conecte-se conosco



Cultura

3ª Edição do Festival Kwanzaa marca celebração do Dia da Consciência Negra

Publicado

em

Um evento de celebração de um povo que busca resgatar sua origem, exaltando as conquistas por meio do teatro, da dança, da música e da poesia. Foi dessa forma que o dia Nacional da Consciência Negra foi comemorado na noite desta quinta-feira (20). No Museu do Rio, o público foi presenteado com diversas apresentações culturais na 3ª Edição do Festival Kwanzaa.

Apresentações musicais, danças como africanas, o siriri, o cururu, teatros, exposição de roupas, acessórios e penteados afros foram alguns dos atrativos da celebração. O evento foi organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo e totalmente gratuito.

“A Prefeitura de Cuiabá, nessa gestão humanizada do prefeito Emanuel Pinheiro, vem trabalhando para oportunizar que essas manifestações culturais se apresentem e mostrem que o Município tem muita coisa bonita. Eventos como esse são excelências alternativas de valorização da cultura regional”, disse o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo.

Na oportunidade, o secretário-adjunto Justino Astrevo destacou ainda que o festival, além de demonstrar a arte por meio das apresentações, proporciona uma comemoração do dia 20 de novembro com mais tolerância e uma cultura de paz. “O poder público tem como missão motivar, incentivar essa cultura de paz e tudo isso começa no respeito à diferença e a diversidade. É esse principal objetivo do Festival Kwanzaa”, disse.

Do swahili, língua banto com maior número de falantes no continente africano, “Matunda ya Kwanza” é a celebração dos “Primeiros Frutos”, que se refere a memória africana da colheita, ritual de grande importância ancestral na construção identitária dos povos africanos. Assim, Kwanzaa nasce recriando o vínculo entre afrodescendentes e suas raízes.

“É importante marcar a data para que o movimento se solidifique, cresça e ganhe cada vez mais espaço em Cuiabá. Porque a celebração do Dia da Consciência Negra é na verdade todo um mês de eventos que se inicia na Lavagem das Escadarias, que promove a tolerância religiosa e que este ano, vai culminar com um evento no MISC. Para a Secretaria de Cultura é importante que haja esta inclusão das manifestações da cultura afro nos eventos do Município e é para isso que trabalhamos”, concluiu o secretário-adjunto.

 

Fonte: CAROLINA MIRANDA

Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Cultura

Decreto presidencial oficializa Padre Theodor Amstad como patrono do Cooperativismo Brasileiro

Publicado

em

Assinado pela presidência da República e publicado nesta segunda-feira, 9 de dezembro, no Diário Oficial da União, o documento oficializa Padre Theodor Amstad como patrono do Cooperativismo Brasileiro. O reconhecimento é uma homenagem ao trabalho realizado pelo padre suíço, que fundou a primeira cooperativa de crédito da América Latina, em 1902, na cidade de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, e que atualmente é a Sicredi Pioneira RS, uma das 111 cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi.

Padre Theodor Amstad teve um papel importante na construção do cooperativismo no Brasil. Hoje, esse modelo de sistema colaborativo para produção e distribuição de riquezas se perpetua em áreas como da educação, saúde, agricultura, turismo, construção civil, terceiro setor e na de finanças, como o Sicredi, um dos maiores sistemas de cooperativismo de crédito do país, que reúne mais de 4 milhões de associados espalhados por 22 estados brasileiros e Distrito Federal.

Amstad nasceu em 9 de novembro de 1851, em Beckenried, na Suíça, e chegou ao Brasil em 1885, período de grande imigração europeia no país. O padre se estabeleceu na região de Nova Petrópolis, há cerca de 100 km da capital Porto Alegre, e logo começou a prestar assistência econômica, social e cultural aos colonos alemães e italianos que viviam na região.

Sempre comprometido com o desenvolvimento social e econômico das comunidades locais, que na época viviam basicamente da produção agrícola, Theodor criou a Bauernkasse, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, na comunidade de Linha Imperial em Nova Petrópolis, cidade que desde 2010 leva o título de Capital Nacional do Cooperativismo.

A Bauernkasse seguiu o modelo “Raiffeisen”, surgido na Alemanha, em 1862, voltado aos agricultores mais pobres, que não tinham garantias a oferecer, mas que precisavam de recursos para desenvolver suas produções. Esse modelo se espalhou pela Itália, França, Holanda, Áustria e Inglaterra e chegou ao Brasil.

Segundo Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu), o pioneirismo do padre Theodor Amstad deu origem a um modelo de negócio que hoje está presente em aproximadamente metade dos municípios brasileiros.

“Graças a sua luta e visão de mundo mais justo e igualitário, hoje temos milhões de brasileiros em cooperativas de crédito que desenvolvem trabalhos de suma importância econômica e social. A história do Sicredi tem ligação direta com a trajetória de Theodor Amstad. Foi ele quem nos ensinou a caminhar nos fez andar e nos deu a inspiração para continuarmos disseminando a cooperação entre as pessoas”, comenta Dasenbrock, que também destaca a importância dos programas Crescer e Pertencer, realizados pelo Sicredi com o objetivo de promover formação cooperativa para associados, colaboradores e comunidade em geral.

De acordo com o Banco Central, no Brasil já são mais de 10 milhões de associados ao Cooperativismo de Crédito e mais de 3,9 milhões deste total entraram para o segmento nos últimos cinco anos. “Em muitos municípios, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes, o que contribui para a inclusão financeira e o desenvolvimento local das comunidades”, explica Dasenbrock.

Amstad morreu no dia 7 de novembro de 1938, na cidade de São Leopoldo (RS). O padre também ficou conhecido por percorrer mais de 100 mil quilômetros montado em uma mula para levar seu conhecimento e apoio às comunidades do interior do Rio Grande do Sul. Sua história é preservada fisicamente na comunidade Linha Imperial em Nova Petrópolis, onde fica o Memorial Padre Amstad. Cerca de três mil visitantes passam anualmente pelo local para conhecer um pouco mais da história do patrono do cooperativismo brasileiro.

Continue lendo

Artigos

Polícia

Política MT

Várzea Grande

Cuiabá

Mais Lidas da Semana