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Cultura

Coral da Secretaria de Educação representará Cuiabá em evento nacional

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O Coral Educanto, da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, está participando desde o dia 25, em João Pessoa, na Paraíba, do Festival Paraibano de Coros, um dos mais importantes festivais do Brasil, com abrangência nacional e internacional. O encontro que está na sua 17ª edição e vai até o dia 30, acontece na sala de Concertos Maestro José Siqueira, com a participação de cinco mil vozes, distribuídas em 62 corais e seis grupos convidados. Além do festival, o evento conta com debates sobre o exercício e a prática do canto coral no Brasil e o panorama mundial do canto.

A apresentação do Coral Educanto, com 24 vozes, regente e músicos, será nesta quarta-feira (27), com repertório de músicas regionais, como Viola de Cocho, Enchente, Guraná, Pixé e mais duas escolhidas da MPB. O Coral Educanto se apresenta também num encontro paralelo, no município de Ingá, no sábado (30), a partir das 15h, durante o 1º Encontro da Usina Cultural Energisa evento que reunirá mais quatro grupos dos Estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Bahia. “Para nós é muito importante porque estaremos em contato com a cultura de outros coros do Brasil, num ano muito especial para Cuiabá, quando estamos comemorando os 300 anos da nossa Capital, com um coral formado por servidores da Educação, que prezam pela nossa cultura”, destacou Eliane de Castilho, regente do Coral Educanto.

O repertório que será apresentado no Festival Paraibano de Coros, além de ser legitimamente regional cuiabano, comemora também o aniversário do coral, que vai completar três anos de atividades, fato que para a regente, só enriquece a carreira na música, muito embora amadora, de todos os integrantes que irão representar Cuiabá e o estado no evento. Ainda na bagagem, os integrantes do Educanto, além de vontade e talento, vão levar instrumentos tipicamente regionais, como a Viola de Cocho, o Ganzá, o Môcho (banqueta de couro de boi para se tocar), além do violão para acompanhamento das vozes.

Eliane de Castilho contou que, para que o coral pudesse participar do evento, houve uma grande movimentação de amigos e apoiadores como a banda Rasqueia Cuiabá e a Secretaria de Educação, na figura do secretário, Alex Vieira Passos e da adjunta, Edilene Machado que pessoalmente incentivam o coral, além do apoio direto de diretores e servidores. “É a cultura cuiabana sendo levada para fora do estado, com competência, dedicação e entusiasmo”, disse o secretário de Educação, Alex Vieira Passos.

Cada coro terá um tempo de 20 minutos para apresentação com quatro músicas, além das apresentações que ocorrem em vários eventos paralelos. “Estamos empolgadíssimos, dá até um frio na barriga já que é a primeira vez que o coral se apresenta e canta fora de Mato Grosso e, em um dos mais importantes eventos de música do país, com a participação de músicos internacionais, maestros importantes para a música brasileira, então estamos animados e empolgados”, ressaltou Eliane de Castilho que é mestre em música pela Universidade Federal de Mato Grosso.

Coral

O Coral Educanto é um projeto da Coordenadoria de Saúde do Trabalhador, que tem como foco a terapia por meio da música. “As nossas reuniões não são chamadas de ensaios, mais sim de encontros musicais, com o objetivo de trabalhar principalmente com servidores que estão em readaptação de função, em tratamento médico, acompanhamento psicossocial ou acometidos por doenças funcionais”, explicou Eliane de Castilho.

Antes de embarcar para a Paraíba, o grupo se dedicou intensamente às reuniões de ensaio na sede da Secretaria, no auditório Maestro China, apurando cada vez mais a técnica de voz e performance. “Estamos todos em contagem regressiva para essa grande missão, a de bem representar a nossa Cuiabá dos 300 anos”, disse Eliane de Castilho, no último ensaio em Cuiabá.

O XVII Festival Paraibano de Coros é uma realização do Governo do Estado da Paraíba, por meio da Fundação Espaço Cultural em conjunto com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Empresa Coteminas, com apoio cultural de várias outras empresas, além da Associação dos Docentes da UFPB (ADUFPB); da Cooperativa de Créditos (Sicredi/Creduni), do grupo Nord Hotéis, da Empresa Energisa e do Engenho Nobre.

Redação

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Cultura

Decreto presidencial oficializa Padre Theodor Amstad como patrono do Cooperativismo Brasileiro

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Assinado pela presidência da República e publicado nesta segunda-feira, 9 de dezembro, no Diário Oficial da União, o documento oficializa Padre Theodor Amstad como patrono do Cooperativismo Brasileiro. O reconhecimento é uma homenagem ao trabalho realizado pelo padre suíço, que fundou a primeira cooperativa de crédito da América Latina, em 1902, na cidade de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, e que atualmente é a Sicredi Pioneira RS, uma das 111 cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi.

Padre Theodor Amstad teve um papel importante na construção do cooperativismo no Brasil. Hoje, esse modelo de sistema colaborativo para produção e distribuição de riquezas se perpetua em áreas como da educação, saúde, agricultura, turismo, construção civil, terceiro setor e na de finanças, como o Sicredi, um dos maiores sistemas de cooperativismo de crédito do país, que reúne mais de 4 milhões de associados espalhados por 22 estados brasileiros e Distrito Federal.

Amstad nasceu em 9 de novembro de 1851, em Beckenried, na Suíça, e chegou ao Brasil em 1885, período de grande imigração europeia no país. O padre se estabeleceu na região de Nova Petrópolis, há cerca de 100 km da capital Porto Alegre, e logo começou a prestar assistência econômica, social e cultural aos colonos alemães e italianos que viviam na região.

Sempre comprometido com o desenvolvimento social e econômico das comunidades locais, que na época viviam basicamente da produção agrícola, Theodor criou a Bauernkasse, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, na comunidade de Linha Imperial em Nova Petrópolis, cidade que desde 2010 leva o título de Capital Nacional do Cooperativismo.

A Bauernkasse seguiu o modelo “Raiffeisen”, surgido na Alemanha, em 1862, voltado aos agricultores mais pobres, que não tinham garantias a oferecer, mas que precisavam de recursos para desenvolver suas produções. Esse modelo se espalhou pela Itália, França, Holanda, Áustria e Inglaterra e chegou ao Brasil.

Segundo Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu), o pioneirismo do padre Theodor Amstad deu origem a um modelo de negócio que hoje está presente em aproximadamente metade dos municípios brasileiros.

“Graças a sua luta e visão de mundo mais justo e igualitário, hoje temos milhões de brasileiros em cooperativas de crédito que desenvolvem trabalhos de suma importância econômica e social. A história do Sicredi tem ligação direta com a trajetória de Theodor Amstad. Foi ele quem nos ensinou a caminhar nos fez andar e nos deu a inspiração para continuarmos disseminando a cooperação entre as pessoas”, comenta Dasenbrock, que também destaca a importância dos programas Crescer e Pertencer, realizados pelo Sicredi com o objetivo de promover formação cooperativa para associados, colaboradores e comunidade em geral.

De acordo com o Banco Central, no Brasil já são mais de 10 milhões de associados ao Cooperativismo de Crédito e mais de 3,9 milhões deste total entraram para o segmento nos últimos cinco anos. “Em muitos municípios, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes, o que contribui para a inclusão financeira e o desenvolvimento local das comunidades”, explica Dasenbrock.

Amstad morreu no dia 7 de novembro de 1938, na cidade de São Leopoldo (RS). O padre também ficou conhecido por percorrer mais de 100 mil quilômetros montado em uma mula para levar seu conhecimento e apoio às comunidades do interior do Rio Grande do Sul. Sua história é preservada fisicamente na comunidade Linha Imperial em Nova Petrópolis, onde fica o Memorial Padre Amstad. Cerca de três mil visitantes passam anualmente pelo local para conhecer um pouco mais da história do patrono do cooperativismo brasileiro.

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