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Conheça o Brasão Municipal e suas particularidades

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Foi após 27 anos de emancipação, que na administração do então prefeito Júlio José de Campos, em 13 de maio de 1975 que foi editada a Lei nº 580/75 que dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos do município de Várzea Grande. Já a Lei 1.212/92 de 04 de maio de 1992 do então prefeito Carlos Augusto de Arruda Gomes fez algumas modificações e deu outras providências.

O Brasão de Armas de Várzea Grande, de autoria do heraldista (A heráldica refere-se simultaneamente à ciência e à arte de descrever os brasões de armas ou escudos. Logo, heraldista é aquele que pratica esta arte) professor Arcinoé Antonio Peixoto de Faria da Enciclopédia Heráldica Municipalista, é descrito em termos próprios da seguinte forma:

Escudo samnitico (Na heráldica, o escudo francês moderno, também chamado de escudo samnitico ou somático, é um tipo de escudo de formato retangular cujos cantos inferiores são arredondados por arcos de círculos com raios de mesmo módulo) encimado pela coroa mural de seis torres, de argente e iluminada de Góles (Vermelho). Em Campo de Jalde (ouro), posto em abismo, um escudete esquartelado, 1º e 4º de argente (prata) com uma árvore de sinopla (verde), 2º e 3º de Bláu (azul) com uma cruz flordelizada de jalde e vazia do campo, timbrado de uma árvore do campo, ladeado por fuzis de sable (preto) e ensarilhados (colocar as armas no chão aos grupos, prendendo nos outros pela parte superior). Ao termo uma faixa ondada de Bláu e em ponta dois peixes de Góles em Pala (vermelho, dar vacilo, dar bandeiras, dar problemas…) voltados alternadamente a deztra (recíproca, é aquilo que dá na mesma quantidade, recebe, podendo amor, amizade, raiva o algum interesse em comum) e sinistra. Como apoios do Estado, a deztra e sinistras chaminés fumegantes de góles, tendo brocante na base engrenagens de sable, nascentes de um listel de góles onde se inscreve em letras argentinas, o topônimo (nome geográfico da região, cidade, povoação, lugar, rio, logradouro público, etc) Várzea Grande, ladeado pelos milésimos “1867” e “1948”.

O Brasão descrito neste artigo em termos próprios de heráldica tem a seguinte interpretação simbólica:

  1. O escudo samnitico, usado para representar o Brasão de Armas de Várzea Grande, foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influência francesa, herdado pela heráldica brasileira, como evocativo da raça colonizadora e principal formadora da nossa nacionalidade;
  2. A coroa mural que sobrepõe é o universal dos brasões de domínio que sendo de argente (prata), de seis torres das quais apenas quatro são visíveis em retrospectiva no desenho, classifica a cidade representada na TERCEIRA GRANDEZA, ou seja, sede de município – a iluminura (Iluminura éum tipo de pintura decorativa aplicada às letras capitulares dos códices de … A palavra iluminura‘ é freqüentemente associada à miniatura, termo italiano derivado do latino miniare, que significa pintar com mínio, um pigmento de …) de góles pelo significado heráldico da cor se identifica com as qualidades próprias dos dirigentes da comunidade;
  3. O metal jalde (ouro) do campo do escudo é o símbolo da glória, esplendor, grandeza, riqueza e soberania;
  4. Em abismo (centro ou coração do escudo) o escudete reproduz as armarias da Família Magalhães, lembrando o vulto do fundador da Cidade, José Vieira Couto de Magalhães;
  5. O metal argente (prata) que figura no escudo e na coroa mural é símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza, religiosidade;
  6. A cor sinopla (verde) é símbolo de honra, civilidade, cortesia, alegria, abundância – é a cor simbólica da “esperança” e a esperança é a verdade porque lembra os campos verdejantes na primavera, fazendo “esperar” copiosa colheita;
  7. Ladeando o escudete, os fuzis ensarilhados de sable (preto), lembra no Brasão a motivação da fundação da Cidade que foi campo de concentração de prisioneiros paraguaios em 1867 e abrigo dos remanescentes – das tropas brasileiras em luta contra o ditador Solano Lopes;
  8. A cor sable (preto) é o símbolo da austeridade, prudência, soberania, moderação, firmeza de caráter;
  9. A faixa ondada de blau (azul) representa no Brasão o histórico Rio Cuiabá, às margens do qual ergue-se a Cidade satélite da Capital Mato-grossense;
  10. A cor blau (azul) é símbolo de justiça, nobreza, perseverança, zelo, lealdade, recreação e formosura;
  11. Em ponta, os peixes de goles (vermelho) em pála (um sobre o outro) lembram a piscosidade do Rio Cuiabá, explorada comercialmente e turisticamente pelos oficionados do esporte da pesca.
  12. l) A cor goles (vermelho) é símbolo de dedicação amor-pátrio, audácia, intrepidez, coragem e valentia;
  13. m) As chaminés fumegantes de góles (vermelho) representam no Brasão a industrialização, a cidade-satélite de Cuiabá e o trabalho operário em todo esplendor de sua força;
  14. n) No listél de góles (vermelho) em letras argentinas (prateadas) inscreve-se o topônimo identificador “VÁRZEA GRANDE” ladeado pelos milésimos “1867” de sua fundação política e “1948” de sua emancipação política.

O Brasão Municipal será reproduzido em clichês, para timbrar a documentação Oficial do Município de Várzea Grande, com a representação ionográfica das cores em conformidade com a convenção Heráldica Internacional, quando a impressão é feita a uma só cor e a obediência das cores heráldicas quando a impressão é feita em policromia.

Objetivando a divulgação Municipalista o Brasão Municipal poderá ser reproduzido em decalcomanias (reprodução de imagens coloridas em que se calca (‘comprime’) o material já estampado sobre a superfície em que se pretende ter a imagem, depois de se ter umedecido um dos dois), Brasões de fachadas, flâmulas, chineses, distintivos, medalhas e outros materiais, bem como apostos a objetos de arte, desde que, em qualquer reprodução, sejam observados os módulos e cores heráldicas.

 

Wilson Pires de Andrade é jornalista em Mato Grosso.

 

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O governo pode estar certo!

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Nas últimas semanas, o projeto de lei que trata da revisão dos incentivos fiscais
em Mato Grosso (PL 114/19), tomou conta dos noticiários e não menos, dos
bastidores mais recônditos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. E não é
para menos, pois é um dos mais importantes projetos de lei dos últimos tempos
no Estado de Mato Grosso.

Trata-se, primeiramente, de uma obrigação. Cumpre o Governo estadual, uma
exigência imposta por lei federal, com prazo final em 31/07/19. Até lá, o
governo tem de “fazer um inventário” de todos e quaisquer atos normativos,
que concederam incentivos fiscais, editar uma Lei e, posteriormente depositar
junto ao CONFAZ, assim, regularizando todos os incentivos fiscais que
permanecerem “aprovados” após este processo legislativo.

Há que se destacar que todos os estados deverão fazer o mesmo, sob pena
capital de REVOGAÇÃO de todos os incentivos fiscais até aqui concedidos.
Após apresentação do Projeto, começou um “Deus nos acuda”. Os sindicatos
patronais, poderosos como sempre, lançaram mão de suas artilharias pesadas,
criando uma narrativa de aumento de impostos e de que isso, sem dúvida se
reverteria em aumento de preços.

E o que fizeram os sindicatos dos servidores públicos, o Fórum Sindical e demais
entidades de defesa dos consumidores e trabalhadores? Até agora nada, nem
uma nota, nem um pio sobre o assunto.
Neste sentido, dou o primeiro passo sobre esse necessário posicionamento. Não
é por que “hay gobierno que soy contra”. Tento ser mais responsável neste
momento de duro embate entre as categorias e o governo de Mauro Mendes.

 

Antonio Wagner Oliveira

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