conecte-se conosco



Cultura

Artesãos mato-grossenses participarão do Salão de Artesanato em São Paulo

Publicado

em

O trabalho de quase 50 artesãos de Mato Grosso será mostrado na 13ª edição do Salão de Artesanato Raízes Brasileiras, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, de 9 a 13 de outubro. Nove artesãos estarão pessoalmente apresentando e comercializando seus trabalhos para os visitantes de todo o país. O evento é realizado com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro e a comitiva mato-grossense também conta com o suporte do Governo do Estado.

“Mostraremos o artesanato indígena e em madeira, além de peças em cerâmica, das tecedeiras, em cipó, entre outras. Essa feira é diferenciada porque tem um público de melhor poder aquisitivo e é frequentada por formadores de opinião, como arquitetos e lojistas”, explica Lourdes Josafá Sampaio, coordenadora do Programa de Artesanato da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Um dos artesãos é Nei Roberto dos Santos, que há 15 anos faz trabalhos artesanais em madeira. Para ele, é muito importante participar de eventos nacionais, pois dão visibilidade ao seu trabalho e melhoram a comercialização. “Há pouco tempo decidi viver exclusivamente do artesanato e a participação nestas feiras ajuda a sair do ‘sufoco’ em relação ao dinheiro, conseguimos nos manter e adquirir matérias primas”, explica.

Para participar das feiras nacionais de artesanato, os interessados devem estar atentos aos editais publicados no site da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Em breve, será publicado para participação na feira Mãos de Minas, em Minas Gerais. A coordenadora Lourdes Josafá Sampaio explica que é preciso fazer inscrição, mostrar o trabalho para os técnicos e, então, participar do evento.

FEIRA

Além dos estandes dos estados coordenados pelo PAB, artesãos de todo o Brasil com produção individual, cooperados, associações e outros órgãos de fomento ocuparão os 19 mil m2 do Pavilhão da Bienal com mostra e venda de produtos artesanais de várias tipologias, confeccionados com técnicas variadas e diferentes matérias prima.

Peças artesanais de decoração, vestuário, joias, bijuterias, acessórios, brinquedos, instrumentos musicais e utilitários vão encantar os visitantes pela riqueza de detalhes, qualidade de acabamento e identidade cultural que representam Na Praça dos Mestres será possível ver Mestres Artesãos de vários estados fazendo suas peças ao vivo. O Salão terá um palco destinado a apresentações culturais de grupos folclóricos de música e danças típicas e uma praça de gastronomia com pratos típicos de todas as regiões brasileiras. Será um evento que mostrará toda a diversidade cultural do Brasil, em cores, sons e sabores. A entrada é gratuita.

 

Redação

Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Cultura

Um quintal de muitas emoções em São Gonçalo beira Rio

Publicado

em

O Quintal de Domingas Leonor, na comunidade de São Gonçalo beira rio, é um espaço tradicional, considerado berço das raízes e da preservação da cultura Matogrossense, sede da Associação Cultural Flor Ribeirinha, onde o renomado grupo  realiza todas as suas ações. No mesmo espaço, onde se cultiva o Siriri, estão presentes o artesanato em cerâmica, as artes plásticas nos muros e os projetos Sementinha para as crianças, Vivências para os jovens e o Flor da idade para os idosos, além de outras atividades diárias.  O  Quintal de Dona Domingas é um ponto de cultura, já classificado pela prefeitura, como um dos pontos de atração turística na Capital.

Projeto Sementinha – Aos sábados, o projeto reúne mais de 70 crianças para dançar o Siriri, brincar e se divertir. O Sementinha oferece aulas gratuitas de Siriri para as crianças de até dez anos, moradoras da comunidade e de bairros da região. Durante os encontros, as crianças entram no universo da cultura popular e praticam os ensaios com animação e alegria. Após as aulas, recebem o lanche da manhã. As crianças  também participam de apresentações do grupo. As ações são do projeto “Quintal da Domingas, fazeres ribeirinhos da cultura popular”.

 

Projeto Vivências – Aos domingos, o quintal fica mais cheio, com a presença de visitantes e dos jovens interessados em aprender a dançar. O projeto foi idealizado com o objetivo de acolher novos dançarinos. As aulas gratuitas acontecem a partir das 17h e sempre revelam novos talentos.

 

Projeto Flor da Idade – foi idealizado no quintal para dar oportunidade as pessoas de realizar os seus sonhos,  de dançar e viver com mais estímulo e qualidade de vida. Os encontros são sempre felizes, cheios de alegria e de uma energia contagiante.

O diretor artístico e coreógrafo do grupo Flor Ribeirinha, Aviner Augusto, coordena a formação de dançarinos e destaca que é uma oportunidade para conhecerem a prática do Siriri. Os jovens podem ter essa experiência e aplicar o conhecimento em outra situação, “como também, participar do Flor Ribeirinha, através de um processo seletivo. É muito gratificante trabalhar os projetos desenvolvidos no quintal”, disse ele.

Vivências Culturais – o projeto  recebe com muita frequência, estudantes de diferentes escolas e universidades, seja pública ou privada, além de instituições sociais, interessadas em conhecer um pouco mais sobre a histórica comunidade e as manifestações culturais.

A Mestre em Cultura Popular, Domingas Leonor da Silva, recebe de braços abertos, todos que visitam o quintal. Ela relata com orgulho a sua trajetória e a luta para manter viva as tradições. Muitas pessoas demonstram o reconhecimento e a valorização dos saberes e fazeres do modo de vida da comunidade ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio.

Artesanato-Domingas e sua filha Edilaine, ministraram oficinas de artesanato no quintal, com aulas bem animadas e interativas. Todos colocam a mão no barro, matéria-prima para a confecção das peças em cerâmica. A técnica do artesanato é uma herança dos índios bororos, que vem passando por gerações. Muitas crianças e jovens vivenciam  esta arte que é referência na comunidade São Gonçalo Beira Rio. “A arte com o barro, aprendí com a minha mãe, que trouxe de minha vó. E segue mais gerações”, observou.

Arte no Muro –Quem chega no quintal se depara com um novo cenário e enche os olhos com as pinturas dos renomados artistas Adriano Figueiredo e Regis Gomes. Em cores fortes e vibrantes, eles retrataram personagens a fatos históricos da cultura popular.

As atividades no quintal não param. Recentemente, tiveram início as aulas de preparação e técnica vocal, além de dança de salão e o treinamento olímpico para todos os integrantes do grupo Flor Ribeirinha. O objetivo é oferecer novas alternativas e expandir as ações do renomado grupo, que já conquistou um prêmio mundial.

‘A escritora Cecília Meireles dizia que “não há nada mais universal do que o regional” (1901-1964). Algumas décadas depois, uma outra mulher, Domingas Leonor, vivenciou a poesia da escritora. Em julho de 1993, criou o grupo de siriri Flor Ribeirinha, no próprio quintal de sua casa’.

______________

Fotos: divulgação 

Assessoria de Imprensa 

Continue lendo

Artigos

Polícia

Política MT

Várzea Grande

Cuiabá

Mais Lidas da Semana