Paraíba (SP), para assassinar Priscila.

“Ficamos sem chão! A Polícia não nos procurou para avisar. A notícia veio através de uma ligação, foi como receber um soco no estômago. Fui até o hospital, na esperança que estivesse apenas ferida, mas, a encontrei no Instituto Médico Legal (IML), atingida com quatro tiros, sendo um no estômago e três na cabeça”, conta a professora.

De acordo com a Agência Patrícia Galvão responsável pelo Dossiê Violência Contra as Mulheres. “O feminicídio é a última instância de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante”.

Julgado, o assassino foi condenado há, 13 anos, e após recurso da família da vítima, foi alterado para, 19 anos. Mesmo após a condenação do feminicída, Regina não queria que esses crimes continuassem invisíveis para a sociedade, em 2007 criou a comunidade no Orkut ‘Quem Ama Liberta’ onde postava matérias sobre feminicídio. Em 2012 migrou para o Facebook, e atualmente possui 9.365 seguidores.

“Quando resolvi fazer a comunidade fiz uma ‘listinha’ de mulheres assassinadas por feminicídio. Elas morreram pela sua liberdade, por dizer não a um relacionamento abusivo. Acredito que quem realmente ama deixa o outro viver da maneira que quiser e com quem quiser, por isso intitulei ‘Quem Ama Liberta’,” declara a Professora.

A fundadora da página possui uma rotina de trabalho, para manter a comunidade sempre atualizada. Diariamente é feita uma busca na internet usando no mínimo três tags: companheiro, marido e namorado. Durante essas pesquisas notou que havia vários casos, que não eram divulgados na ‘grande mídia’.

“Eu fiquei perplexa ao ver o número de vítimas que não chegavam a grande mídia, principalmente as de origem mais humilde, sendo divulgado apenas em blogs locais. É necessário dar visibilidade aos crimes de feminicídio, às pessoas têm que entender a gravidade do problema. Da mesma forma que não quero ver minha filha esquecida, também não quero que as outras mulheres sejam”, conta a criadora da página.

Em 2016 entrou em vigor a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340). De acordo com a legislação violência doméstica é o ato contra a mulher, qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.

De acordo com a professora aposentada o seu projeto vai além de compartilhar notícias, funciona como uma rede virtual de apoio a mulheres, que estão sofrendo algum tipo de violência doméstica. Em muitos casos esse amparo previne um futuro crime de feminicídio.

“É impressionante o número de mulheres que precisam conversar. Primeiro elas começam cumprimentando devagarinho, e depois vão se abrindo, contanto os abusos, o medo de deixar o relacionamento, ou a vitória de ter conseguido sair. Já fiz muitas denúncias no 180 a pedido das mesmas, por medo de denunciar. O meu conhecimento sobre o assunto é empírico, portanto, a minha tarefa é ouvi-las e no máximo sugerir que procurem ajuda nos órgãos especializados. É impressionante perceber como as pessoas ‘fogem’ deste assunto, muitas vezes postar um caso de feminicídio na página já gera polêmica. Pergunto se têm algum psicólogo, sociólogo, advogado, ou assistente social para ajudar na mediação, mas ninguém se manifesta,” declara a professora.

A implantação da lei Maria da Penha ocorreu um ano antes do assassinato de Priscila, mas, não impediu o aumento no número de homicídios contra as mulheres no Brasil. A taxa chegou a cair em 2007, mas voltou a subir em 2008 e, em 2013, já era 12,5% maior do que em 2006.

Segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2018, o aumento de feminicídio foi de 34% em relação a 2016, passando de 3.339 casos para 4.461. Também houve crescimento no número de processos pendentes relativos à violência contra a mulher. Em 2016, havia quase 892 mil ações aguardando decisão da Justiça. Dois anos depois, esse número cresceu 13%, superando a marca de um milhão de casos.

Em 12 anos de militância digital ‘Quem Ama Liberta’ foi tema de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), como o documentário As damas de preto: mulheres em luta, o livro É preciso falar das flores: histórias de vítimas do feminicidio, o crime de ódio contra mulheres. E futuramente será tema de outro livro.

Acesse a página: QUEM AMA LIBERTA

Jornalista Aline Barbosa

Email: alinejornalista1@gmail.com

Cel: 65999880906

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